{"id":1589,"date":"2020-02-28T11:16:04","date_gmt":"2020-02-28T11:16:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/?p=1589"},"modified":"2022-03-11T19:57:12","modified_gmt":"2022-03-11T19:57:12","slug":"tratamento-osteopatico-em-paciente-com-dor-lombar-cronica-associada-a-espondilolistese-relato-de-caso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/tratamento-osteopatico-em-paciente-com-dor-lombar-cronica-associada-a-espondilolistese-relato-de-caso\/","title":{"rendered":"TRATAMENTO OSTEOP\u00c1TICO EM PACIENTE COM DOR LOMBAR CR\u00d4NICA ASSOCIADA A ESPONDILOLISTESE"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Aluno:\n<\/strong>Rafael Rossi do\nNascimento, CEI<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supervisor:\n<\/strong>Anna Claudia\nLan\u00e7a, CEI<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contextualiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A\nlombalgia \u00e9 a causa mais comum de incapacidade laboral em pessoas abaixo de 45\nanos, e a segunda raz\u00e3o de maior frequ\u00eancia para visitas nos consult\u00f3rios de\nosteopatia e quiropraxia<sup>1<\/sup>. A espondilolistese \u00e9 definida pelo\nescorregamento de uma vertebra sobre a outra. Quando a v\u00e9rtebra faz esse\nescorregamento no sentido anterior \u00e9 definida como anterolistese, e j\u00e1\nretrolistese \u00e9 definida como sendo o escorregamento no sentido posterior. Ela comumente\nest\u00e1 associada a problemas discais, dor nas costas, e problemas degenerativos na\ncoluna<sup>2<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>O\ntratamento por meio de t\u00e9cnicas manuais tem se mostrado eficaz para essa\npopula\u00e7\u00e3o<sup>3,4<\/sup>. McCarthy et al<sup>5<\/sup> verificaram em seu trabalho\nque pacientes submetidos a tratamento osteop\u00e1tico e exerc\u00edcios f\u00edsicos apresentaram\nresultados favor\u00e1veis para redu\u00e7\u00e3o da dor lombar, no entanto o tratamento osteop\u00e1tico\nfoi mais significativo. Al\u00e9m disso, t\u00e9cnicas de manipula\u00e7\u00e3o visceral tamb\u00e9m\nauxiliam este perfil de pacientes. Santos et al<sup>6<\/sup> verificaram em seu\nestudo que t\u00e9cnicas viscerais associado a fisioterapia apresentaram melhora da\ndor, fun\u00e7\u00e3o e mobilidade em pacientes com dor lombar cr\u00f4nica. <\/p>\n\n\n\n<p>No\nentanto, nenhum desses estudos investigaram indiv\u00edduos com dor lombar cr\u00f4nica\nassociado a retrolistese, condi\u00e7\u00e3o que pode gerar altera\u00e7\u00f5es discais com\nconsequentemente sintomatologia.&nbsp; Desta\nforma, em raz\u00e3o dos benef\u00edcios demonstrados por outros estudos<sup>5,6<\/sup>\nquando o tratamento osteop\u00e1tico foi implementado, torna-se de grande\nimport\u00e2ncia um estudo que associe t\u00e9cnicas osteop\u00e1ticas para verifica\u00e7\u00e3o da\nefic\u00e1cia do tratamento em pacientes com lombalgia associado a retrolistese.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo\nassim, o objetivo deste caso cl\u00ednico foi demonstrar o efeito do tratamento osteop\u00e1tico\nem paciente com lombalgia e retrolistese em par\u00e2metros de dor, mobilidade,\nincapacidade e qualidade de vida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Relato\nde caso cl\u00ednico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O\npresente caso cl\u00ednico foi desenvolvido durante o per\u00edodo de resid\u00eancia cl\u00ednica\nII, na Cl\u00ednica Escola de osteopatia do IDOT na cidade de Presidente\nPrudente.&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p><strong>-Apresenta\u00e7\u00e3o\nda paciente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Paciente:<\/em> 60 anos, sexo feminino, do lar<\/p>\n\n\n\n<p><em>Queixa\nprim\u00e1ria:<\/em> dor\ninsuport\u00e1vel na regi\u00e3o lombar (SIC)<\/p>\n\n\n\n<p><em>Queixa\nsecund\u00e1ria:<\/em>\nsensa\u00e7\u00e3o dos p\u00e9s amortecidos (SIC)<\/p>\n\n\n\n<p><em>Hist\u00f3rico\nm\u00e9dico:<\/em>\napresenta retrolistese lombar a n\u00edvel de L5, discopatias de L4 e L5 e espondilose\nlombar.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Co-morbidades:<\/em> refluxo, asma, diabetes melitus,\npress\u00e3o alta controlada com medica\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p><em>Interven\u00e7\u00f5es\npassadas:<\/em> cirurgias:\namigadalas (com 20 anos), 2 ces\u00e1reas (\u00faltima em 1996), ombro direito por\nruptura de tend\u00e3o, videocolecistectomia (2015)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>-Avalia\u00e7\u00e3o\n<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li><em>Teste de exclus\u00e3o:<\/em> andar sobre os calcanhares,\nandar na ponta dos p\u00e9s, Las\u00e9gue (todos negativos)<\/li><li><em>Teste relacional funcional:<\/em> Extens\u00e3o de tronco sem e com lifting. Realizado <em>Slump Test<\/em> (sem sintoma)<\/li><li><em>Teste referencial:<\/em> converg\u00eancia Podal<\/li><li><em>Exames laboratoriais:<\/em> n\u00e3o apresenta<\/li><li><em>Exames de imagem:<\/em> TC coluna lombar 2018 (espondilose,\nretrolistese de L5 sobre S1)<\/li><\/ul>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/1-409x465.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1590\" width=\"396\" height=\"449\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<ul><li><em>Mensura\u00e7\u00f5es:<\/em> avalia\u00e7\u00e3o da qualidade de vida (SF36),\nincapacidade (Roland Morris), flexibilidade (flex\u00edmetro para o movimento de\nextens\u00e3o lombar) e avalia\u00e7\u00e3o da dor (escala visual anal\u00f3gica &#8211; EVA).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>-Sistemas\nencontrados na avalia\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sistema\nM\u00fasculo-esquel\u00e9tico e Neural (MEN), Visceral e Vascular (tabela 1).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"891\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1591\" srcset=\"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2.png 891w, https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2-768x293.png 768w, https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/2-600x229.png 600w\" sizes=\"(max-width: 891px) 100vw, 891px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Legenda: X1<\/strong>: dor insuport\u00e1vel na regi\u00e3o lombar, <strong>X2: <\/strong>dor lombar, dor mais a Direita na coluna, dor matinal, dor irradiada para MMII, dor ao movimento especialmente de extens\u00e3o; <strong>X3<\/strong>: MEN e Visceral; <strong>X4<\/strong>: refluxo, asma, diabetes melittus, hipertens\u00e3o arterial controlada com medica\u00e7\u00e3o, cirurgias: am\u00edgdalas (com 20 anos), 2 ces\u00e1reas (ultima em 1996), v\u00eddeocolecistectomia (2015).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"787\" height=\"465\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/3-1-787x465.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1593\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>-Planejamento <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quadro 1:<\/strong> Planejamento dos atendimentos<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"578\" height=\"446\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1594\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>-Tratamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;<\/strong>Foram\nrealizados 6 atendimentos na cl\u00ednica Escola de Osteopatia, com dura\u00e7\u00e3o de 60\nminutos<\/p>\n\n\n\n<p><strong>-Interven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tabela 2:<\/strong> Descri\u00e7\u00e3o das interven\u00e7\u00f5es\nrealizadas nos seis atendimentos<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"577\" height=\"416\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/5.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1595\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"578\" height=\"316\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/6.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1596\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Resultados\n<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A seguir s\u00e3o apresentados os resultados relacionados aos desfechos avaliados. Em rela\u00e7\u00e3o a qualidade de vida (gr\u00e1fico 1), podemos observar que dos 10 dom\u00ednios avaliados, 6 representaram aumento significativo(capacidade funcional, dor, vitalidade, aspectos sociais, emocionais e mentais) para a qualidade de vida da paciente. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"588\" height=\"199\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/7.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1597\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Gr\u00e1fico\n1:<\/strong> Dom\u00ednios\nrelacionados a qualidade de vida obtidos por meio do question\u00e1rio SF-36 pr\u00e9 e\np\u00f3s-interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Observamos ainda que\no n\u00edvel de incapacidade ap\u00f3s o tratamento diminuiu em 3 pontos (11 pontos) em\numa escala de 24, onde quanto maior a pontua\u00e7\u00e3o maior a incapacidade do\nindividuo. <strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"374\" height=\"212\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/8.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1598\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Gr\u00e1fico<\/strong> <strong>2:<\/strong> N\u00edvel de incapacidade obtido por meio do question\u00e1rio Roland\nMorris pr\u00e9 e p\u00f3s-interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A\namplitude do movimento de extens\u00e3o do tronco aumentou 18 graus ap\u00f3s o\ntratamento e para a intensidade da dor houve redu\u00e7\u00e3o clinicamente relevante de\n8,3 pontos. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"286\" height=\"191\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/9.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1599\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Gr\u00e1fico 3:<\/strong> Amplitude (graus) de extens\u00e3o do tronco (Relacional funcional) obtida pr\u00e9 e p\u00f3s-interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"608\" height=\"267\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/10.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1600\" srcset=\"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/10.png 608w, https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/10-600x263.png 600w\" sizes=\"(max-width: 608px) 100vw, 608px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Gr\u00e1fico\n4:<\/strong> Escala visual\nanal\u00f3gica de dor nos momentos inicial e final de cada atendimento <\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;<\/strong>Abaixo, seguem as imagens obtidas na avalia\u00e7\u00e3o est\u00e1tica pr\u00e9 e p\u00f3s tratamento em vista anterior, posterior e lateral. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"393\" height=\"425\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/11.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1601\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"435\" height=\"463\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/12.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1602\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/13-357x465.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1603\" width=\"351\" height=\"456\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Discuss\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Este caso cl\u00ednico\nmostrou que em paciente com dor lombar associado a retrolistese, o tratamento\nosteop\u00e1tico possibilitou redu\u00e7\u00e3o clinicamente relevante da dor (8,3 pontos) na\nescala EVA, aumento da amplitude de movimento em extens\u00e3o, qualidade de vida e\ndiminui\u00e7\u00e3o da incapacidade. <\/p>\n\n\n\n<p>A retrolistese est\u00e1\ncomumente associada a problemas discais, dor nas costas, e problemas\ndegenerativos na coluna, e o tratamento osteop\u00e1tico mostrou-se eficaz no\ntratamento de pacientes com lombalgia, como apresentado nesse caso cl\u00ednico<\/p>\n\n\n\n<p>Em estudo pr\u00e9vio, foi\navaliado os efeitos da manipula\u00e7\u00e3o na coluna de forma global e especifica, e os\nautores n\u00e3o encontram diferen\u00e7a entre os grupos, por\u00e9m ambas as interven\u00e7\u00f5es\npromoveram redu\u00e7\u00e3o da dor<sup>5<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste caso cl\u00ednico em\nespecial, observou-se que a t\u00e9cnica de reposicionamento de disco foi\nfundamental para a evolu\u00e7\u00e3o da queixa do paciente, favorecendo especialmente o\nganho de mobilidade de extens\u00e3o do tronco. Ademais, as t\u00e9cnicas neurais\napresentaram bons resultados ap\u00f3s sua execu\u00e7\u00e3o, com base no relacional\nfuncional.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o as\nabordagens com t\u00e9cnicas viscerais em pacientes com dor lombar inespec\u00edfica,\nTamer et al <sup>7 <\/sup>observaram melhora na qualidade de vida e redu\u00e7\u00e3o da\ndor, assim como em nosso estudo de caso. Esses resultados indicam que limita\u00e7\u00f5es\nfasciais viscerais devem ser levadas em considera\u00e7\u00e3o, pois podem repercutir\nsobre o segmento lombar. Al\u00e9m disso, o tratamento visceral, em especial o da\nptose global e tend\u00e3o central apresentaram bons resultados no relacional\nfuncional neste caso, o que corrobora com a rela\u00e7\u00e3o visceral e problemas na\ncoluna lombar.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos resultados\npositivos, o estudo de caso apresenta algumas limita\u00e7\u00f5es. No in\u00edcio do\ntratamento, a paciente se mostrou resistente em perceber sua melhora al\u00e9m de em\nalguns momentos, ter ignorado algumas das orienta\u00e7\u00f5es que eram imprescind\u00edveis\npara a boa evolu\u00e7\u00e3o do tratamento. Ainda, a aus\u00eancia de imagens do relacional\nfuncional do movimento de extens\u00e3o de tronco tamb\u00e9m foi um fator visualmente\nlimitante, por\u00e9m o movimento foi mensurado com o flex\u00edmetro. Por fim a aus\u00eancia\nde estudos que mostrassem t\u00e9cnicas espec\u00edficas para este tratamento manual\nlimitou uma discuss\u00e3o mais robusta sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Considera\u00e7\u00f5es\nsobre o Caso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foi poss\u00edvel\ncompreender melhor sobre a import\u00e2ncia da hierarquia dos tecidos no tratamento.\nTamb\u00e9m existe grande relev\u00e2ncia dos dados coletados nos diversos momentos\nassociados aos testes, que se somam para uma boa conduta terap\u00eautica. Por fim, as\norienta\u00e7\u00f5es ao paciente t\u00eam grande import\u00e2ncia no tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o\ndeste caso cl\u00ednico, \u00e9 poss\u00edvel concluir que o tratamento Osteop\u00e1tico teve\nimpacto positivo na melhora do paciente com lombalgia e espondiloistese, nos\nquesitos qualidade de vida, incapacidade, flexibilidade e dor.<\/p>\n\n\n\n<p>Sugere-se um estudo\ncom tamanho amostral maior para que seja poss\u00edvel uma melhor caracteriza\u00e7\u00e3o do\ntratamento desses pacientes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>1-    Schneider MJ, Brach J, Irrgang JJ, Abbott KV, Wisniewski SR, Delitto A. Mechanical vs manual manipulation for low back pain: an observational cohort study. J Manipulative Physiol Ther. 2010;33(3):193-200. <br \/>\n2-    Shenoy K, Stekas N, Donnally CJ , Zhao W, Kim YH, Lurie JD, Razi AE. Retrolisthesis and lumbar disc herniation: a postoperative assessment of outcomes at 8-year follow-up. Spine J. 2019 Jun;19(6):995-1000. doi: 10.1016\/j.spinee.2018.12.010. Epub 2018 Dec 2.<br \/>\n3-    McCarthy CJ, Potter L, Oldham JA. Comparing targeted thrust manipulation with general thrust manipulation in patients with low back pain. A general approach is as effective as a specific one. A randomised controlled trial. BMJ Open Sport Exerc Med. 2019 Oct 5;5(1):e000514. <br \/>\n4-    Michael J. Schneider, DC, PhD, et al. Mechanical vs manual manipulation for low back pain: an observational cohort study. Journal of Manipulative and Physiological Therapeutics Manipulation for Low Back Pain March\/April 2010.<br \/>\n5-    McCarthy CJ, Potter L, Oldham JA. Comparing targeted thrust manipulation with general thrust manipulation in patients with low back pain. A general approach is as effective as a specific one. A randomised controlled trial. BMJ Open Sp Ex Med 2019;5:e000514.<br \/>\n6-    Lucas Villalta Santos, PT. Et al. Active Visceral Manipulation Associated With Conventional Physiotherapy in People With Chronic Low Back Pain and Visceral Dysfunction: A Preliminary, Randomized, Controlled, Double-Blind Clinical Trial. Journal of Chiropractic Medicine Visceral Manipulation and Physiotherapy June 2019.<br \/>\n7-    Tamer S, Oz M, \u00dclger \u00d6. The effect of visceral osteopathic manual therapy applications on pain, quality of life and function in patients with chronic nonspecific low back pain. J Back Musculoskelet Rehabil. 2017;30(3):419-425. doi: 10.3233\/BMR-150424.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aluno: Rafael Rossi do Nascimento, CEI Supervisor: Anna Claudia Lan\u00e7a, CEI Contextualiza\u00e7\u00e3o A lombalgia \u00e9 a causa mais comum de incapacidade laboral em pessoas abaixo de 45 anos, e a segunda raz\u00e3o de maior frequ\u00eancia para visitas nos consult\u00f3rios de osteopatia e quiropraxia1. A espondilolistese \u00e9 definida pelo escorregamento de uma vertebra sobre a outra. 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