{"id":1449,"date":"2019-07-03T13:42:46","date_gmt":"2019-07-03T13:42:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/?p=1449"},"modified":"2022-03-11T20:14:21","modified_gmt":"2022-03-11T20:14:21","slug":"cirurgias-suprapubicas-em-mulheres-e-repercussoes-osteopaticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/cirurgias-suprapubicas-em-mulheres-e-repercussoes-osteopaticas\/","title":{"rendered":"Cirurgias suprap\u00fabicas em mulheres e repercuss\u00f5es osteop\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"\n<p> Escrito por:&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.idot.com.br\/profissionais-atuantes.html\">Prof\u00b0 Ft. Gustavo Felix Teixeira<\/a><br \/>Docente do IDOT <\/p>\n\n\n\n<p>Dois autores franceses desenvolveram linhas de racioc\u00ednio que justificam o relacionamento de dores lombares em mulheres que foram submetidas a cirurgias suprap\u00fabicas.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro autor, Jean Pierre Barral, descreve em seus trabalhos, movimentos e eixos de <strong>movimentos viscerais<\/strong> pertencentes a cada \u00f3rg\u00e3o. Para ele, o bom funcionamento dos \u00f3rg\u00e3os est\u00e1 ligado \u00e0 qualidade e quantidade de movimento que neles existem. (Barral &amp; Mercier 2014).<\/p>\n\n\n\n<p>Barral diz que qualquer altera\u00e7\u00e3o nesses movimentos podem gerar patologias locais ou \u00e0 dist\u00e2ncia, no \u00f3rg\u00e3o ou em qualquer estrutura relacionada a ele, atrav\u00e9s de suas rela\u00e7\u00f5es articulares, fasciais, vasculares ou nervosas. Chama ent\u00e3o as altera\u00e7\u00f5es dos movimentos fisiol\u00f3gicos de \u201cPatologias de Movimento\u201d (Barral &amp; Mercier 2014).<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre as Patologias de Movimento, encontramos a Restri\u00e7\u00e3o que \u00e9 definida por \u201cperda total ou parcial da capacidade de movimento de um \u00f3rg\u00e3o\u201d, e a Ades\u00e3o que \u00e9 a \u201cperda da capacidade de um \u00f3rg\u00e3o deslizar sobre outros \u00f3rg\u00e3os ou estruturas vizinhas\u201d. Dentre outras, cicatrizes p\u00f3s-cir\u00fargicas e infec\u00e7\u00f5es (potenciais produtoras de cicatrizes) s\u00e3o causas para a ocorr\u00eancia dessas Patologias de Movimento (Barral, 2006).<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre que uma membrana serosa \u00e9 aberta, ela tende a se irritar, sofrer ader\u00eancias e restri\u00e7\u00f5es que atrapalham os movimentos fisiol\u00f3gicos dos \u00f3rg\u00e3os (Baral e Mercier, 2014). \u201cAs cicatrizes de cirurgias s\u00e3o como icebergs, que tem apenas 10{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354} vis\u00edvel na superf\u00edcie. Pense e investigue todos os n\u00edveis mais profundos que foram cortados e costurados juntos! Eles n\u00e3o tem o mesmo eixo ou dire\u00e7\u00f5es do n\u00edvel superficial\u201d (Barral, 2006).<\/p>\n\n\n\n<p>As inflama\u00e7\u00f5es e exsuda\u00e7\u00f5es dos tecidos s\u00e3o muitas vezes oriundas de infec\u00e7\u00f5es, e causam micro ou macro ades\u00f5es que afetam a elasticidade dos tecidos e problemas no l\u00edquido seroso. Os tecidos\/\u00f3rg\u00e3os n\u00e3o podem mais deslizar normalmente, e essas retra\u00e7\u00f5es do tecido cicatricial limitam a sua amplitude de movimento. Pontos de ancoramento patol\u00f3gicos causados pelas cicatrizes alteram os eixos de movimento dos \u00f3rg\u00e3os, modificando seus movimentos e das estruturas vizinhas (Barral, 2006).<\/p>\n\n\n\n<p>Essa primeira linha de racioc\u00ednio vem de encontro a um dos principais conceitos da osteopatia: o de hipomobilidade x hipermobilidade. (RICARD,2006). No caso, a hipomobilidade ficaria instalada na regi\u00e3o onde acontece a cirurgia suprap\u00fabica (\u00f3rg\u00e3os e estruturas relacionadas) e a hipermobilidade na regi\u00e3o da coluna lombar, gerando dor e degenera\u00e7\u00e3o desta &nbsp;(Barral &amp; Mercier, 2014 e Ricard, 2006).<\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda linha de racioc\u00ednio, Bernard Bricot descreve um padr\u00e3o postural considerado normal. Esse padr\u00e3o, em plano sagital, deve apresentar planos escapulares e das n\u00e1degas alinhados, com flechas lombares e cervicais com 4-6 cm e 6-8 cm respectivamente. Em vista frontal, a normalidade deve ser representada por linhas bipupilares, bitragais, bimamilares, biestiloidea e de cintura p\u00e9lvica e escapular, todas alinhadas em um plano frontal. Por fim, num plano horizontal, n\u00e3o deveria haver rota\u00e7\u00f5es entre as n\u00e1degas nem entre os ombros. Quando um indiv\u00edduo apresentar o padr\u00e3o postural normal, ter\u00e1 aus\u00eancia de solicita\u00e7\u00f5es anormais e quase nunca refere dor (Bricot, 2010).<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, mais de 90{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354} das pessoas apresentam desequil\u00edbrios posturais em algum dos planos ou em mais de um. A presen\u00e7a desses desequil\u00edbrios causa uma perturba\u00e7\u00e3o est\u00e1tica que \u00e9 respons\u00e1vel por solicita\u00e7\u00f5es anormais em formas de compress\u00e3o, tra\u00e7\u00e3o, rota\u00e7\u00e3o, cisalhamento etc, sobre estruturas do sistema musculo esquel\u00e9tico (Bricot, 2010). Suas consequ\u00eancias s\u00e3o variadas e v\u00e3o desde dores e bloqueios de movimento a degenera\u00e7\u00f5es e diminui\u00e7\u00e3o do desempenho em atletas (Bricot, 2010).<\/p>\n\n\n\n<p>O plano escapular anterior (em vista sagital a esc\u00e1pula est\u00e1 anterior ao gl\u00fateo) \u00e9 o desequil\u00edbrio postural encontrado com maior frequ\u00eancia, e \u00e9 respons\u00e1vel por uma s\u00e9rie de solicita\u00e7\u00f5es anormais. Dentre elas, destaca-se uma grande for\u00e7a de compress\u00e3o e transla\u00e7\u00e3o anterior as quais s\u00e3o submetidas as \u00faltimas tr\u00eas vertebras lombares, podendo causar artroses e lombalgias. Tr\u00eas fatores podem determinar um plano escapular anterior: p\u00e9s duplo componentes, aparelho mastigador e cicatrizes abdominais medianas anteriores (Bricot, 2010).<\/p>\n\n\n\n<p>As chamadas cicatrizes patol\u00f3gicas podem desregular a postura atrav\u00e9s da sensibiliza\u00e7\u00e3o de exteroceptores cut\u00e2neos, sens\u00edveis ao estiramento, provocando assim informa\u00e7\u00f5es aferentes aberrantes que causam aumento do t\u00f4nus muscular na tentativa de relaxar a pele. As cicatrizes anteriores patol\u00f3gicas provocam desequil\u00edbrios anteriores do centro de gravidade \u2013 o plano escapular anterior (Bricot, 2010).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Abdominoplastia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A defini\u00e7\u00e3o do termo abdominoplastia j\u00e1 se confunde com o termo lipoabdominoplastia.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa cirurgia \u00e9 puramente est\u00e9tica, e tem por objetivo reduzir a flacidez, o excesso de pele e a gordura do abdome inferior, melhorando as curvas, cintura e relevo do abdome. Esses excessos s\u00e3o oriundos do sedentarismo, altera\u00e7\u00f5es de peso, p\u00f3s-gravidez e idade avan\u00e7ada. Esses fatores podem tamb\u00e9m contribuir para o afastamento da musculatura abdominal, que \u00e9 reaproximada e unida nesta cirurgia. Atualmente as cirurgias preservam a circula\u00e7\u00e3o linf\u00e1tica, vascular e sensitiva e os tecidos conectivos da regi\u00e3o envolvida. (Amorim e Amorim, 2012, Alexandre, 2009, Almeida e Almeida, 2008, Jatene et al, 2005).<\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres parecem ser o maior p\u00fablico alvo desse tipo de cirurgia.<\/p>\n\n\n\n<p>Alexandre em 2009 publicou um trabalho no qual analisa 50 abdominoplastias. &nbsp;Em 2008, Almeida e Almeida em estudo retrospectivo, analisaram 288 abdominoplastias.&nbsp; Amorim e Amorim em 2012 analisaram 162 abdominoplastias. Nesses tr\u00eas estudos todas cirurgias haviam sido realizadas em mulheres. Outro trabalho revisou 424 abdominoplastias, sendo que 413 eram do sexo feminino (Jatene et al, 2005).<\/p>\n\n\n\n<p>O procedimento cir\u00fargico consiste basicamente na lipoaspira\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es indicadas (abdome inferior e superior, flancos e dorso), depois incis\u00e3o da pele na regi\u00e3o suprap\u00fabica entre as EIAS e descolamento do retalho na regi\u00e3o infra-umbilical, seguida de &nbsp;libera\u00e7\u00e3o da cicatriz umbilical e descolamento supra-umbilical at\u00e9 o ap\u00eandice xifoide. Ap\u00f3s isso os ventres do m\u00fasculo reto abdominal s\u00e3o aproximados, o umbigo \u00e9 reposicionado na aponeurose, os excessos de pele s\u00e3o retirados e o retalho \u00e9 aproximado e suturado \u00e0 regi\u00e3o suprap\u00fabica (Amorim e Amorim, 2012, Alexandre, 2009,&nbsp; Almeida e Almeida, 2008, Jatene et al, 2005).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Opera\u00e7\u00e3o cesariana<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A cesariana \u00e9 a cirurgia em que se abre o abdome e a parede do \u00fatero para retirar o ser l\u00e1 desenvolvido (Resende, 1998). \u00c9 o procedimento cir\u00fargico mais comum realizado nos EUA (Berek, 2008)<\/p>\n\n\n\n<p>O procedimento cir\u00fargico consiste em incis\u00e3o transversal da pele e de tecido subcut\u00e2neo 1 ou 2 cm acima do p\u00fabis. . Essa abertura tem entre 10-12 cm. A aponeurose tamb\u00e9m \u00e9 cortada na transversal e descolada do reto abdominal. O reto tem seus dois ventres separados na vertical, em dire\u00e7\u00e3o ao umbigo e at\u00e9 a s\u00ednfise, com um corte de 8-10 cm. S\u00e3o divulsionados e logo abaixo o perit\u00f4nio parietal \u00e9 aberto no sentido vertical, para se evitar a enterotomia. A bexiga \u00e9 afastada para baixo e a massa intestinal para cima. Chega-se ent\u00e3o ao perit\u00f4nio visceral que \u00e9 cortado na transversal na altura da prega vesico uterina e descolado do \u00fatero. Ap\u00f3s isso a histerotomia \u00e9 feita com uma pin\u00e7a fechada na regi\u00e3o do segmento, e o \u00fatero \u00e9 divulsionado com os dedos. Essa forma de proceder diminui fibroses e corta menos fibras do \u00fatero. O beb\u00ea \u00e9 retirado.<\/p>\n\n\n\n<p>A histerorrafia \u00e9 feita com fios cromados na camada externa, tentando preservar a parede interna do \u00fatero. Na sequ\u00eancia o perit\u00f4nio visceral e parietal s\u00e3o fechados. O perit\u00f4nio cicatriza em aproximadamente 24 horas e n\u00e3o necessita de grande fixa\u00e7\u00e3o. Alguns autores at\u00e9 defendem que ele n\u00e3o seja costurado. Os ventres dos retos s\u00e3o aproximados em uma forte costura. Aponeurose, fascia superficial e pele s\u00e3o costurados (Resende, 1998).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Histerectomia abdominal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A histerectomia \u00e9 uma cirurgia que consiste na retirada do \u00fatero. \u00c9 o segundo procedimento cir\u00fargico mais comum dos EUA, ap\u00f3s a cesariana. Cerca de 75{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354} das histerectomias realizadas s\u00e3o abdominais, e estima-se que em 2005, 824.000 mulheres americanas tenham passado por essa conduta (Berek, 2008).<\/p>\n\n\n\n<p>Os leiomiomas uterinos s\u00e3o a maior causa de indica\u00e7\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o da histerectomia. Hemorragias disfuncionais uterinas, dismenorreias intrat\u00e1veis e prolapso genital s\u00e3o tamb\u00e9m, entre outras, grandes causas de indica\u00e7\u00e3o para a cirurgia (Berek, 2008).<\/p>\n\n\n\n<p>O procedimento cir\u00fargico consiste em incis\u00f5es transversais da pele, tecido subcut\u00e2neo e f\u00e1scia. O perit\u00f4nio parietal \u00e9 aberto verticalmente para evitar a enterotomia. Ap\u00f3s isso, o \u00fatero \u00e9 elevado atrav\u00e9s dos ligamentos largos.&nbsp; O ligamento redondo \u00e9 ent\u00e3o seccionado, assim como a por\u00e7\u00e3o anterior do ligamento largo, na altura da prega vesico uterina, separando ent\u00e3o o \u00fatero da bexiga. A tuba uterina e o ligamento \u00fatero ov\u00e1rico s\u00e3o seccionados e costurados. Na sequ\u00eancia, \u00e9 feita o afastamento da bexiga em rela\u00e7\u00e3o ao \u00fatero e a parte anterior do colo do \u00fatero \u00e9 seccionada. Faz-se uma tra\u00e7\u00e3o cef\u00e1lica do \u00fatero e sua rede vascular \u00e9 dissecada. Incisuras s\u00e3o feitas na regi\u00e3o do perit\u00f4nio posterior ao \u00fatero, entre os ligamentos uterossacros. Agora o \u00fatero j\u00e1 est\u00e1 livre do reto. Por fim, os ligamentos cardinais tamb\u00e9m s\u00e3o seccionados. Realiza-se uma tra\u00e7\u00e3o cef\u00e1lica do \u00fatero e um corte com tesoura o separa da vagina. (Berek, 2008).<\/p>\n\n\n\n<p>Os ligamentos uterossacros e cardinais s\u00e3o costurados ao ter\u00e7o superior da vagina quando esta \u00e9 fechada no final da cirurgia para impedir o prolapso da mesma. O perit\u00f4nio \u00e9 fechado com fios absorv\u00edveis, assim como a f\u00e1scia. O tecido subcut\u00e2neo \u00e9 costurado com fios finos para a conten\u00e7\u00e3o de sangramento e a pele \u00e9 costurada com pontos intrad\u00e9rmicos sint\u00e9ticos (Berek, 2008).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discuss\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s essas cirurgias, \u00e9 poss\u00edvel que se encontrem altera\u00e7\u00f5es posturais de plano escapular anterior e\/ou Patologias de Movimentos dos \u00f3rg\u00e3os e estruturas pertencentes aos \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Na cesariana o espa\u00e7o vesico-uterino \u00e9 uma regi\u00e3o onde h\u00e1 possibilidade de cria\u00e7\u00e3o de ader\u00eancias ou fibroses. A regi\u00e3o anterior do \u00fatero (chamada de segmento) \u00e9 seccionada para a retirada do beb\u00ea. Ap\u00f3s as suturas do \u00fatero, o sangue ali acumulado favorece a forma\u00e7\u00e3o dessas hipomobilidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Na histerectomia, existe a possibilidade da cria\u00e7\u00e3o de ader\u00eancias nas regi\u00f5es dos ligamentos uterossacros e ligamentos cardinais, j\u00e1 que s\u00e3o suturados \u00e0 c\u00fapula da vagina. Tens\u00f5es sobre essas estruturas podem gerar altera\u00e7\u00f5es de movimentos nos sacro e nos il\u00edacos respectivamente e consequentemente uma hipermobilidade nas v\u00e9rtebras lombares inferiores.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessas duas cirurgias, onde o perit\u00f4nio \u00e9 aberto e suturado, h\u00e1 a possibilidade de ader\u00eancia entre o perit\u00f4nio e alguma al\u00e7a do intestino delgado, caso a sutura n\u00e3o seja muito bem executada.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas abdominoplastias, grande perda de mobilidade pode ocorrer entre os ventres do m\u00fasculo reto do abdome devido a forte sutura que \u00e9 feita para uni-los. A parede abdominal anterior, no geral fica com possibilidades da cria\u00e7\u00e3o de ader\u00eancias devido ao processo inflamat\u00f3rio que se cria na regi\u00e3o ap\u00f3s a retirada do tecido subcut\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dessas regi\u00f5es espec\u00edficas, as Patologias de Movimento podem ocorrer em qualquer outro tecido que tenha sido cortado e costurado ou que circunde esses tecidos. Os processos infamat\u00f3rios que surgem na regi\u00e3o favorecem esse tipo de ocorr\u00eancia (Barral, 2006, Barral 2014).<\/p>\n\n\n\n<p>A id\u00e9ia de Barral ganha for\u00e7a se unir a ela trabalhos de revis\u00e3o de cirurgias de abdominoplastia, nos quais os autores analisaram \u00edndices de complica\u00e7\u00f5es do p\u00f3s operat\u00f3rio. Jatene et al, 2005 afirmam&nbsp; que o seroma foi a complica\u00e7\u00e3o mais frequente, no p\u00f3s operat\u00f3rio de abdominoplastias, &nbsp;ocorrendo em 8{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354} dos casos, de um total de 424 pacientes. Amorim e Amorim ,2012 encontraram seroma p\u00f3s operat\u00f3rio em 9,3{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354} dos casos e cicatrizes hipertr\u00f3ficas p\u00f3s operat\u00f3ria em 19,1{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354} dos casos, de um total de 162 pacientes. Alexandre, 2009 em trabalho de experi\u00eancia pessoal tamb\u00e9m identificou seroma em 15{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354} de seus pacientes no p\u00f3s operat\u00f3rio. Almeida e Almeida, 2008 relatou seroma em 4,1{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354} de seus 288 casos.<\/p>\n\n\n\n<p>Das cirurgias descritas, todas podem criar uma altera\u00e7\u00e3o postural pelo mecanismo descrito por Bricot. Al\u00e9m disso, a abdominoplastia retira um importante peda\u00e7o da pele infraumbilical do paciente e alonga bastante a pele remanescente, podendo gerar uma tens\u00e3o que favore\u00e7a o plano escapular anterior. Nesse tipo de cirurgia, \u00e9 comum a orienta\u00e7\u00e3o para a paciente deambular com flex\u00e3o de tronco e manter a posi\u00e7\u00e3o de fowler no repouso por at\u00e9 7 dias (Amorim e Amorim, 2012). Essas atitudes favorecem a cicatriza\u00e7\u00e3o da sutura suprap\u00fabica&nbsp; e provavelmente levem a paciente ao plano escapular anterior.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, essas tr\u00eas cirurgias realizadas na regi\u00e3o suprap\u00fabica podem estar diretamente relacionadas com lombalgias em mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Almeida, E.G., Gen\u00eas Lopes de Almeida J\u00fanior. Abdominoplastia: estudo retrospectivo. Revista Sociedade Brasileira de Cirurgia Pl\u00e1stica, 2008; 23(1): 1-10.<\/li><li>Alexandre, W. Abdominoplastia com retirada da camada lamelar supra-umbilical. Revista Brasileira de Cirurgia Pl\u00e1stica, 2009; 24(3): 336-44.<\/li><li>Herm\u00ednio da Cunha Amorim Filho, Amorim, C.C.B. Lipoabdominoplastia no tratamento est\u00e9tico do abdome: experi\u00eancia de 5 anos. Revista Brasileira de Cirurgia Pl\u00e1stica, 2012; 27(2): 301-8.<\/li><li>Barral, J.P., Mercier, P. Manipula\u00e7\u00e3o Visceral I. 1 edi\u00e7\u00e3o. Teres\u00f3polis: Editora Upledger Brasil, 2014.<\/li><li>Barral, J.P. Urogenital Manipulation. Seattle: Editora Eastland Press, 2006.<\/li><li>Berek, J. S. Tratado de ginecologia. 14 edi\u00e7\u00e3o.&nbsp; Rio de janeiro: Guanabara Koogan, 2008.<\/li><li>Jatene, P.R.S., Jatene, M.C.V., Barbosa, A.L.M. Abdominoplastia: experi\u00eancia cl\u00ednica, complica\u00e7\u00f5es e revis\u00e3o de literatura. Revista Sociedade Brasileira de Cirurgia Pl\u00e1stica, 2005; 20(2): 65-71.<\/li><li>Rezende, J. Obstetr\u00edcia. 8 edi\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.<\/li><li>Ricard, F. Tratamento osteop\u00e1tico das lombalgias e ci\u00e1ticas. 1edi\u00e7\u00e3o. Editora Atl\u00e2ntica: Rio de Janeiro 2006.<\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrito por:&nbsp;Prof\u00b0 Ft. Gustavo Felix TeixeiraDocente do IDOT Dois autores franceses desenvolveram linhas de racioc\u00ednio que justificam o relacionamento de dores lombares em mulheres que foram submetidas a cirurgias suprap\u00fabicas. O primeiro autor, Jean Pierre Barral, descreve em seus trabalhos, movimentos e eixos de movimentos viscerais pertencentes a cada \u00f3rg\u00e3o. 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