{"id":1511,"date":"2019-10-24T15:13:48","date_gmt":"2019-10-24T15:13:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/?p=1511"},"modified":"2022-03-11T20:01:18","modified_gmt":"2022-03-11T20:01:18","slug":"tratamento-osteopatico-para-os-nervos-cranianos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/tratamento-osteopatico-para-os-nervos-cranianos\/","title":{"rendered":"Tratamento osteop\u00e1tico para os nervos cranianos"},"content":{"rendered":"\n<p>Escrito por: M\u00e1rcio Valsechi<\/p>\n\n\n\n<p>O\nconceito osteop\u00e1tico tem se mostrado de grande utilidade na resolu\u00e7\u00e3o de alguns\ncomprometimentos vinculados aos nervos cranianos. At\u00e9 bem pouco tempo atr\u00e1s, existia uma lacuna no tratamento dos nervos cranianos,\npois ainda n\u00e3o havia ferramentas voltadas\nespecificamente para o tratamento dessas\nestruturas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os\nnervos cranianos, assim como os nervos espinhais, possuem feixes de fibras\nsensitivas ou motoras que inervam m\u00fasculos ou gl\u00e2ndulas. S\u00e3o denominados\ncranianos,\npois emergem de forames e fissuras cranianas, sendo cobertos por bainhas\ntubulares derivadas das meninges cranianas.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem 12 pares de nervos cranianos, sendo numerados de I a XII, de forma cefalocaudal, de acordo com sua fixa\u00e7\u00e3o no enc\u00e9falo ou penetra\u00e7\u00e3o na dura-m\u00e1ter. Seus nomes refletem sua distribui\u00e7\u00e3o geral ou fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"593\" height=\"421\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/3-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1512\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A tabela a seguir resume a rela\u00e7\u00e3o de inerva\u00e7\u00e3o. As colunas demonstram o tipo de sensibilidade, localiza\u00e7\u00e3o dos corpos de neur\u00f4nios, sa\u00edda do cr\u00e2nio e principais a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"633\" height=\"329\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/1-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1513\" srcset=\"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/1-2.png 633w, https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/1-2-600x312.png 600w\" sizes=\"(max-width: 633px) 100vw, 633px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/2-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1514\" width=\"568\" height=\"263\" srcset=\"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/2-2.png 623w, https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/2-2-600x279.png 600w\" sizes=\"(max-width: 568px) 100vw, 568px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"628\" height=\"190\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/4-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1515\" srcset=\"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/4-1.png 628w, https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/4-1-600x182.png 600w\" sizes=\"(max-width: 628px) 100vw, 628px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"637\" height=\"114\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/5-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1516\" srcset=\"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/5-1.png 637w, https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/5-1-600x107.png 600w\" sizes=\"(max-width: 637px) 100vw, 637px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"654\" height=\"343\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/11.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1517\" srcset=\"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/11.png 654w, https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/11-600x315.png 600w\" sizes=\"(max-width: 654px) 100vw, 654px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"623\" height=\"203\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/13.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1519\" srcset=\"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/13.png 623w, https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/13-600x196.png 600w\" sizes=\"(max-width: 623px) 100vw, 623px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Praticamente\ntodos os nervos cranianos emergem da regi\u00e3o ventral do enc\u00e9falo, exceto o nervo\ntroclear, que emerge da superf\u00edcie posterior. Esses\nnervos est\u00e3o concentrados em sua maioria nas\nfossas posterior e medial.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante\nos trajetos intracraniais, os nervos s\u00e3o revestidos pela pia-m\u00e1ter. Quando chegam aos\nforames, est\u00e3o bem protegidos e recebem revestimento da aracnoide e dura-m\u00e1ter.\nIsso faz com que tens\u00f5es m\u00ednimas nos tecidos\ndurais influenciem as estruturas que passam por esses\nforames. <\/p>\n\n\n\n<p>Os\nprincipais orif\u00edcios que s\u00e3o atravessados pelos nervos cranianos s\u00e3o a fissura\norbit\u00e1ria\nsuperior, o forame jugular e o forame occipital (magno).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Avalia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A\navalia\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por meio da anamnese, em que o paciente relata seus sintomas ao terapeuta,\ninspe\u00e7\u00e3o e teste de palpa\u00e7\u00e3o auscultat\u00f3ria do cr\u00e2nio.<\/p>\n\n\n\n<p>Geralmente, o relato do\npaciente relaciona-se com aumento ou diminui\u00e7\u00e3o da sensibilidade do nervo\nafetado e\/ou diminui\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o exercida por esse\nnervo (olfato, vis\u00e3o, audi\u00e7\u00e3o e paladar).<\/p>\n\n\n\n<p>Durante\na inspe\u00e7\u00e3o, s\u00e3o observadas as assimetrias existentes nas estruturas cranianas.<\/p>\n\n\n\n<p>No\nteste de palpa\u00e7\u00e3o auscultat\u00f3ria, o terapeuta ir\u00e1 encontrar uma alavanca longa,\nque desliza horizontalmente de forma muito precisa e com parada abrupta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tratamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os\nnervos cranianos s\u00e3o muito sens\u00edveis a est\u00edmulos de press\u00e3o. Isso ocorre devido a sua autoinerva\u00e7\u00e3o, realizada pelos\nnervi-nervoruns. Por isso, \u00e9 importante que o terapeuta, durante as t\u00e9cnicas de\ntratamento, seja o mais sutil poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto,\nantes de iniciar o tratamento dos nervos cranianos, indica-se\na libera\u00e7\u00e3o dos ossos e das membranas cranianas (principalmente dura-m\u00e1ter),\npois elas os influenciam diretamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Os\ntipos de t\u00e9cnicas utilizadas para o tratamento desses\nnervos s\u00e3o variados.\nA seguir, os tipos de t\u00e9cnicas que podem ser\nutilizados.<\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong>Estrutural:<\/strong> deve-se levar o nervo no sentido de\nsua corre\u00e7\u00e3o. Utilizada para as ader\u00eancias dos tecidos perineurais, na passagem\npelos orif\u00edcios cranianos.<\/li><li><strong>Funcional:<\/strong> deve-se levar o nervo no sentido da\nfacilidade.<\/li><li><strong>Indu\u00e7\u00e3o:<\/strong> deve-se seguir os tecidos para o\nsentido indicado pela palpa\u00e7\u00e3o. O terapeuta n\u00e3o decide o sentido, e sim quem o\norienta s\u00e3o os tecidos.<\/li><li><strong>Viscoel\u00e1stica:<\/strong> deve-se comprimir e descomprimir o\nnervo, suavemente e de forma oscilat\u00f3ria. Aplica-se essa\nt\u00e9cnica em pontos com maior endurecimento. Obs.:\nessa t\u00e9cnica tamb\u00e9m pode ser realizada para o\nc\u00e9rebro, aplicando compress\u00f5es e descompress\u00f5es, oscilando a press\u00e3o\nintracraniana.<\/li><li><strong>Cut\u00e2nea:<\/strong> deve-se realizar sutilmente uma\nt\u00e9cnica de pin\u00e7ado-rodado da pele. Essa t\u00e9cnica\nproduz um grande efeito reflexog\u00eanico.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"410\" height=\"305\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/14.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1520\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O\ntratamento desses nervos tem como finalidade\ndiminuir as press\u00f5es intraneural e intracraniana, reduzir as afer\u00eancias neurais\nprovenientes dos nervi-nervoruns, regular o t\u00f4nus dos vasos que irrigam os\nnervos, restaurar a mec\u00e2nica de expans\u00e3o neural distal e, principalmente,\ndevolver a fun\u00e7\u00e3o normal aos sentidos especiais: vis\u00e3o, audi\u00e7\u00e3o, olfato e\npaladar.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o\nindicados ao tratamento qualquer altera\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica ou funcional dos nervos\ncranianos, bem como fixa\u00e7\u00f5es da dura-m\u00e1ter e das suturas cranianas, enxaquecas\ncom componentes vasculares trigeminais, congest\u00f5es venosas p\u00f3s-cefaleias,\nsinusites, roncos, vertigens, altera\u00e7\u00f5es no sistema sensorial, disfun\u00e7\u00f5es\noculares, p\u00f3s-traumas,\ncirurgias, otites, paralisias faciais, hemiplegias, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto,\n\u00e9 contraindicado o tratamento\nnos casos de aumento da press\u00e3o intracraniana, diabetes, aneurismas cerebrais e\nhipertens\u00e3o arterial grave.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Barral JP, Croibier A. Manual therapy for the cranial\nnerves. London:\nChurchill Livingstone Elsevier; 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>Moore\nKL, Dalley, AF. Anatomia orientada para a cl\u00ednica. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>Netter\nFH. Atlas de anatomia humana.\n5. ed. Saunders Elsevier; 2011.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrito por: M\u00e1rcio Valsechi O conceito osteop\u00e1tico tem se mostrado de grande utilidade na resolu\u00e7\u00e3o de alguns comprometimentos vinculados aos nervos cranianos. At\u00e9 bem pouco tempo atr\u00e1s, existia uma lacuna no tratamento dos nervos cranianos, pois ainda n\u00e3o havia ferramentas voltadas especificamente para o tratamento dessas estruturas. Os nervos cranianos, assim como os nervos espinhais, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2123,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","inline_featured_image":false,"_mi_skip_tracking":false},"categories":[378],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1511"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1511"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1511\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2124,"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1511\/revisions\/2124"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2123"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1511"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1511"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1511"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}