{"id":1565,"date":"2019-11-26T16:12:48","date_gmt":"2019-11-26T16:12:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/?p=1565"},"modified":"2022-03-11T19:59:10","modified_gmt":"2022-03-11T19:59:10","slug":"influencia-do-tratamento-osteopatico-no-controle-da-marcha-em-pacientes-com-traumatismo-cranioencefalico-e-hidrocefalia-estudo-de-caso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/influencia-do-tratamento-osteopatico-no-controle-da-marcha-em-pacientes-com-traumatismo-cranioencefalico-e-hidrocefalia-estudo-de-caso\/","title":{"rendered":"Influ\u00eancia do tratamento osteop\u00e1tico no controle da marcha em pacientes com traumatismo cranioencef\u00e1lico e hidrocefalia: estudo de caso"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Aluna: <\/strong>Cl\u00e1udia Regina Gouveia Perales<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supervisora:<\/strong> Prof<strong>. <\/strong>Anna Claudia Lan\u00e7a, CEI<\/p>\n\n\n\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Estima-se que cerca\nde 1,4 traumatismos cranioencef\u00e1licos (TCEs) ocorrem anualmente nos Estados\nUnidos, sendo que na \u00faltima d\u00e9cada esse n\u00famero teve aumento de 58{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354}. O TCE pode\ncausar disfun\u00e7\u00f5es som\u00e1ticas cranial e extracranial. <a>Entre\nas disfun\u00e7\u00f5es mais comuns est\u00e3o os dist\u00farbios da marcha e equil\u00edbrio<\/a><sup>1<\/sup>.\nSegundo Peter C. Fino (2018), os d\u00e9ficits de marcha oriundos de TCE iniciam\nanormalmente agudo e, na maioria das vezes, t\u00eam um bom progn\u00f3stico<sup>2<\/sup>.\nAl\u00e9m da marcha, perturba\u00e7\u00f5es do equil\u00edbrio s\u00e3o comuns entre indiv\u00edduos que\nsofreram uma les\u00e3o&nbsp;cerebral&nbsp;traum\u00e1tica leve a moderada. No entanto,\npouco se sabe sobre como o controle neuromuscular da marcha \u00e9 alterado ap\u00f3s um\nTCE<sup>3<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>A hidrocefalia de press\u00e3o normal (compensada) \u00e9 uma\ns\u00edndrome em que ocorre uma dilata\u00e7\u00e3o dos ventr\u00edculos, por\u00e9m sem aumento de\npress\u00e3o intracraniana. Pode ser considerada uma complica\u00e7\u00e3o remota importante\ndo TCE, sendo caracterizada clinicamente por altera\u00e7\u00f5es da marcha (apraxia da\nmarcha), deteriora\u00e7\u00e3o cognitiva e incontin\u00eancia<sup>5<\/sup>, por\u00e9m uma minoria\nde pacientes apresenta a tr\u00edade completa de sintomas, sendo a apraxia de marcha\na queixa mais comum<sup>4<\/sup>. <\/p>\n\n\n\n<p>A apraxia da marcha\ncaracteriza-se por deambula\u00e7\u00e3o deficiente n\u00e3o atribu\u00edda a defici\u00eancia sensorial\nou fraqueza motora, normalmente caracteriza-se como marcha lenta, de base\nampla, associada ao desequil\u00edbrio e ao giro em bloco<sup>5<\/sup>. <\/p>\n\n\n\n<p>McCallister <em>et al.<\/em> (2016), em seu estudo, relataram dois\ncasos de TCE graves, que, concomitante com o tratamento multimodal hospitalar,\nreceberam tamb\u00e9m, no in\u00edcio da fase aguda da les\u00e3o, t\u00e9cnicas de manipula\u00e7\u00e3o osteop\u00e1tica.\nUtilizaram t\u00e9cnicas de tens\u00e3o ligamentar balanceada, libera\u00e7\u00e3o miofascial, al\u00e9m\nde aten\u00e7\u00e3o concentrada para o cr\u00e2nio, diafragma e v\u00e9rtebras cervicais. As\ndisfun\u00e7\u00f5es som\u00e1ticas cranial e extracranial tiveram evid\u00eancias palp\u00e1veis\ndurante o curso do tratamento e n\u00e3o foram observados efeitos adversos da\nmanipula\u00e7\u00e3o osteop\u00e1tica. Segundo os autores, apesar da limita\u00e7\u00e3o do estudo\ndevido ao tamanho da amostra, as TMO tiveram efeito positivo sobre a modula\u00e7\u00e3o\nda dor, tontura e drenagem de fluidos<sup>1<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>Guernsey<em> et al.<\/em> (2016) realizaram um estudo de\ncaso em que utilizaram TMO para tratar TCE leve com hist\u00f3ria de tontura,\nn\u00e1usea, zumbido e desequil\u00edbrio. O tratamento constituiu-se de apenas uma\nsess\u00e3o de 25 minutos com a realiza\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas cranianas e musculoesquel\u00e9ticas.\nImediatamente, ap\u00f3s receber as t\u00e9cnicas, o paciente relatou resolu\u00e7\u00e3o dos\nsintomas e melhora do equil\u00edbrio. A limita\u00e7\u00e3o desse estudo deve-se ao fato de o\npaciente ter sido reavaliado apenas ao final da sess\u00e3o e uma semana posterior,\nn\u00e3o sendo poss\u00edvel verificar se a longo prazo teve recidivas dos sintomas<sup>6<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 nos estudos de\nSouza <em>et al.<\/em> (2018) em pacientes com\nhidrocefalia de press\u00e3o normal, a velocidade da marcha foi o par\u00e2metro mais\nresponsivo, seguido por cad\u00eancia, comprimento do passo, rota\u00e7\u00e3o em bloco e\naltura do degrau<sup>5<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>As manipula\u00e7\u00f5es\nosteop\u00e1ticas podem ser uma ferramenta eficaz no tratamento das disfun\u00e7\u00f5es\nsom\u00e1ticas cranial e extracranial. O diagn\u00f3stico e o tratamento envolvem a\navalia\u00e7\u00e3o do paciente como um todo, pois as disfun\u00e7\u00f5es som\u00e1ticas podem ser\nmuitas<sup>1<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo deste\nestudo \u00e9 demonstrar a influ\u00eancia do tratamento osteop\u00e1tico no controle da\nmarcha em pacientes com traumatismo cranioencef\u00e1lico e hidrocefalia. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Apresenta\u00e7\u00e3o do paciente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Paciente do sexo feminino, 67 anos, branca,\naposentada.<\/p>\n\n\n\n<p>Queixa prim\u00e1ria: inseguran\u00e7a para andar. <\/p>\n\n\n\n<p>Queixa secund\u00e1ria: desequil\u00edbrio ao mudar de\ndire\u00e7\u00e3o e para descer escadas e dor na regi\u00e3o de asa il\u00edaca D ao movimento de\ninclina\u00e7\u00e3o de tronco for\u00e7ada para a direita.<\/p>\n\n\n\n<p>Hist\u00f3rico m\u00e9dico: TCE e Hidrocefalia\nCompensada h\u00e1 quatro anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Comorbidades: Hipertens\u00e3o Arterial e\nDepress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Interven\u00e7\u00f5es passadas: Fisioterapia, Hidroterapia,\nOsteopatia (Cl\u00ednica-Escola).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Avalia\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Teste de exclus\u00e3o<\/strong><strong>:<\/strong> negativos<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Teste relacional funcional: <\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Romberg: realiza com olhos abertos e\nfechados, por\u00e9m com bastante oscila\u00e7\u00f5es, principalmente laterolateral, maior\npara a direita.<\/li><li>Romberg em Tandem: dificuldade em\nequilibrar-se (pior quando p\u00e9 direito \u00e0 frente), necessitando do aux\u00edlio do\nterapeuta e n\u00e3o conseguiu fechar os olhos, queda instant\u00e2nea para a direita.<\/li><li>Andar sobre os calcanhares: eleva apenas as\npontas dos p\u00e9s e arrasta na maioria dos passos o p\u00e9 E.<\/li><li>Manter-se em pontas dos p\u00e9s: n\u00e3o conseguia\nmanter-se em pontas dos p\u00e9s sem desequilibrar-se.<\/li><li>Marcha: abre a base de sustenta\u00e7\u00e3o em alguns\npassos, n\u00e3o anda em linha reta, teve necessidade de ficar olhando para os p\u00e9s\nenquanto andava.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Slump test inicial<\/strong><strong>:\n<\/strong>queima\u00e7\u00e3o\nem panturrilhas bilateral \u2013 miofascial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Testes referenciais<\/strong><strong>: <\/strong>converg\u00eancia podal: musculoesquel\u00e9tico,\npostural e vias de comunica\u00e7\u00e3o, craniano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exame f\u00edsico: <\/strong>paciente n\u00e3o apresentava altera\u00e7\u00f5es\nsignificativas na inspe\u00e7\u00e3o, palpa\u00e7\u00e3o e TMG, exceto ao realizar o movimento de\ninclina\u00e7\u00e3o lateral para a D, que, ao final do movimento, quando for\u00e7ava a pelve\npara a E com a m\u00e3o, sentia dor referida em crista il\u00edaca a D (ou para fazer o\nmovimento de pegar algo no ch\u00e3o ao lado do p\u00e9 direito).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exames laboratoriais:<\/strong> n\u00e3o\ntrouxe.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exames de imagem:<\/strong> n\u00e3o\ntrouxe.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Recursos do Nupi:<\/strong>\navalia\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio est\u00e1tico com a plataforma de\nestabilometria&nbsp;Cyber-Sabot. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Question\u00e1rio<\/strong><strong>:<\/strong> Avalia\u00e7\u00e3o da Qualidade de Vida SF-36. (Figuras 4 e 5).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sistemas encontrados na avalia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"544\" height=\"304\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/1-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1566\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Planejamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"550\" height=\"218\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/2-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1567\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"511\" height=\"450\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/3-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1568\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Interven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1\u00ba Atendimento<\/strong><br \/><\/p>\n\n\n\n<p>Anamnese, teste de converg\u00eancia podal, teste de exclus\u00e3o de MMII (todos negativos).<br \/>Avalia\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio: Romberg (queda para a direita).<\/p>\n\n\n\n<p>Romberg em Tandem (independente\ndo membro inferior \u00e0 frente: queda para a D, logo no in\u00edcio do teste, com dificuldade\nem realizar o teste). \n\nNo Romberg em Tandem\nn\u00e3o\nconseguiu fechar os olhos.\n\n\n\n<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2\u00ba Atendimento<\/strong><br \/><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>   Realizada a estabilometria antes da sess\u00e3o com   acompanhamento do terapeuta.   Aplica\u00e7\u00e3o do Question\u00e1rio SF-36.   Teste relacional funcional (marcha, manter-se nas   pontas dos p\u00e9s, andar sobre os calcanhares).   &nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>Tratamento:   <\/strong>   In\u00edcio pelo Sistema Musculoesquel\u00e9tico Neural   (trabalho do sistema nervoso de perif\u00e9rico para central).    Satura\u00e7\u00e3o Plexo Lombar e Sacral.   Neutro em DLD (restri\u00e7\u00e3o em coxofemoral E).   Glide Lombar nas ra\u00edzes a E em DLD.   Neutro (persiste ainda restri\u00e7\u00e3o).   Libera\u00e7\u00e3o diafragma p\u00e9lvico, libera\u00e7\u00e3o il\u00edacos   sobre o sacro, libera\u00e7\u00e3o dura-m\u00e1ter atrav\u00e9s do sacro.   Neutro em DV, trabalhado a RE de coxofemoral E.   &nbsp;   Paciente relatou melhora da sensa\u00e7\u00e3o para andar.    No teste de andar nos calcanhares, conseguiu   elevar mais a ponta dos p\u00e9s.   <\/td><\/tr><tr><td>  <strong>3\u00ba Atendimento<\/strong><br \/><br \/> Paciente relatou estar se sentindo bem mais   confiante para andar, al\u00e9m de estar se sentindo muito bem emocionalmente,   animada. Fazia tempo que n\u00e3o se sentia assim.    &nbsp;   Slump: positivo bilateral (tens\u00e3o em panturrilhas   bilateral e em dorso do p\u00e9 E).    Satura\u00e7\u00e3o plexo sacral (nn.: gl\u00fateo superior,   inferior e pudendo a E), mobiliza\u00e7\u00e3o neural (alavancas proximal, medial e   distal).   Satura\u00e7\u00e3o de peri\u00f3steo em crista il\u00edaca D, ponto   de dor aguda a palpa\u00e7\u00e3o e com aumento de densidade (melhora da dor referida   para inclina\u00e7\u00e3o lateral a D).   &nbsp;   <strong>Cr\u00e2nio<\/strong>: ausculta   (membranosa &#8211; anterior), avalia\u00e7\u00e3o e satura\u00e7\u00e3o plexo cervical e trig\u00eameo, libera\u00e7\u00e3o   g\u00e2nglio trigeminal, libera\u00e7\u00e3o tubo dural por\u00e7\u00e3o occipital, tra\u00e7\u00e3o e balan\u00e7o do   tubo dural.    &nbsp;   Slump: positivo bilateral queixa miofascial, por\u00e9m   aus\u00eancia da dor do dorso do p\u00e9 E.   <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>4\u00ba Atendimento<\/strong><br \/><\/p>\n\n\n\n<p>Reavaliado plexo lombar, sacral, plexo cervical e trig\u00eameo.<\/p>\n\n\n\n<p>Romberg e Romberg em Tandem: positivo com queda para a D, raramente consegue ficar alguns segundos e n\u00e3o consegue fechar os olhos, queda imediata.<br \/><br \/>Satura\u00e7\u00e3o do nervo vestibulococlear a D realizado cinco vezes. <\/p>\n\n\n\n<p>(melhora do Romberg e Romberg em Tandem). <\/p>\n\n\n\n<p>Libera\u00e7\u00e3o de Membranas (Foice do c\u00e9rebro e Tenda do\ncerebelo). <\/p>\n\n\n\n<p>Libera\u00e7\u00e3o de suturas (Pt\u00e9rion, temporoesfenoidal,\nparieto-escamosa, occipitomast\u00f3ideo).<\/p>\n\n\n\n<p>Relacional funcional:<\/p>\n\n\n\n<p>\u25cf Manter-se em pontas dos p\u00e9s: ao final, manteve-se\npor 13 segundos em pontas dos p\u00e9s. <\/p>\n\n\n\n<p>\u25cf Romberg com oscila\u00e7\u00e3o anteroposterior. <\/p>\n\n\n\n<p>\u25cf Romberg em Tandem: ainda com queda para a D,\npor\u00e9m:<\/p>\n\n\n\n<p>Com o p\u00e9 E \u00e0 frente, conseguiu manter-se algumas vezes sem desequil\u00edbrio com olhos abertos e manteve-se por 5 segundos com os olhos fechados. Com o p\u00e9 D \u00e0 frente, manteve-se por mais de 3 segundos, mas n\u00e3o conseguiu realizar com os olhos fechados.  <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>5\u00ba Atendimento<\/strong><br \/><br \/><\/p>\n\n\n\n<p>Paciente retornou queixando-se que amanheceu hoje\ndeprimida e com piora do controle da marcha.<\/p>\n\n\n\n<p>Slump: dor nas panturrilhas bilateral &#8211; MIE com\nqueixa no trajeto do n. tibial em tornozelo E, e panturrilhas. Leve melhora\nquando extens\u00e3o de cabe\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Romberg: paciente conseguiu realizar o teste com\nolhos abertos e fechados, por\u00e9m com aumento das oscila\u00e7\u00f5es anteroposteriores e\npara a direita.<\/p>\n\n\n\n<p>Romberg em Tandem: <\/p>\n\n\n\n<p>\u25cf P\u00e9 D \u00e0 frente: paciente teve dificuldade em se\nposicionar para realizar o teste com olhos abertos. Queda para D n\u00e3o executou\ncom olhos fechados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u25cf P\u00e9 E \u00e0 frente: paciente teve dificuldade em\nmanter-se por mais de 5 segundos sem desequil\u00edbrio com olhos abertos e ao\nfechar os olhos desequilibrava-se para a D.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficar em pontas dos p\u00e9s: manteve-se por 5 segundos,\npor\u00e9m com pouca eleva\u00e7\u00e3o dos calcanhares.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tratamento:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Satura\u00e7\u00e3o plexo lombar, sacral, cervical e n. trig\u00eameo,\nn. vestibulococlear.<\/p>\n\n\n\n<p>Tra\u00e7\u00e3o da dura-m\u00e1ter pelo sacro e pelo occipital. <\/p>\n\n\n\n<p>Mobiliza\u00e7\u00e3o neural proximal e distal.<\/p>\n\n\n\n<p>Deslizamento, tra\u00e7\u00e3o e balan\u00e7o do tubo dural.<\/p>\n\n\n\n<p>Ausculta craniana: frontal. <\/p>\n\n\n\n<p>Libera\u00e7\u00e3o tent\u00f3rio do cerebelo e foice do c\u00e9rebro. <\/p>\n\n\n\n<p>Lifting do frontal e parietal. <\/p>\n\n\n\n<p>Trabalhado mobilidade do temporal D em todos os\nplanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Avaliado SEB: mobilidade lado direito diminu\u00edda.\nTrabalhado compress\u00e3o\/descompress\u00e3o e mobilidade em todos os planos.<\/p>\n\n\n\n<p>Slump: dor nas panturrilhas bilateral &#8211; MIE com panturrilhas.\n<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o aberto o envelope de postural devido \u00e0 piora dos sinais e sintomas.<\/p>\n\n\n\n<p> Realizada estabilometria ap\u00f3s o atendimento, foi percept\u00edvel a melhora no controle motor da paciente, por\u00e9m teve uma piora nas oscila\u00e7\u00f5es. Como a avalia\u00e7\u00e3o da estabilometria foi realizada logo ap\u00f3s o t\u00e9rmino da sess\u00e3o, a piora nas oscila\u00e7\u00f5es pode estar relacionada ao corpo estar se adaptando aos est\u00edmulos recebidos durante a sess\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>6\u00ba Atendimento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Paciente relata ter acordado mais animada, menos\ndepressiva, com os passos melhores e o equil\u00edbrio tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido \u00e0 paciente ter regredido nas evolu\u00e7\u00f5es da\nmelhora cl\u00ednica ap\u00f3s o trabalho de cr\u00e2nio, o objetivo desta sess\u00e3o foi\ntrabalhar com \u00eanfase em MEN e t\u00e9cnicas sutis de cr\u00e2nio.<\/p>\n\n\n\n<p>Reavaliado equil\u00edbrio, conseguiu fechar os olhos\nrapidamente com MID \u00e0 frente, com o E teve mais dificuldade hoje. Manteve-se\nalguns segundos em pontas dos p\u00e9s.<\/p>\n\n\n\n<p>Slump: dor nas panturrilhas bilateral \u2013 neural, com\nganho de extens\u00e3o de joelhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Satura\u00e7\u00e3o Plexo Lombar em MIE e Sacral bilateral. <\/p>\n\n\n\n<p>Mobiliza\u00e7\u00e3o neural ra\u00edzes proximais (glide), mediais\ne distais (n. Fibular, Tibial e Sural) bilateral. <\/p>\n\n\n\n<p>Neutro em DD em tronco e MMII<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00fasculo energia para p\u00e9lvico-trocant\u00e9ricos\nbilateral.<\/p>\n\n\n\n<p>Satura\u00e7\u00e3o trig\u00eameo (V1) e nervo suboccipital. <\/p>\n\n\n\n<p>T\u00e9cnica flu\u00eddica para base do cr\u00e2nio e entrada\ntor\u00e1cica.<\/p>\n\n\n\n<p>Libera\u00e7\u00e3o tubo dural por\u00e7\u00e3o occipital e sacral, deslizamento,\ntra\u00e7\u00e3o e balan\u00e7o do tubo dural. <\/p>\n\n\n\n<p>Finaliza\u00e7\u00e3o com T\u00e9cnica de CV4.<\/p>\n\n\n\n<p>Slump final com as mesmas queixas, por\u00e9m com menor\nintensidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Orienta\u00e7\u00f5es\nfinais:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u25cf Realizar autoslump em casa com p\u00e9s apoiados em\ncadeira, uma vez ao dia pela manh\u00e3, 3x 10 repeti\u00e7\u00f5es em cada MI.<\/p>\n\n\n\n<p>\u25cf Realizar treino de equil\u00edbrio (treinar as\npr\u00f3prias dificuldades, como manter-se em pontas dos p\u00e9s). <\/p>\n\n\n\n<p>\u25cf Cuidado em rela\u00e7\u00e3o aos cal\u00e7ados que n\u00e3o prendem\nno tornozelo (tamancos anabelas), uma vez observado que a paciente n\u00e3o faz o\napoio correto do calcanhar no cal\u00e7ado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u25cf Procurar atividade f\u00edsica orientada por profissional, como o pilates.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resultados (parciais)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Teste relacional funcional: (ao final da\nquarta sess\u00e3o)<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Andar nos calcanhares: elevou mais o ante p\u00e9.\n<\/li><li>Manter-se em pontas dos p\u00e9s: conseguiu manter\npor alguns segundos (Figura 1).<\/li><li>Romberg: realizou com menor desequil\u00edbrio\n(predominando oscila\u00e7\u00f5es anteroposteriores), inclusive com olhos fechados.<\/li><li>Romberg em Tandem: com o p\u00e9 direito \u00e0 frente, conseguiu manter-se por um\ntempo, tendo desequil\u00edbrio para a direita quando os olhos est\u00e3o fechados. Com o\np\u00e9 esquerdo \u00e0 frente, manteve um bom equil\u00edbrio, conseguindo fechar os olhos\npor alguns segundos (5 segundos aproximadamente, e posteriormente queda para a\ndireita) (Figura 2).<\/li><li>Marcha: maior seguran\u00e7a para executar a\nmarcha, sem necessidade de ficar olhando para os p\u00e9s com tanta frequ\u00eancia e sem\nrealizar tantos desvios.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Slump test ao final<\/strong><strong>:<\/strong> dor em\npanturrilhas bilateral \u2013 neural, com ganho de extens\u00e3o de joelhos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exame f\u00edsico e testes espec\u00edficos<\/strong><strong>:<\/strong> Romberg e Romberg em Tandem para teste de equil\u00edbrio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Recursos do Nupi:<\/strong> realizada estabilometria antes do tratamento e ap\u00f3s a quinta sess\u00e3o (Figura 3).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"578\" height=\"320\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/11.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1569\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"544\" height=\"204\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/2-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1570\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"543\" height=\"188\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/3-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1571\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Discuss\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O tratamento osteop\u00e1tico realizado neste\nestudo de caso proporcionou uma melhora da confian\u00e7a da paciente em realizar a\nmarcha, necessitando que ela se concentrasse\nmenos no MIE enquanto deambulava. <\/p>\n\n\n\n<p>Foi percept\u00edvel a melhora\ncl\u00ednica do equil\u00edbrio da paciente, observada nos testes de equil\u00edbrio est\u00e1tico\n(Romberg e Romberg em Tandem) e tamb\u00e9m no teste de manter-se em pontas de p\u00e9s e andar\nsobre os calcanhares. Assim como nos estudos de Israelsson <em>et al.<\/em> (2012), em que os testes citados tamb\u00e9m foram utilizados\npara avaliar o equil\u00edbrio de idosos com hidrocefalia de press\u00e3o normal<sup>7<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>O question\u00e1rio SF-36 demonstrou melhora da\nqualidade de vida, sendo confirmado pelo relato da paciente em se sentir mais\ndisposta e mais leve. A melhora da qualidade de vida tamb\u00e9m foi relatada nos\nestudos de Castillo, Wolf e Rakowsky (2016), que\nutilizaram as t\u00e9cnicas osteop\u00e1ticas em uma paciente de 16 anos com TCE<sup>8<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>O exame estabilom\u00e9trico realizado com a\nplataforma estabilometria&nbsp;Cyber-Sabot para avalia\u00e7\u00e3o do desequil\u00edbrio foi realizado\nantes do primeiro tratamento (segunda sess\u00e3o) e ap\u00f3s o terceiro dia de\ntratamento (quarta sess\u00e3o). O laudo t\u00e9cnico do exame de estabilometria n\u00e3o\nhavia sido recebido at\u00e9 o momento, por\u00e9m, entre os dados disponibilizados pelo\nexame, foi percept\u00edvel a melhora no controle motor da paciente. Houve uma piora\nnas oscila\u00e7\u00f5es (desequil\u00edbrio); entretanto, como a reavalia\u00e7\u00e3o da\nestabilometria foi realizada logo ap\u00f3s o t\u00e9rmino da sess\u00e3o, a piora nas oscila\u00e7\u00f5es\npode estar relacionada com o fato de o corpo da paciente estar se adaptando aos\nest\u00edmulos recebidos durante a sess\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Em todos os retornos, a paciente relatou que se\nsentiu mais confiante para andar. \u201cNossa, eu <em>t\u00f4<\/em> muito bem, animada. Fazia tempo que n\u00e3o me sentia assim\u201d [sic]. Por\u00e9m,\nao retornar para o quinto atendimento, queixou-se que amanheceu naquele dia\ndeprimida, com piora do controle da marcha. \u201cHoje <em>t\u00f4<\/em> <em>jururu<\/em>, e da\u00ed sinto\nmais dif\u00edcil pra andar, minha perna <em>t\u00e1<\/em>\npesada, puxando\u201d [sic]. <\/p>\n\n\n\n<p>Todos os par\u00e2metros qualitativos avaliados\ntiveram uma melhora progressiva durante a evolu\u00e7\u00e3o do tratamento at\u00e9 o quarto atendimento.\nPor\u00e9m foi percept\u00edvel a piora dos sinais cl\u00ednicos na reavalia\u00e7\u00e3o dos testes\nrelacionais-funcionais na quinta sess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O d\u00e9ficit de documenta\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica dos\ntestes relacionais-funcionais, a dificuldade em mensurar quantitativamente a\nsensa\u00e7\u00e3o subjetiva do controle da marcha relatado pela paciente e a necessidade\nda continuidade do tratamento, incluindo novas\navalia\u00e7\u00f5es estabilom\u00e9tricas ap\u00f3s um tempo para adapta\u00e7\u00e3o do paciente ao\ntratamento, foram os pontos limitantes\ndeste estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos concluir que o tratamento osteop\u00e1tico\ninfluenciou no controle da marcha em pacientes com prov\u00e1vel sequela de\ntraumatismo craniano e hidrocefalia, melhorando a seguran\u00e7a da paciente em\nexecutar a marcha, diminuindo os desequil\u00edbrios e repercutindo na melhora da\nqualidade de vida. <\/p>\n\n\n\n<p>Poucos estudos foram encontrados associando\nTCE ou hidrocefalia, altera\u00e7\u00e3o na marcha e manipula\u00e7\u00f5es osteop\u00e1ticas. Dessa\nforma, confirma-se ent\u00e3o que mais pesquisas s\u00e3o necess\u00e1rias para avaliar o\npapel das t\u00e9cnicas osteop\u00e1ticas no cen\u00e1rio do TCE e hidrocefalia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A paciente compartilhou sua perspectiva ou\nexperi\u00eancia:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a paciente, a cada dia que ela recebe\no tratamento, ela se sente melhor, mais\nconfiante e mais leve. Relatou que n\u00e3o gostaria de parar de receber o\ntratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A paciente assinou o termo de consentimento. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bibliografia<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>1.\nMCCALLISTER, A. <em>et al.<\/em> Osteopathic\nmanipulative treatment for somatic dysfunction after acute severe traumatic\nbrain injury. <strong>The Journal of the American Osteopathic Association<\/strong>. v.\n116, n. 12, p. 810-815, dez. 2016.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h6>2. FINO, P.\nC. <em>et al.<\/em> Detecting gait abnormalities\nafter concussion or mild traumatic brain injury: a systematic review of\nsingle-task, dual-task, and complex gait. <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/journal\/09666362\"><strong>Gait and Posture<\/strong><\/a>.<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/journal\/09666362\/62\/supp\/C\">v. 62<\/a>, p. 157-166, maio 2018. <\/h6>\n\n\n\n<h6>3.\n<a href=\"http:\/\/pesquisa.bvsalud.org\/portal\/?lang=pt&amp;q=au:{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354}22Acu{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354}C3{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354}B1a,{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354}20Samuel{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354}20A{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354}22\">Acu\u00f1a,<\/a> S.\nA. <em>et al<\/em>. Abnormal\nmuscle activation patterns are associated with chronic gait deficits following\ntraumatic brain injury. <a href=\"http:\/\/portal.revistas.bvs.br\/transf.php?xsl=xsl\/titles.xsl&amp;xml=http:\/\/catserver.bireme.br\/cgi-bin\/wxis1660.exe\/?IsisScript=..\/cgi-bin\/catrevistas\/catrevistas.xis|database_name=TITLES|list_type=title|cat_name=ALL|from=1|count=50&amp;lang=pt&amp;comefrom=home&amp;home=false&amp;task=show_magazines&amp;request_made_adv_search=false&amp;lang=pt&amp;show_adv_search=false&amp;help_file=\/help_pt.htm&amp;connector=ET&amp;search_exp=Gait{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354}20Posture\">Gait and Posture<\/a>. v. 62, p. 510-517, abr. 2018.<\/h6>\n\n\n\n<p>4.\nSILVERBERG, G. D. Normal pressure hydrocephalus (NPH): ischaemia, CSF\nstagnation or both. <strong>Brain<\/strong>, v. 127, p. 947-948, maio 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>5. SOUZA, R. K. M. <em>et al.<\/em> Gait in normal\npressure hydrocephalus: characteristics and effects of the CSF tap test. <strong>Arq.\nNeuro-Psiquiatr<\/strong>,&nbsp;S\u00e3o Paulo, v. 76,&nbsp;n. 5, maio 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>6.\nGuernsey, D.\nT. <em>et al.<\/em> Resolution of concussion\nsymptoms after osteopathic manipulative treatment: a case report. <strong>The Journal of the\nAmerican Osteopathic Association<\/strong>. v. 116, p. 13-17, mar. 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>7. Israelsson,\nH. <em>et al.<\/em> Ventriculomegaly\nand balance disturbances in patients with TIA. <strong>Acta Neurol Scand<\/strong>. v.\n125, p. 163-170, maio 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>8.\nCastillo,\nI.; Wolf,\nK.; Rakowsky,\nA. Concussions and osteopathic manipulative treatment: an adolescent case\npresentation. <strong>The\nJournal of the American Osteopathic Association<\/strong>.&nbsp;v. 116, n. 3, p. 178-181, 2016.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aluna: Cl\u00e1udia Regina Gouveia Perales Supervisora: Prof. Anna Claudia Lan\u00e7a, CEI INTRODU\u00c7\u00c3O Estima-se que cerca de 1,4 traumatismos cranioencef\u00e1licos (TCEs) ocorrem anualmente nos Estados Unidos, sendo que na \u00faltima d\u00e9cada esse n\u00famero teve aumento de 58{8ec6837f4d4c723f3ffbc53e0f9280463c3f97d684af52f5a27bd55996592354}. O TCE pode causar disfun\u00e7\u00f5es som\u00e1ticas cranial e extracranial. 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