{"id":1068,"date":"2022-03-04T15:07:06","date_gmt":"2022-03-04T15:07:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/?p=1068"},"modified":"2022-03-11T18:47:21","modified_gmt":"2022-03-11T18:47:21","slug":"tratamento-osteopatico-em-paciente-com-diagnostico-clinico-de-hernia-de-disco-lombar-relato-de-caso-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/tratamento-osteopatico-em-paciente-com-diagnostico-clinico-de-hernia-de-disco-lombar-relato-de-caso-2\/","title":{"rendered":"Tratamento osteop\u00e1tico em paciente com diagn\u00f3stico cl\u00ednico de h\u00e9rnia de disco lombar &#8211; Relato de caso"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Escrito por: Isadora Lessa Moreno<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Docente PhD do Idot<\/p>\n<h2><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h2>\n<p>A h\u00e9rnia de disco acomete cerca de 2 a 3 da popula\u00e7\u00e3o mundial, com preval\u00eancia de 4,8 em homens e de 2,5 em mulheres com idades superiores a 35 anos. A h\u00e9rnia discal lombar entre a quarta e quinta v\u00e9rtebras lombares (L4-L5) e a quinta v\u00e9rtebra lombar e a primeira v\u00e9rtebra sacral (L5\u2013S1) s\u00e3o as regi\u00f5es de mais frequente acometimento (NEGRELLI, 2001; HEBERT et al., 2003).<\/p>\n<p>Como o nervo ci\u00e1tico emerge entre essas v\u00e9rtebras, ele \u00e9 comumente afetado nos casos de h\u00e9rnia discal. A origem da dor ci\u00e1tica \u00e9 provavelmente multifatorial, envolvendo est\u00edmulo mec\u00e2nico das termina\u00e7\u00f5es nervosas da por\u00e7\u00e3o externa do \u00e2nulo fibroso, compress\u00e3o direta da raiz nervosa (com ou sem isquemia) e uma s\u00e9rie de fen\u00f4menos inflamat\u00f3rios induzidos pelo n\u00facleo extruso. Estudos demonstram que o limiar de sensibiliza\u00e7\u00e3o neuronal para uma raiz comprimida \u00e9 cerca da metade do limiar dos segmentos n\u00e3o comprimidos (KULISCH, ULSTROM, MICHAEL, 1991; CORNEFJORD et al., 1996; HOWE, LOESER, CALVIN, 1977).<\/p>\n<p><strong style=\"font-size: 1.5em;\">VIS\u00c3O OSTEOP\u00c1TICA<\/strong><\/p>\n<p>A vis\u00e3o osteop\u00e1tica considera que a h\u00e9rnia de disco, por ser uma doen\u00e7a, \u00e9 um efeito e n\u00e3o uma causa. Desequil\u00edbrios na rela\u00e7\u00e3o do homem com o meio em que vive, sendo ele f\u00edsico, nutricional, t\u00f3xico e perceptivo, podem favorecer a perda da homeostase do sistema e, por conseguinte, a forma\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o osteop\u00e1tica, toda a h\u00e9rnia de disco \u00e9 uma regi\u00e3o que apresenta uma hiperfun\u00e7\u00e3o, ou seja, recebe for\u00e7as anormais contr\u00e1rias ou apresenta uma hipermobilidade. O presente tratamento buscou encontrar e corrigir todas as disfun\u00e7\u00f5es que pudessem interferir no processo de instala\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, devolvendo a funcionalidade dos segmentos hipom\u00f3veis e eliminando os vetores de for\u00e7a sobre o local, a fim de proporcionar uma melhor adapta\u00e7\u00e3o do corpo.<\/p>\n<h2><strong>CASO CL\u00cdNICO<\/strong><\/h2>\n<p>Paciente: R.C.T.<\/p>\n<p>Sexo: feminino.<\/p>\n<p>Idade: 56 anos.<\/p>\n<p>Estado civil: casada.<\/p>\n<p>Profiss\u00e3o: cobradora de \u00f4nibus (afastada h\u00e1 1 ano em decorr\u00eancia da sa\u00fade f\u00edsica).<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Queixa principal:<\/span> \u201csinto muita dor na coluna, na bacia, nas pernas e parte de cima do p\u00e9, dos dois lados\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Hist\u00f3ria da doen\u00e7a atual:<\/span> paciente relata ter dor h\u00e1 seis anos na coluna lombar com sensa\u00e7\u00e3o de pontada e queima\u00e7\u00e3o desde o quadril que vai para os membros inferiores at\u00e9 o dorso do p\u00e9. Relata ter sofrido um acidente de moto, apenas com um \u201cmachucado no p\u00e9&#8221; e que a partir da\u00ed iniciaram as dores na regi\u00e3o da coluna. Nessa \u00e9poca foi ao m\u00e9dico que detectou por exames uma h\u00e9rnia discal L4-L5, sendo indicado tratamento medicamentoso e sess\u00f5es de Reeduca\u00e7\u00e3o Postural Global (RPG). Por mais de dois anos seguiu os tratamentos indicados, por\u00e9m sem muito sucesso. H\u00e1 um ano est\u00e1 afastada do trabalho em virtude da piora de seu quadro. A dor est\u00e1 sempre presente, piora nos per\u00edodos da noite e pela manh\u00e3, e nas posi\u00e7\u00f5es sentada e deitada, sendo limitados alguns movimentos da coluna devido \u00e0 dor. Quando parada por muito tempo em p\u00e9, sente dor em faixa horizontal na regi\u00e3o da coluna lombar baixa.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Queixa secund\u00e1ria:<\/span> \u201cdurmo e acordo com dor de cabe\u00e7a\u201d. Segundo a paciente, a dor da cabe\u00e7a ocorre h\u00e1 um tempo, \u201ccom dor no fundo de olho e toda a cabe\u00e7a\u201d, na maioria das vezes associada \u00e0 labirintite.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Cirurgias:<\/span> histerectomia h\u00e1 20 anos.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Tratamento medicamentoso atual:<\/span> apenas quando sente dores muito intensas na coluna toma Dorflex<sup>\u00ae<\/sup>. Mesmo sentindo dores fortes costuma suportar e evita a automedica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Tratamento associado<\/span>: paciente relata que ap\u00f3s a cirurgia da histerectomia contraiu uma infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria hospitalar, que culminou com o uso de medicamentos com efeitos intensos, por\u00e9m sem resultado. Realizou tratamento homeop\u00e1tico, havendo melhora da condi\u00e7\u00e3o, o que a fez manter essa terapia at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Demais sistemas:<\/span> sem fraturas, sem altera\u00e7\u00f5es gastrointestinais.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">EVA atual:<\/span> 8<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Question\u00e1rio SF36<\/span><\/p>\n<p>Capacidade Funcional: 25<\/p>\n<p>Limita\u00e7\u00e3o dos aspectos f\u00edsicos: 0<\/p>\n<p>Dor: 20<\/p>\n<p>Estado geral de sa\u00fade: 52<\/p>\n<p>Vitalidade: 65<\/p>\n<p>Aspectos sociais: 37,5<\/p>\n<p>Limita\u00e7\u00e3o por aspectos emocionais: 33,33<\/p>\n<p>Sa\u00fade mental: 44<\/p>\n<h2><strong>DIAGN\u00d3STICO OSTEOP\u00c1TICO<\/strong><\/h2>\n<ol>\n<li>Teste de exclus\u00e3o \u00e0 teste positivo para ra\u00edzes L5 e S1 (incapacidade de andar nos calcanhares e na ponta dos p\u00e9s), com reflexo patelar e calc\u00e2neo negativos. Teste da perna estendida negativo e Valsalva positiva (paciente relata dor ao tossir).<\/li>\n<li>Teste referencial \u00e0 manobra de converg\u00eancia podal evidenciou sistemas musculoesquel\u00e9tico e neural, visceral e t\u00f4nico postural.<\/li>\n<li>Teste funcional \u00e0 teste de mobilidade global, conforme demonstrado na tabela 1 e figura 1.<\/li>\n<\/ol>\n<div align=\"center\">\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td rowspan=\"6\" width=\"85\">Teste de mobilidade global<\/td>\n<td width=\"102\">Flex\u00e3o<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"369\">Dor no in\u00edcio da flex\u00e3o com padr\u00e3o ativo de dor discal e irradia\u00e7\u00e3o para os membros D e E<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"102\">Extens\u00e3o<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"369\">Dor pontual no final do movimento em L5<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"102\">Inclina\u00e7\u00e3o D<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"369\">Dor pontual no final do movimento na sacroil\u00edaca E<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"102\">Inclina\u00e7\u00e3o E<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"369\">Dor no final do movimento com sensa\u00e7\u00e3o de repuxe no quadrado lombar D<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"102\">Rota\u00e7\u00e3o D<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"369\">Dor no final do movimento com sensa\u00e7\u00e3o de repuxe no quadrado lombar D<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"102\">Rota\u00e7\u00e3o E<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"369\">Dor pontual no final do movimento na sacroil\u00edaca E<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\">Tabela 1: resultado do padr\u00e3o de dor presente no teste de mobilidade global antes da primeira sess\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/figura-1.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1070\" title=\"figura 1\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/figura-1.png\" alt=\"\" width=\"333\" height=\"309\" srcset=\"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/figura-1.png 333w, https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/figura-1-300x278.png 300w\" sizes=\"(max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Figura 1: resultado da amplitude do teste de mobilidade global antes da primeira sess\u00e3o pela Estrela de Maigne.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<h2><strong>TRATAMENTO OSTEOP\u00c1TICO<\/strong><\/h2>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">1<sup>a<\/sup> consulta:<\/span><\/strong> nesta sess\u00e3o, foi enfatizado o sistema musculoesquel\u00e9tico e neural. A ideia inicial foi trabalhar o padr\u00e3o ativo de dor, principalmente pelas restri\u00e7\u00f5es apresentadas e padr\u00f5es neurais presentes. Contudo, ao realizar uma mobiliza\u00e7\u00e3o neural de raiz local, a paciente referiu muito desconforto. Assim, a t\u00e9cnica de tra\u00e7\u00e3o do tubo dural foi aplicada, a fim de liberar as tens\u00f5es da dura-m\u00e1ter atrav\u00e9s do occipital (figura 2), sendo essa muito aceita pela paciente.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/figura-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1071\" title=\"figura 2\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/figura-2-e1509474046623.jpg\" alt=\"\" width=\"691\" height=\"570\" srcset=\"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/figura-2-e1509474046623.jpg 691w, https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/figura-2-e1509474046623-600x495.jpg 600w, https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/figura-2-e1509474046623-300x247.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 691px) 100vw, 691px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Figura 2: t\u00e9cnica para tra\u00e7\u00e3o do tubo dural.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fonte: Osteopatia craniana. Livro 2. Editora Idot (p. 33).<\/p>\n<p>A sess\u00e3o foi encerrada com a reavalia\u00e7\u00e3o do teste referencial, que evidenciou melhora do sistema abordado, e reavalia\u00e7\u00e3o dos testes de exclus\u00e3o que revelaram negativos (paciente foi capaz de andar nos calcanhares e na ponta dos p\u00e9s). Em seguida, o teste de mobilidade global foi reavaliado. Houve melhora principalmente no padr\u00e3o de dor e amplitude do movimento de flex\u00e3o, por\u00e9m os padr\u00f5es de dor nos demais movimentos persistiram.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/figura3.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1072\" title=\"figura3\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/figura3.png\" alt=\"\" width=\"333\" height=\"286\" srcset=\"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/figura3.png 333w, https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/figura3-300x257.png 300w\" sizes=\"(max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Figura 3: resultado da amplitude do teste de mobilidade global ap\u00f3s a primeira sess\u00e3o pela Estrela de Maigne.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">2<sup>a<\/sup> consulta:<\/span><\/strong> paciente relata ter ficado bem ap\u00f3s a sess\u00e3o, por\u00e9m acordou no meio da madrugada com desconforto na regi\u00e3o da pelve e pernas. Tomou medica\u00e7\u00e3o na madrugada para conseguir dormir. Ao acordar, percebeu certo desconforto, por\u00e9m al\u00edvio nas dores dos membros inferiores, sendo mais evidente na regi\u00e3o das pernas. Relatou n\u00e3o ter sentido dores de cabe\u00e7a. EVA 6. A figura 4 evidencia o plano postural da paciente ao chegar \u00e0 cl\u00ednica para a primeira e segunda sess\u00f5es de atendimento.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/figura-4.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1073\" title=\"figura 4\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/figura-4.jpg\" alt=\"\" width=\"593\" height=\"593\" srcset=\"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/figura-4.jpg 593w, https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/figura-4-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/figura-4-100x100.jpg 100w, https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/figura-4-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 593px) 100vw, 593px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Figura 4: vista frontal do plano postural da paciente ao chegar a primeira sess\u00e3o (foto \u00e0 esquerda) e ao chegar a segunda sess\u00e3o (foto \u00e0 direita).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fonte: arquivo pessoal com consentimento da paciente.<\/p>\n<ol>\n<li>Teste referencial \u00e0 manobra de converg\u00eancia podal evidenciou sistemas craniano, visceral e t\u00f4nico postural.<\/li>\n<li>Teste funcional \u00e0 palpa\u00e7\u00e3o auscultat\u00f3ria global (oscila\u00e7\u00e3o posterior sem desequil\u00edbrio) e teste de mobilidade global (achados demonstrados na figura 5).<\/li>\n<\/ol>\n<p>Figura 5: resultado da amplitude do teste de mobilidade global antes da segunda sess\u00e3o pela Estrela de Maigne.<\/p>\n<p>O teste de mobilidade global evidenciou padr\u00f5es de melhora na amplitude dos movimentos, por\u00e9m houve manuten\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es de dor em todos os movimentos, conforme encontrado ao final da primeira sess\u00e3o.<\/p>\n<p>Foi dada sequ\u00eancia ao tratamento e o sistema craniano foi abordado nesta sess\u00e3o. A partir do diagn\u00f3stico da palpa\u00e7\u00e3o auscultat\u00f3ria global (diagn\u00f3stico de tubo dural), foi realizada a palpa\u00e7\u00e3o auscultat\u00f3ria do reto posterior menor da cabe\u00e7a. Encontrada a tens\u00e3o, a palpa\u00e7\u00e3o auscultat\u00f3ria do cr\u00e2nio evidenciou disfun\u00e7\u00e3o na tenda do cerebelo, confirmada pelo teste do parietal. T\u00e9cnica para libera\u00e7\u00e3o da tenda do cerebelo \u2013 tra\u00e7\u00e3o da orelha \u2013 foi utilizada para corre\u00e7\u00e3o da disfun\u00e7\u00e3o encontrada (figura 6). Em seguida, pela palpa\u00e7\u00e3o da tens\u00e3o sobre o reto posterior menor da cabe\u00e7a, observou-se ainda uma tens\u00e3o sobre o tubo dural ao n\u00edvel lombar. Ap\u00f3s esse diagn\u00f3stico, foi realizada a t\u00e9cnica de tra\u00e7\u00e3o longitudinal do tubo dural \u2013 sacro (figura 7).<\/p>\n<p>Figura 6: t\u00e9cnica para libera\u00e7\u00e3o da tenda do cerebelo.<\/p>\n<p>Fonte: Osteopatia craniana. Livro 2. Editora Idot (p. 38).<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Figura 7: t\u00e9cnica para tra\u00e7\u00e3o do tubo dural pelo sacro.<\/p>\n<p>Fonte: Osteopatia craniana. Livro 2. Editora Idot (p. 34).<\/p>\n<p>A sess\u00e3o foi encerrada com a reavalia\u00e7\u00e3o do teste referencial, que evidenciou melhora do sistema abordado e, em seguida, a reavalia\u00e7\u00e3o do teste de mobilidade global, como pode ser observado na tabela 2 e figura 8.<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table border=\"1\" width=\"567\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td rowspan=\"6\" width=\"85\">Teste de mobilidade global<\/td>\n<td width=\"102\">Flex\u00e3o<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"379\">Leve desconforto ao final da flex\u00e3o com irradia\u00e7\u00e3o para o gl\u00fateo E<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"102\">Extens\u00e3o<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"379\">Leve desconforto pontual (L5) ao final do movimento<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"102\">Inclina\u00e7\u00e3o D<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"379\">Sem dor<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"102\">Inclina\u00e7\u00e3o E<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"379\">Sem dor<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"102\">Rota\u00e7\u00e3o D<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"379\">Sem dor<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"102\">Rota\u00e7\u00e3o E<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"379\">Leve desconforto pontual ao n\u00edvel da sacroil\u00edaca E<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p>Tabela 2: resultado do padr\u00e3o de dor presente no teste de mobilidade global ap\u00f3s a segunda sess\u00e3o.<\/p>\n<table width=\"100{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354}\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div>\n<p>Flex\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table width=\"100{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354}\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div>\n<p>Extens\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table width=\"100{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354}\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div>\n<p>Inclina\u00e7\u00e3o D<\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table width=\"100{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354}\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div>\n<p>Rota\u00e7\u00e3o D<\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table width=\"100{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354}\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div>\n<p>Rota\u00e7\u00e3o E<\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table width=\"100{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354}\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div>\n<p>Inclina\u00e7\u00e3o E<\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Figura 8: resultado da amplitude do teste de mobilidade global antes da segunda sess\u00e3o pela Estrela de Maigne.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">3<sup>a<\/sup> consulta:<\/span><\/strong> paciente relata n\u00e3o ter sentido muita dor, apenas na madrugada um desconforto na pelve do lado esquerdo, por\u00e9m n\u00e3o precisou tomar rem\u00e9dio. Relatou tamb\u00e9m melhora da dor nas posi\u00e7\u00f5es sentada e deitada, apenas com leve desconforto ao levantar. N\u00e3o teve mais dor de cabe\u00e7a nem tontura. Relata sentir ainda desconforto na regi\u00e3o lombar e nas pernas, por\u00e9m muito leve. EVA 4.<\/p>\n<ol>\n<li>Teste referencial \u00e0 manobra de converg\u00eancia podal evidenciou sistemas t\u00f4nico postural e visceral.<\/li>\n<li>Teste funcional \u00e0 teste de mobilidade global.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Nesta sess\u00e3o foi enfatizado o sistema t\u00f4nico postural. Antes de iniciar a terapia, o teste de mobilidade global foi aplicado e revelou: leve desconforto ao final da flex\u00e3o com irradia\u00e7\u00e3o para o gl\u00fateo esquerdo, dor pontual ao final da extens\u00e3o em L5 e dor pontual na sacroil\u00edaca esquerda na rota\u00e7\u00e3o e inclina\u00e7\u00e3o homolateral. As amplitudes dos movimentos foram semelhantes \u00e0s encontradas ao final da segunda sess\u00e3o.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s essa avalia\u00e7\u00e3o, foi enfatizado o sistema t\u00f4nico postural a partir de seus referenciais: testes posturo-est\u00e1tico, posturo-din\u00e2mico, rota\u00e7\u00e3o de cabe\u00e7a e Romberg postural. Os achados encontrados s\u00e3o demonstrados nas tabelas a seguir.<\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"3\" valign=\"top\" width=\"566\">Teste posturo-est\u00e1tico<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"189\">Plano sagital<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"189\">Plano frontal<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"189\">Plano horizontal<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"189\">Plano posterior com flechas lombar (4), cervical (6) e occipital (4)<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"189\">B\u00e1sculas de ombro E e pelve D<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"189\">Rota\u00e7\u00e3o anterior de ombro D e pelve E<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Tabela 3: avalia\u00e7\u00e3o do teste posturo-est\u00e1tico nos planos sagital, frontal e horizontal antes do tratamento.<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"4\" valign=\"top\" width=\"566\">Teste posturo-din\u00e2mico<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"141\">Cervical<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"141\">Tor\u00e1cico<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"141\">Lombar<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"141\">Pelve<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"141\">Disfun\u00e7\u00e3o E e D<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"141\">Disfun\u00e7\u00e3o E e D<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"141\">Disfun\u00e7\u00e3o E e D<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"141\">Disfun\u00e7\u00e3o E<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p>Tabela 4: avalia\u00e7\u00e3o do teste posturo-din\u00e2mico nos segmentos cervical, tor\u00e1cico, lombar e p\u00e9lvico antes do tratamento.<\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"566\">Teste de limita\u00e7\u00e3o de rota\u00e7\u00e3o de cabe\u00e7a<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"566\">Limita\u00e7\u00e3o para ambos os lados, pior \u00e0 E com presen\u00e7a de dor<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Tabela 5: avalia\u00e7\u00e3o do teste limita\u00e7\u00e3o de rota\u00e7\u00e3o de cabe\u00e7a antes do tratamento.<\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"566\">Teste de Romberg postural<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"566\">Instabilidade \u00e2ntero-posterior = captor podal<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Tabela 6: avalia\u00e7\u00e3o do teste de Romberg postural antes do tratamento.<\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"566\">Teste informacional maleolar<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"566\">Disfun\u00e7\u00e3o plexo sacral lado E, disco entre L4-L5, trig\u00eameo intracraniano, vest\u00edbulo-coclear \u00e0 D<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Tabela 7: avalia\u00e7\u00e3o do teste informacional maleolar antes do tratamento.<\/p>\n<p>O tratamento do sistema t\u00f4nico postural foi iniciado com est\u00edmulos sobre as vias de comunica\u00e7\u00e3o por meio das t\u00e9cnicas de satura\u00e7\u00e3o neural e sidera\u00e7\u00e3o muscular.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a libera\u00e7\u00e3o das vias, houve melhora dos testes posturo-est\u00e1tico (melhora das flechas e da b\u00e1scula de pelve) e posturo-din\u00e2mico (melhora da disfun\u00e7\u00e3o cervical D).<\/p>\n<p>A manobra de converg\u00eancia espec\u00edfica para o sistema t\u00f4nico postural foi avaliada mostrando influ\u00eancia podal. A necessidade de uma palmilha proprioceptiva foi diagnosticada e colocada na paciente. Ap\u00f3s a coloca\u00e7\u00e3o, houve melhora nos testes posturo-est\u00e1tico (melhora do plano escapular), posturo-din\u00e2mico (melhora da disfun\u00e7\u00e3o lombar D e E e da pelve E) e rota\u00e7\u00e3o de cabe\u00e7a (melhora da rota\u00e7\u00e3o para E, sem dor).<\/p>\n<p>O teste de mobilidade global foi novamente realizado e a paciente executou todos os movimentos sem nenhum desconforto e com ganho na amplitude. Foi indicada a confec\u00e7\u00e3o de uma palmilha 43M proprioceptiva, que ser\u00e1 retirada pela paciente na pr\u00f3xima sess\u00e3o.<\/p>\n<p>Figura 9: vista sagital do plano postural da paciente antes (foto \u00e0 esquerda) e ap\u00f3s a coloca\u00e7\u00e3o das palmilhas posturais (foto \u00e0 direita) na mesma sess\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte: arquivo pessoal com consentimento da paciente.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">4<sup>a<\/sup> consulta:<\/span><\/strong> paciente relata ter ficado bem nos quatro dias que passou sem atendimento. Sentiu somente uma dor pontual na sacroil\u00edaca E na hora de levantar e agachar. \u00c0 noite n\u00e3o tem acordado mais com dor. A dor na posi\u00e7\u00e3o sentada est\u00e1 m\u00ednima. Relata ter andado bastante e n\u00e3o ter sentido tanta dor como antes. EVA 3.<\/p>\n<ol>\n<li>Teste referencial \u00e0 manobra de converg\u00eancia podal evidenciou sistemas t\u00f4nico postural e visceral.<\/li>\n<li>Teste funcional \u00e0 palpa\u00e7\u00e3o auscultat\u00f3ria global (oscila\u00e7\u00e3o longa posterior \u00e0 E) e teste de mobilidade global (achados demonstrados na figura 10).<\/li>\n<\/ol>\n<table width=\"100{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354}\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div>\n<p>Flex\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table width=\"100{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354}\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div>\n<p>Extens\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table width=\"100{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354}\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div>\n<p>Inclina\u00e7\u00e3o D<\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table width=\"100{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354}\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div>\n<p>Rota\u00e7\u00e3o D<\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table width=\"100{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354}\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div>\n<p>Rota\u00e7\u00e3o E<\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table width=\"100{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354}\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div>\n<p>Inclina\u00e7\u00e3o E<\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Figura 10: resultado da amplitude do teste de mobilidade global antes da quarta sess\u00e3o pela Estrela de Maigne.<\/p>\n<p>O teste de mobilidade global evidenciou padr\u00f5es de ganho na amplitude dos movimentos, por\u00e9m revelou: dor pontual na sacroil\u00edaca esquerda ao final da flex\u00e3o e extens\u00e3o, e dor em \u201crepuxe\u201d, de car\u00e1ter miofascial, na regi\u00e3o do quadrado lombar esquerdo no final dos movimentos de inclina\u00e7\u00e3o e rota\u00e7\u00e3o \u00e0 direita.<\/p>\n<p>Foi dada sequ\u00eancia ao tratamento e a partir do diagn\u00f3stico da palpa\u00e7\u00e3o auscultat\u00f3ria global, foi realizada a palpa\u00e7\u00e3o auscultat\u00f3ria local. Encontrada a tens\u00e3o, o teste evidenciou disfun\u00e7\u00e3o no perit\u00f4nio parietal posterior. T\u00e9cnica para o perit\u00f4nio posterior foi utilizada para corre\u00e7\u00e3o (figura 11). Ap\u00f3s a t\u00e9cnica, pela palpa\u00e7\u00e3o auscultat\u00f3ria local, evidenciou-se ainda uma disfun\u00e7\u00e3o no mesocolo sigmoide. O teste funcional de mobilidade global foi refeito e ao realizar <em>lifting <\/em>sobre o local em quest\u00e3o, a paciente relatou melhora da dor. T\u00e9cnica para tratamento do mesocolo sigmoide foi realizada com a paciente deitada (figura 12) e sentada, utilizando alavancas do tronco ao encontrar restri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Figura 11: t\u00e9cnica para perit\u00f4nio posterior.<\/p>\n<p>Fonte: Osteopatia visceral. Livro 1. Editora Idot (p. 34).<\/p>\n<p>Figura 12: t\u00e9cnica para tratamento do mesocolo sigmoide.<\/p>\n<p>Fonte: Osteopatia visceral. Livro 1. Editora Idot (p. 31).<\/p>\n<p>O teste de manobra de converg\u00eancia foi novamente realizado e evidenciou ainda a presen\u00e7a de disfun\u00e7\u00e3o no sistema t\u00f4nico postural. A partir dos referenciais espec\u00edficos posturais foi encontrada presen\u00e7a de cicatriz patol\u00f3gica (teste do pulso radial positivo), estando ausente as demais entradas e obst\u00e1culos. Foi utilizado \u00f3leo essencial Sempre Viva<sup>\u00ae<\/sup> para neutralizar e tratar a cicatriz.<\/p>\n<p>Ao final do tratamento, o teste referencial se normalizou e o teste de mobilidade global evidenciou aus\u00eancia de dor e ganho da amplitude em todos os movimentos. EVA 1.<\/p>\n<p>As palmilhas posturais foram entregues para a paciente, que ainda foi orientada quanto ao seu uso. Orienta\u00e7\u00e3o foi tamb\u00e9m passada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cicatriz patol\u00f3gica, sendo indicado seu trabalho duas vezes ao dia durante um minuto com \u00f3leo essencial de Rosa Mosqueta<sup>\u00ae<\/sup> ou Alecrim<sup>\u00ae<\/sup>.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">5<sup>a<\/sup> consulta:<\/span><\/strong> paciente revela melhora dos seus sintomas, sem relatar nenhuma queixa. EVA 0.<\/p>\n<p>Os testes referenciais e funcionais apresentavam-se normalizados e a paciente, por apresentar evolu\u00e7\u00e3o em seu quadro cl\u00ednico, recebeu orienta\u00e7\u00f5es quanto:<\/p>\n<p>&#8211; ao uso correto das palmilhas posturais e do \u00f3leo para cicatriz, bem como a necessidade do retorno ap\u00f3s 45 dias para seguimento do trabalho sobre o sistema t\u00f4nico postural;<\/p>\n<p>&#8211; \u00e0 import\u00e2ncia do trabalho de estabiliza\u00e7\u00e3o segmentar lombar, por exemplo, por meio do pilates cl\u00ednico.<\/p>\n<p>Os dados a seguir mostram a evolu\u00e7\u00e3o da paciente no que se refere \u00e0 EVA e ao Question\u00e1rio de qualidade de vida SF-36 (conforme revelado pelo gr\u00e1fico 1).<\/p>\n<p>Paciente recebeu alta ap\u00f3s as cinco sess\u00f5es realizadas.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">EVA final<\/span>: 0<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Question\u00e1rio SF36<\/span><\/p>\n<p>Capacidade Funcional: 90<\/p>\n<p>Limita\u00e7\u00e3o dos aspectos f\u00edsicos: 100<\/p>\n<p>Dor: 74<\/p>\n<p>Estado geral de sa\u00fade: 95<\/p>\n<p>Vitalidade: 60<\/p>\n<p>Aspectos sociais: 100<\/p>\n<p>Limita\u00e7\u00e3o por aspectos emocionais: 100<\/p>\n<p>Sa\u00fade mental: 60<\/p>\n<p>Gr\u00e1fico 1: resultado em n\u00fameros absolutos do question\u00e1rio de qualidade de vida SF-36 aplicado antes e ao final das cinco sess\u00f5es de Osteopatia.<\/p>\n<p><sup>&nbsp;<\/sup><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>CORNEFJORD, M. et al. Mechanical and biochemical injury of spinal nerve roots: a morphological and neurophysiological study. <strong>Eur Spine J<\/strong>. 1996;5(3):187-92.<\/p>\n<p>HEBERT, S. et al. <strong>Ortopedia e traumatologia<\/strong>: princ\u00edpios e pr\u00e1tica. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2003.<\/p>\n<p>HOWE, J. F.; LOESER, J. D.; CALVIN, W. H. Mechanosensitivity of dorsal root ganglia and cronically injured axons: a physiological basis for the radicular pain of nerve root compression. <strong>Pain<\/strong>. 1977;3(1):25-41).<\/p>\n<p>KULISCH, S. D.; ULSTROM, C. L.; MICHAEL, C. J. The tissue origin of low back pain and sciatica: a report of pain response to tissue stimulation during operations on the lumbar spine using local anesthesia. <strong>Orthop Clin North Am<\/strong>. 1991;22(2):181-7.<\/p>\n<p>NEGRELLI, W. F.<strong>&nbsp;<\/strong>H\u00e9rnia discal:&nbsp;procedimentos de tratamento. <strong>Acta ortop. bras.<\/strong>&nbsp;[online]. 2001, vol. 9, n. 4, pp.39-45.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrito por: Isadora Lessa Moreno Docente PhD do Idot INTRODU\u00c7\u00c3O A h\u00e9rnia de disco acomete cerca de 2 a 3 da popula\u00e7\u00e3o mundial, com preval\u00eancia de 4,8 em homens e de 2,5 em mulheres com idades superiores a 35 anos. 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