{"id":1419,"date":"2019-05-14T12:19:58","date_gmt":"2019-05-14T12:19:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/?p=1419"},"modified":"2022-03-11T20:15:56","modified_gmt":"2022-03-11T20:15:56","slug":"tratamento-osteopatico-com-drop","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/tratamento-osteopatico-com-drop\/","title":{"rendered":"Tratamento Osteop\u00e1tico com Drop"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Escrito por: Prof. William Nogata<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1\npouca literatura ou refer\u00eancia de tratamento osteop\u00e1tico com uso do mecanismo\nde drop, sendo considerado um complemento ao tratamento com thrust.<\/p>\n\n\n\n<p>O\ntratamento osteop\u00e1tico visa restabelecer a fun\u00e7\u00e3o do tecido conjuntivo por meio de\nt\u00e9cnicas classificadas como estruturais e funcionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das\nt\u00e9cnicas estruturais utilizadas com frequ\u00eancia \u00e9 o thrust.\nEla \u00e9 aplicada\nparalelamente ou perpendicularmente ao plano articular, contra a barreira da\narticula\u00e7\u00e3o lesada. Surpreende as defesas fisiol\u00f3gicas articulares e o sistema\nnervoso central,\nprovocando um blackout sensorial local.<\/p>\n\n\n\n<p>A\nmanobra de thrust \u00e9 aplicada dentro dos limites articulares fisiol\u00f3gicos com\ngrande velocidade. O estiramento da c\u00e1psula articular, ao separar as facetas,\nestimula os receptores de Pacini. A informa\u00e7\u00e3o sensitiva caminha pela fibras\naferentes at\u00e9 o corno posterior da medula espinhal. Nesse n\u00edvel existe uma inibi\u00e7\u00e3o dos\nmotoneur\u00f4nios alfa e gama, portanto uma inibi\u00e7\u00e3o do espasmo muscular que mant\u00e9m\na disfun\u00e7\u00e3o articular.<\/p>\n\n\n\n<p>Objetivos\ndas manobras com thrust:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Liberar\nader\u00eancias.<\/li><li>Restabelecer\na fun\u00e7\u00e3o articular.<\/li><li>Normalizar\no sistema vascular local.<\/li><li>Provocar\num reflexo aferente.<\/li><li>Estimular\nos centros simp\u00e1ticos ou parassimp\u00e1ticos para obter a\nruptura do arco reflexo neurovegetativo patol\u00f3gico.<\/li><li>Dar\ncomodidade ao paciente.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Contraindica\u00e7\u00f5es \u00e0s t\u00e9cnicas\nde thrust:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>\u00d3sseas:\nc\u00e2ncer, osteoporose, raquitismo, reumatismo infeccioso e inflamat\u00f3rio, anomalia\ncong\u00eanita, fratura.<\/li><li>Nervosa:\ncompress\u00e3o medular, h\u00e9rnia discal exteriorizada, neuropraxia. <\/li><li>Vascular:\nprincipalmente ao n\u00edvel cervical.<\/li><li>V\u00edscera:\nc\u00e2ncer (risco de met\u00e1stase \u00f3ssea).<\/li><li>Falta\nde integridade dos elementos periarticulares, distens\u00f5es musculares e ruptura\nligamentar.<\/li><li>Receio\ndo paciente.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Uma das formas de tratamento com thrust \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o de\num mecanismo de drop. Trata-se\nde um equipamento criado e registrado pelo quiropraxista\nDr. Joseph Clay Thompson como \u201cm\u00e9todo de ajuste quiropr\u00e1tico\u201d (United States\nPatent Office, 1955). O drop foi desenvolvido baseado na primeira lei de Newton: \u201cUm corpo\npermanece em repouso ou movimento linear at\u00e9 que seja influenciado por for\u00e7as a\nele impressas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Utiliza-se\no drop para que a manobra de thrust seja realizada de forma a facilitar a impress\u00e3o de\ngrande velocidade e pequena amplitude de movimento ao segmento articular\nlesado. <\/p>\n\n\n\n<p>A\nmanobra consiste em aplicar um impulso sobre o segmento articular restrito\nsobre o drop para que ele se movimente em rela\u00e7\u00e3o aos demais tecidos adjacentes, devolvendo a\nfun\u00e7\u00e3o ou movimento. <\/p>\n\n\n\n<p>O\ncuidado que o terapeuta deve ter ao realizar o thrust com uso de drop \u00e9 se certificar de que o\nimpulso ser\u00e1 no plano articular e realizar a redu\u00e7\u00e3o do slack. Em algumas\nmanobras,\nh\u00e1 a necessidade do uso de pequenos cal\u00e7os de espuma, tamb\u00e9m conhecidos como cunhas\nde Dejarnette, para orientar a dire\u00e7\u00e3o da corre\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1143\" height=\"465\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/1-1143x465.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1420\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fig. 1 \u2013\nCunhas de Dejarnette.<\/p>\n\n\n\n<p>O\nprimeiro mecanismo de drop desenvolvido era apenas para regi\u00e3o cervical, chamava-se de\n\u201ccabeceira ajust\u00e1vel\u201d. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"492\" height=\"465\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/2-492x465.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1421\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fig. 2 \u2013\nPrimeiro mecanismo de drop \u2013 cabeceira ajust\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1050\" height=\"465\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/3-1050x465.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1422\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fig. 3 \u2013 Drop\npara cabe\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1\nv\u00e1rias op\u00e7\u00f5es de macas no mercado brasileiro, desde\nmacas el\u00e9tricas com drop, drop port\u00e1til e drop pneum\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1170\" height=\"465\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/4-1170x465.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1423\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fig. 4 \u2013 Drop port\u00e1til.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped\">\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1170\" height=\"393\" data-id=\"1429\"  src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/5-3-1170x393.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1429\"\/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Fig. 5 \u2013\nMecanismo do drop port\u00e1til.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1170\" height=\"465\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/6-1-1170x465.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1428\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fig. 6 \u2013 Maca\nport\u00e1til com drop inferior, m\u00e9dio, superior e cabe\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante\no tratamento, o osteopata dever\u00e1 regular a press\u00e3o da mola para que\no drop ofere\u00e7a a resist\u00eancia adequada ao peso do paciente. Esse mecanismo foi\naperfei\u00e7oado ao longo do tempo e cada fabricante patenteou seu mecanismo. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1133\" height=\"465\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/7-1133x465.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1431\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fig. 7 \u2013\nMecanismo de molas para regular a sensibilidade do drop.<\/p>\n\n\n\n<p>A\nefic\u00e1cia do m\u00e9todo \u00e9 semelhante a qualquer outra manobra de thrust, mas\ncom algumas vantagens:<\/p>\n\n\n\n<ol><li>Maior conforto para o paciente.<\/li><li>Menor desgaste do osteopata.<\/li><li>Manobras seguras com o paciente em\ncrise.<\/li><li>Menor risco de fraturas em pacientes\ncom osteoporose leve.<\/li><li>Facilidade para manipular pacientes\nobesos e idosos.<\/li><li>Agilidade no tratamento.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>O\ntratamento com drop n\u00e3o foge ao racioc\u00ednio de qualquer outro tratamento\nosteop\u00e1tico e seu resultado depende da avalia\u00e7\u00e3o e estrat\u00e9gia de tratamento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"508\" height=\"465\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/8-508x465.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1432\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fig. 8 \u2013\nTratamento osteop\u00e1tico com drop para lateralidade direita de C1.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1033\" height=\"465\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/9-1033x465.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1433\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fig. 9 \u2013\nTratamento osteop\u00e1tico para t\u00e1lus anterior.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"730\" height=\"465\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/10-730x465.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1434\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fig. 10 \u2013\nTratamento osteop\u00e1tico para sacro em tor\u00e7\u00e3o com aux\u00edlio das cunhas de\nDejarnette.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"633\" height=\"465\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/11-633x465.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1435\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fig. 11 \u2013\nTratamento osteop\u00e1tico para les\u00e3o de \u201clateral strain\u201d do osso esfenoide.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancia bibliogr\u00e1fica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>FACCHINI, D. <strong>Estudo das caracter\u00edsticas mec\u00e2nicas dos drops presentes em macas\nquiropr\u00e1ticas<\/strong>. 2009. Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso\n(Gradua\u00e7\u00e3o em Quiropraxia) &#8211;\nCentro Universit\u00e1rio Feevale, Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>RICARD, F.;\nSALL\u00c9, J. L. <strong>Tratado de Osteopatia<\/strong> \u2013\nte\u00f3rico e pr\u00e1tico. S\u00e3o Paulo: Robe Editorial, 1996.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrito por: Prof. William Nogata H\u00e1 pouca literatura ou refer\u00eancia de tratamento osteop\u00e1tico com uso do mecanismo de drop, sendo considerado um complemento ao tratamento com thrust. O tratamento osteop\u00e1tico visa restabelecer a fun\u00e7\u00e3o do tecido conjuntivo por meio de t\u00e9cnicas classificadas como estruturais e funcionais. 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