{"id":1363,"date":"2019-02-13T13:52:39","date_gmt":"2019-02-13T13:52:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/?p=1363"},"modified":"2022-03-16T16:08:49","modified_gmt":"2022-03-16T16:08:49","slug":"osteopatia-no-esporte-de-alto-rendimento-estudo-de-caso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/osteopatia-no-esporte-de-alto-rendimento-estudo-de-caso\/","title":{"rendered":"Osteopatia no esporte de alto rendimento &#8211; Estudo de caso"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Osteopatia no esporte de alto rendimento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Tratamento osteop\u00e1tico em paciente atleta de alta\nperformance com dor intensa em ambos os joelhos <\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em diversos&nbsp;pa\u00edses, o osteopata&nbsp;j\u00e1&nbsp;faz&nbsp;parte da equipe&nbsp;multidisciplinar&nbsp;de atletas&nbsp;de alto n\u00edvel. Alguns&nbsp;exemplos:&nbsp;no t\u00eanis, os jogadores recebem&nbsp;atendimentos&nbsp;at\u00e9&nbsp;durante&nbsp;as partidas; no futebol, o fisioterapeuta do clube de futebol&nbsp;Real Madrid \u00e9 osteopata e professor da Escola de Osteopatia de Madrid; no atletismo, o ex-atleta brasileiro de salto triplo&nbsp;Jadel Greg\u00f3rio j\u00e1 utilizou a Osteopatia para se recuperar de les\u00f5es. Enfim, no mundo atual, cada vez mais os osteopatas est\u00e3o sendo procurados pelos atletas. No Brasil ainda \u00e9 restrito, mas, na Europa, essa&nbsp;\u00e9 uma conduta bastante comum<\/p>\n\n\n\n<p>Neste caso cl\u00ednico, foram feitos atendimentos em um atleta de alto rendimento da modalidade Decatlo, que, como o nome indica, consiste em 10 provas de atletismo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nome:<\/strong> Yuri da Silva Ventura, sexo masculino, 24 anos<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Profiss\u00e3o:<\/strong> Atleta (Atletismo)<\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong>QP &#8211;<\/strong> Dor infrapatelar em\nambos os membros.<\/li><li><strong>QS &#8211;<\/strong> Dor lombar n\u00e3o constante, mas aparece quando faz\nmuito esfor\u00e7o nos treinamentos.<\/li><li><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><strong><em> <\/em><\/strong><strong>&#8211;<\/strong> Paciente relatou que come\u00e7ou a sentir dor h\u00e1 quatro\nanos, no\nin\u00edcio era bem leve e foi aumentando com o passar dos anos. N\u00e3o teve\nepis\u00f3dio de trauma, por\u00e9m notou que a dor iniciou quando alterou o seu\ntreinamento (intensificou). <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Afirmou que sente dor o dia todo,\npor\u00e9m ela se intensifica durante os treinamentos e de duas a tr\u00eas horas ap\u00f3s\nos treinamentos. J\u00e1 fez alguns\ntratamentos fisioter\u00e1picos que melhoraram os sintomas,\npor\u00e9m as\ndores permaneceram.<\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong>Inspe\u00e7\u00e3o\nEst\u00e1tica<\/strong><strong> &#8211; <\/strong>Altera\u00e7\u00e3o no plano sagital e anterioridade\nde tronco. <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Inspe\u00e7\u00e3o Din\u00e2mica &#8211;<\/strong> No Teste de Mobilidade Global &#8211; TMG (flex\u00e3o de joelhos), o paciente apresentou dor em ambos os joelhos (8 EVA). <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Imagem1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1364\" width=\"177\" height=\"317\"\/><figcaption>TMG do atleta confirmou dores nos joelhos<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<ul><li><strong>Testes\nReferenciais<\/strong><\/li><li>Por meio desses testes\npodemos\ndefinir qual o sistema de disfun\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria ou mais relevante, e assim nos\nguiar para uma abordagem precisa de tratamento.<\/li><li>Manobra de converg\u00eancia podal (positivo\nsistema visceral).<\/li><li>Ausculta Visceral Local (bexiga\nurin\u00e1ria).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><strong>Teste\nFuncional<\/strong><\/li><li>&nbsp;&nbsp;Teste de Mobilidade Global: dor\n8.\n<\/li><li>Teste de Mobilidade Global Lift na\nbexiga: dor 3.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><strong>Tratamento <\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><strong>1\u00ba atendimento<\/strong><\/li><li>Ap\u00f3s identificarmos a bexiga\nurin\u00e1ria\ncomo sendo a disfun\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria ou de maior relev\u00e2ncia para o caso em quest\u00e3o,\no tratamento foi guiado para um Trabalho Osteop\u00e1tico Visceral. <\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li>&nbsp;T\u00e9cnica\nde mobilidade com utiliza\u00e7\u00e3o de alavanca inferior (MMII).<\/li><li>Avalia\u00e7\u00e3o e corre\u00e7\u00e3o da motilidade da\nbexiga.<\/li><li>Teste de Mobilidade Global (flex\u00e3o\ndos joelhos).<\/li><li>Diminui\u00e7\u00e3o dos sintomas de 8 para 4.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong><em>Rela\u00e7\u00f5es: Simp\u00e1tica\ne\nParassimp\u00e1tica da bexiga urin\u00e1ria.\n<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Inerva\u00e7\u00e3o da bexiga urin\u00e1ria <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fibras\nparassimp\u00e1ticas para a bexiga urin\u00e1ria s\u00e3o derivadas dos Nn. espl\u00e2ncnicos\np\u00e9lvicos (S2-S4). Elas s\u00e3o motoras para o M. detrusor da bexiga e inibidora\npara o M. esf\u00edncter interno. Por essa raz\u00e3o, quando fibras aferentes viscerais s\u00e3o\nestimuladas por estiramento, a bexiga urin\u00e1ria se contrai, reflexamente, o M. esf\u00edncter\ninterno se relaxa e a urina flui para a uretra. <\/p>\n\n\n\n<p>Fibras simp\u00e1ticas para a bexiga urin\u00e1ria s\u00e3o derivadas dos nervos de T10 a L2. Os nervos que suprem \u00e0 bexiga urin\u00e1ria formam o plexo nervoso vesical, que consiste em fibras simp\u00e1ticas e parassimp\u00e1ticas. Esse plexo, um dos diversos plexos nervosos da pelve, \u00e9 constitu\u00eddo com o plexo hipog\u00e1strico inferior. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"283\" height=\"252\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Imagem2-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1368\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o\ntratamento da bexiga urin\u00e1ria, foram avaliados os segmentos que t\u00eam\nrela\u00e7\u00f5es simp\u00e1ticas e parassimp\u00e1ticas com a bexiga urin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Disfun\u00e7\u00f5es Musculoesquel\u00e9ticas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Foram encontradas\ndisfun\u00e7\u00f5es musculoesquel\u00e9ticas\ne corrigidas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>FRS\n\/ L3 &#8211; Direita <\/li><li>Posterioridade\nUnilateral Base Direita do Sacro<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Teste de Mobilidade Global (flex\u00e3o\ndos joelhos)\nap\u00f3s o primeiro atendimento.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Imagem3-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1369\" width=\"175\" height=\"313\"\/><figcaption>Paciente relata diminui\u00e7\u00e3o dos sintomas de 4 para 2.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<ul><li><strong>2\u00ba\nAtendimento<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Antes de iniciar a\nsegunda sess\u00e3o, o paciente afirmou que conseguiu treinar sem sintomas, especialmente\nrealizar o salto, movimento que mais causava desconforto, e ap\u00f3s o tratamento n\u00e3o sentiu dor\nalguma. Tamb\u00e9m\nrelatou que\nse sentiu mais seguro e mais confiante para\ncompetir.<\/p>\n\n\n\n<p>Teste de\nMobilidade Global (flex\u00e3o de joelho): apresentou dor 3 somente no joelho\ndireito, no esquerdo n\u00e3o apresentou sintomas.<\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong>Testes\nReferenciais<\/strong><\/li><li>Manobra\nde converg\u00eancia podal: positivo para o sistema musculoesquel\u00e9tico.<\/li><li>Avalia\u00e7\u00e3o\ndo sistema musculoesquel\u00e9tico,\nque possa\nter rela\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica\nou metam\u00e9rica com o sintoma do paciente. <\/li><li><strong>Disfun\u00e7\u00f5es encontradas:<\/strong> ERS L3 direita, il\u00edaco\nposterior unilateral direito, perda de\ncomplac\u00eancia neural em ambos os membros.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s as\ncorre\u00e7\u00f5es, novamente\nfoi realizado o Teste de Mobilidade Global, e o paciente n\u00e3o apresentou sintomas no joelho direito.<\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong>3\u00ba\nAtendimento<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O\npaciente chegou muito animado, porque conseguiu fazer seus\ntreinamentos sem apresentar sintomas, principalmente na modalidade que\napresentava maior intensidade de dor, ele conseguiu saltar sem sentir nenhum\ndesconforto. Ainda relatou que conseguiu aumentar sua marca de salto e que\nestava muito motivado para competir no fim\nde semana.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Teste de Mobilidade Global\n(flex\u00e3o de joelho): o paciente n\u00e3o apresentou dor em\nnenhum dos joelhos. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Ap\u00f3s reavaliar o sistema musculoesquel\u00e9tico, n\u00e3o foram encontradas disfun\u00e7\u00f5es\nartrocinem\u00e1ticas, por\u00e9m ainda apresentou perda de complac\u00eancia.<\/li><li>Como o paciente iria competir no dia\nseguinte, foram utilizadas t\u00e9cnicas sutis (mobiliza\u00e7\u00e3o\nneural perif\u00e9rica e t\u00e9cnica de comprimir\/descomprimir para o joelho).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>FLEX\u00c3O DE JOELHO (SEM\nSINTOMAS)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Imagem4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1370\" width=\"175\" height=\"273\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s 45 dias de tratamento, o relato do paciente foi surpreendente e gratificante: <strong><em>\u201cBom dia, Carlos, queria agradecer novamente! Foi \u00f3timo. Consegui fazer a melhor marca da minha vida! Obrigado\u201d. <\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Texto\nelaborado por: Carlos Cincinato Gomes<\/p>\n\n\n\n<p>Docente da Cl\u00ednica-Escola\nde Osteopatia Idot<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Osteopatia no esporte de alto rendimento Tratamento osteop\u00e1tico em paciente atleta de alta performance com dor intensa em ambos os joelhos Em diversos&nbsp;pa\u00edses, o osteopata&nbsp;j\u00e1&nbsp;faz&nbsp;parte da equipe&nbsp;multidisciplinar&nbsp;de atletas&nbsp;de alto n\u00edvel. 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