{"id":1655,"date":"2021-05-26T22:00:06","date_gmt":"2021-05-26T22:00:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/?p=1655"},"modified":"2022-03-11T19:49:47","modified_gmt":"2022-03-11T19:49:47","slug":"tratamento-osteopatico-em-paciente-com-dor-lombar-cronica-associada-a-espondilolistese-relato-de-caso-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/tratamento-osteopatico-em-paciente-com-dor-lombar-cronica-associada-a-espondilolistese-relato-de-caso-2\/","title":{"rendered":"Tratamento osteop\u00e1tico em paciente com dor lombar cr\u00f4nica associada a espondilolistese: Relato de Caso"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Aluno: <\/strong>Rafael Rossi do Nascimento, CEI<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supervisor: <\/strong>Anna Claudia Lan\u00e7a, CEI<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contextualiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A lombalgia \u00e9 a causa mais comum de incapacidade laboral em pessoas abaixo de 45 anos, e a segunda raz\u00e3o de maior frequ\u00eancia para visitas nos consult\u00f3rios de osteopatia e quiropraxia<sup>1<\/sup>. A espondilolistese \u00e9 definida pelo escorregamento de uma vertebra sobre a outra. Quando a v\u00e9rtebra faz esse escorregamento no sentido anterior \u00e9 definida como anterolistese, e j\u00e1 retrolistese \u00e9 definida como sendo o escorregamento no sentido posterior. Ela comumente est\u00e1 associada a problemas discais, dor nas costas, e problemas degenerativos na coluna<sup>2<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>O tratamento por meio de t\u00e9cnicas manuais tem se mostrado eficaz para essa popula\u00e7\u00e3o<sup>3,4<\/sup>. McCarthy et al<sup>5<\/sup> verificaram em seu trabalho que pacientes submetidos a tratamento osteop\u00e1tico e exerc\u00edcios f\u00edsicos apresentaram resultados favor\u00e1veis para redu\u00e7\u00e3o da dor lombar, no entanto o tratamento osteop\u00e1tico foi mais significativo. Al\u00e9m disso, t\u00e9cnicas de manipula\u00e7\u00e3o visceral tamb\u00e9m auxiliam este perfil de pacientes. Santos et al<sup>6<\/sup> verificaram em seu estudo que t\u00e9cnicas viscerais associado a fisioterapia apresentaram melhora da dor, fun\u00e7\u00e3o e mobilidade em pacientes com dor lombar cr\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, nenhum desses estudos investigaram indiv\u00edduos com dor lombar cr\u00f4nica associado a retrolistese, condi\u00e7\u00e3o que pode gerar altera\u00e7\u00f5es discais com consequentemente sintomatologia.&nbsp; Desta forma, em raz\u00e3o dos benef\u00edcios demonstrados por outros estudos<sup>5,6<\/sup> quando o tratamento osteop\u00e1tico foi implementado, torna-se de grande import\u00e2ncia um estudo que associe t\u00e9cnicas osteop\u00e1ticas para verifica\u00e7\u00e3o da efic\u00e1cia do tratamento em pacientes com lombalgia associado a retrolistese.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, o objetivo deste caso cl\u00ednico foi demonstrar o efeito do tratamento osteop\u00e1tico em paciente com lombalgia e retrolistese em par\u00e2metros de dor, mobilidade, incapacidade e qualidade de vida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Relato de caso cl\u00ednico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O presente caso cl\u00ednico foi desenvolvido durante o per\u00edodo de resid\u00eancia cl\u00ednica II, na Cl\u00ednica Escola de osteopatia do IDOT na cidade de Presidente Prudente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>-Apresenta\u00e7\u00e3o da paciente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Paciente:<\/em> 60 anos, sexo feminino, do lar<\/p>\n\n\n\n<p><em>Queixa prim\u00e1ria:<\/em> dor insuport\u00e1vel na regi\u00e3o lombar (SIC)<\/p>\n\n\n\n<p><em>Queixa secund\u00e1ria:<\/em> sensa\u00e7\u00e3o dos p\u00e9s amortecidos (SIC)<\/p>\n\n\n\n<p><em>Hist\u00f3rico m\u00e9dico:<\/em> apresenta retrolistese lombar a n\u00edvel de L5, discopatias de L4 e L5 e espondilose lombar.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Co-morbidades:<\/em> refluxo, asma, diabetes melitus, press\u00e3o alta controlada com medica\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p><em>Interven\u00e7\u00f5es passadas:<\/em> cirurgias: amigadalas (com 20 anos), 2 ces\u00e1reas (\u00faltima em 1996), ombro direito por ruptura de tend\u00e3o, videocolecistectomia (2015)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>-Avalia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li><em>Teste de exclus\u00e3o:<\/em> andar sobre os calcanhares, andar na ponta dos p\u00e9s, Las\u00e9gue (todos negativos)<\/li><li><em>Teste relacional funcional:<\/em> Extens\u00e3o de tronco sem e com lifting. Realizado <em>Slump Test<\/em> (sem sintoma)<\/li><li><em>Teste referencial:<\/em> converg\u00eancia Podal<\/li><li><em>Exames laboratoriais:<\/em> n\u00e3o apresenta<\/li><li><em>Exames de imagem:<\/em> TC coluna lombar 2018 (espondilose, retrolistese de L5 sobre S1)<\/li><\/ul>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"382\" height=\"441\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1656\"\/><figcaption><br \/><strong>Figura 1.<\/strong> TC coluna lombar<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<ul><li><em>Mensura\u00e7\u00f5es:<\/em> avalia\u00e7\u00e3o da qualidade de vida (SF36), incapacidade (Roland Morris), flexibilidade (flex\u00edmetro para o movimento de extens\u00e3o lombar) e avalia\u00e7\u00e3o da dor (escala visual anal\u00f3gica &#8211; EVA).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>-Sistemas encontrados na avalia\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sistema M\u00fasculo-esquel\u00e9tico e Neural (MEN), Visceral e Vascular (tabela 1).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tabela 1:<\/strong> Par\u00e2metros e sistemas envolvidos ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o e anamnese&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><td><strong>Sistema muscoloesquel\u00e9tico e neural<\/strong><\/td><td><strong>Sistema visceral e vascular<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Queixa principal<\/td><td>X1<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td>Anamnese<\/td><td>X2<\/td><td>X4<\/td><\/tr><tr><td>Teste Referencial<\/td><td>X3<\/td><td>X3<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Legenda: X1<\/strong>: dor insuport\u00e1vel na regi\u00e3o lombar, <strong>X2: <\/strong>dor lombar, dor mais a Direita na coluna, dor matinal, dor irradiada para MMII, dor ao movimento especialmente de extens\u00e3o; <strong>X3<\/strong>: MEN e Visceral; <strong>X4<\/strong>: refluxo, asma, diabetes melittus, hipertens\u00e3o arterial controlada com medica\u00e7\u00e3o, cirurgias: am\u00edgdalas (com 20 anos), 2 ces\u00e1reas (ultima em 1996), v\u00eddeocolecistectomia (2015).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Inspe\u00e7\u00e3o est\u00e1tica MEN<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Anterior: Poss\u00edveis disfun\u00e7\u00f5es: OAA, cabe\u00e7a umeral a D, 1\u00ba costela D, quadris<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Posterior: ind\u00edcios de sofrimento discal<\/p>\n\n\n\n<p>Lateral: poss\u00edveis disfun\u00e7\u00f5es: OAA, C2, t\u00f3rax e lombar, anterioriza\u00e7\u00e3o do tronco<\/p>\n\n\n\n<p>TMG: restri\u00e7\u00e3o e dor para extens\u00e3o do tronco<\/p>\n\n\n\n<p>Slump e las\u00e9gue: negativos<\/p>\n\n\n\n<p>Palpa\u00e7\u00e3o lombosacra: aumento de densidade na topografia dos m\u00fasculos a direita: espinhais lombares, quadrado lombar, gl\u00fateos, piriformes e psoas<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sistema visceral<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inspe\u00e7\u00e3o: Ind\u00edcios de ptose visceral global e disfun\u00e7\u00e3o do tend\u00e3o central<\/p>\n\n\n\n<p>Fechamento do hipoc\u00f4ndrio esquerdo<\/p>\n\n\n\n<p>Palpa\u00e7\u00e3o visceral: densidade na topografia da regi\u00e3o do rim direito, confirmado disfun\u00e7\u00e3o de ptose do rim D. Realizado teste de inibi\u00e7\u00e3o e kinesiologia aplicada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fotos da avalia\u00e7\u00e3o: 03\/12\/2019<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"730\" height=\"465\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/image-1-730x465.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1658\"\/><figcaption><br \/><strong>Figura 2. <\/strong>Avalia\u00e7\u00e3o est\u00e1tica em vista anterior (A), posterior (B) e lateral(C).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>-Planejamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quadro 1:<\/strong> Planejamento dos atendimentos<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong><em>1\u00ba Atendimento<\/em><\/strong><\/td><td>Avalia\u00e7\u00e3o inicial, aplica\u00e7\u00e3o dos question\u00e1rios e ferramentas de mensura\u00e7\u00e3o.<\/td><\/tr><tr><td><strong><em>2\u00ba Atendimento<\/em><\/strong><\/td><td>Estabelecer um relacional funcional Avaliar o Sistema MEN: reposicionar disco se necess\u00e1rio Iniciar tratamento pelo sistema neural. Avaliar Sistema visceral e iniciar tratamento<\/td><\/tr><tr><td><strong><em>3\u00ba Atendimento<\/em><\/strong><\/td><td>Avalia\u00e7\u00e3o e reavalia\u00e7\u00e3o do relacional funcional Reavaliar o sistema MEN neural e o padr\u00e3o de dor discal na extens\u00e3o e prosseguir tratamento Reavaliar sistema visceral e prosseguir t\u00e9cnicas conforme necess\u00e1rio<\/td><\/tr><tr><td><strong><em>4\u00ba Atendimento<\/em><\/strong><\/td><td>Avalia\u00e7\u00e3o e reavalia\u00e7\u00e3o do relacional funcional Verificar presen\u00e7a de padr\u00e3o discal Reavaliar sistema MEN, abordando o sistema articular e expandir se necess\u00e1rio Reavaliar sistema visceral e checar topografia do rim<\/td><\/tr><tr><td><strong><em>5\u00ba Atendimento<\/em><\/strong><\/td><td>Avalia\u00e7\u00e3o e reavalia\u00e7\u00e3o do relacional funcional Verificar presen\u00e7a de padr\u00e3o discal Reavaliar sistema MEN, avaliar regi\u00e3o cervical e MSD (nervos, m\u00fasculos e articula\u00e7\u00f5es) Reavaliar sistema visceral<\/td><\/tr><tr><td><strong><em>6\u00ba Atendimento<\/em><\/strong><\/td><td>Reavaliar o sistema MEN e visceral. Aplica\u00e7\u00e3o dos question\u00e1rios, ferramentas de mensura\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00f5es gerais.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>-Tratamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;<\/strong>Foram realizados 6 atendimentos na cl\u00ednica Escola de Osteopatia, com dura\u00e7\u00e3o de 60 minutos<\/p>\n\n\n\n<p><strong>-Interven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tabela 2:<\/strong> Descri\u00e7\u00e3o das interven\u00e7\u00f5es realizadas nos seis atendimentos<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong><em>1\u00ba Atendimento<\/em><\/strong><\/td><td>Avalia\u00e7\u00e3o inicial, aplica\u00e7\u00e3o dos question\u00e1rios e ferramentas de mensura\u00e7\u00e3o.<\/td><\/tr><tr><td><strong><em>2\u00ba Atendimento<\/em><\/strong><\/td><td>Estabelecido um relacional funcional: extens\u00e3o de tronco e extens\u00e3o de tronco com lifting Avaliado o Sistema MEN: reposicionado disco e iniciado tratamento pelo sistema neural atrav\u00e9s do plexo sacral (satura\u00e7\u00e3o n. gluteais superior e inferior, tibial e fibular.) e glide L4- S3 Sistema visceral: realizado avalia\u00e7\u00e3o do sistema, t\u00e9cnica para g\u00e2nglios a\u00f3rtico abdominais e ptose visceral global Colocado bandagem el\u00e1stica funcional em regi\u00e3o lombar para limitar flex\u00e3o e orienta\u00e7\u00f5es<\/td><\/tr><tr><td><strong><em>3\u00ba Atendimento<\/em><\/strong><\/td><td>Avaliado relacional funcional Reposi\u00e7\u00e3o de disco novamente Sistema MEN: Reavaliado o sistema MEN e o padr\u00e3o de dor discal na extens\u00e3o; Neutro de lombar, sacro. Mobiliza\u00e7\u00e3o glide plexo sacral, evoluindo alavancas media e distal. Avaliado psoas, quadrado lombar, piriforme, gl\u00fateos, espinhais a direita ( regi\u00e3o na qual havia aumento da densidade) e realizado tratamento com libera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea, inibi\u00e7\u00e3o, ativa\u00e7\u00e3o muscular e stretching. Reavaliado relacional funcional com melhora do movimento Sistema Visceral: abordado tend\u00e3o central, perit\u00f4nio, f\u00e1scia renal, ptose renal Reavaliado relacional funcional com melhora da amplitude e da dor<\/td><\/tr><tr><td><strong><em>4\u00ba Atendimento<\/em><\/strong><\/td><td>Realizado relacional funcional. Paciente refere estar sem dor a extens\u00e3o de tronco, apenas queixa \u00e1lgica discreta na regi\u00e3o de gl\u00fateo superior direito (SIC). Neutro de lombar e sacro. Mobiliza\u00e7\u00e3o glide plexo sacral, evoluindo alavancas media e distal. Libera\u00e7\u00e3o muscular dos gl\u00fateos e piriforme, ambos a direita. Sistema visceral: t\u00e9cnicas de kuchera e ptose renal direita Reavalia\u00e7\u00e3o da mobilidade com fleximetro, registro do posicionamento est\u00e1tico e aplicado o question\u00e1rio de Roland Morris<\/td><\/tr><tr><td><strong><em>5\u00ba Atendimento<\/em><\/strong><\/td><td>Paciente segue bem melhor. Realizado relacional funcional, e segue sem dor a extens\u00e3o de tronco, apenas queixa \u00e1lgica discreta na regi\u00e3o de gl\u00fateo superior direito e piriforme. Realizado Neutro de lombar, sacro. Mobiliza\u00e7\u00e3o glide plexo sacral, evoluindo alavancas m\u00e9dia e distal. Libera\u00e7\u00e3o muscular dos gl\u00fateos e piriforme, ambos \u00e0 direita. Sistema visceral: t\u00e9cnicas de kuchera e ptose renal direita Reavaliado a qualidade de vida por meio do question\u00e1rio SF 36.<\/td><\/tr><tr><td><strong><em>6\u00ba Atendimento<\/em><\/strong><\/td><td>Reavalia\u00e7\u00e3o dos sistemas e alta com orienta\u00e7\u00f5es domiciliares.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Resultados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A seguir s\u00e3o apresentados os resultados relacionados aos desfechos avaliados. Em rela\u00e7\u00e3o a qualidade de vida (gr\u00e1fico 1), podemos observar que dos 10 dom\u00ednios avaliados, 6 representaram aumento significativo (capacidade funcional, dor, vitalidade, aspectos sociais, emocionais e mentais) para a qualidade de vida da paciente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"606\" height=\"212\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1659\" srcset=\"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/image-2.png 606w, https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/image-2-600x210.png 600w\" sizes=\"(max-width: 606px) 100vw, 606px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Gr\u00e1fico 1:<\/strong> Dom\u00ednios relacionados a qualidade de vida obtidos por meio do question\u00e1rio SF-36 pr\u00e9 e p\u00f3s-interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Observamos ainda que o n\u00edvel de incapacidade ap\u00f3s o tratamento diminuiu em 3 pontos (11 pontos) em uma escala de 24, onde quanto maior a pontua\u00e7\u00e3o maior a incapacidade do individuo. <strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"370\" height=\"212\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/image-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1660\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Gr\u00e1fico<\/strong> <strong>2:<\/strong> N\u00edvel de incapacidade obtido por meio do question\u00e1rio Roland Morris pr\u00e9 e p\u00f3s-interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A amplitude do movimento de extens\u00e3o do tronco aumentou 18 graus ap\u00f3s o tratamento e para a intensidade da dor houve redu\u00e7\u00e3o clinicamente relevante de 8,3 pontos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"300\" height=\"193\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/image-4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1661\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Gr\u00e1fico 3:<\/strong> Amplitude (graus) de extens\u00e3o do tronco (Relacional funcional) obtida pr\u00e9 e p\u00f3s-interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"623\" height=\"273\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/image-5.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1662\" srcset=\"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/image-5.png 623w, https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/image-5-600x263.png 600w\" sizes=\"(max-width: 623px) 100vw, 623px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Gr\u00e1fico 4:<\/strong> Escala visual anal\u00f3gica de dor nos momentos inicial e final de cada atendimento<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;<\/strong>Abaixo, seguem as imagens obtidas na avalia\u00e7\u00e3o est\u00e1tica pr\u00e9 e p\u00f3s tratamento em vista anterior, posterior e lateral.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"345\" height=\"318\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/image-6.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1663\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Figura 3. <\/strong>Avalia\u00e7\u00e3o est\u00e1tica em vista anterior pr\u00e9 (esquerda) e p\u00f3s tratamento (direita)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"375\" height=\"351\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/image-7.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1664\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Figura 4. <\/strong>Avalia\u00e7\u00e3o est\u00e1tica em vista posterior pr\u00e9 (esquerda) e p\u00f3s tratamento (direita)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"302\" height=\"360\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/image-8.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1665\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Figura 5. <\/strong>Avalia\u00e7\u00e3o est\u00e1tica em vista lateral pr\u00e9 (esquerda) e p\u00f3s tratamento (direita)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discuss\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Este caso cl\u00ednico mostrou que em paciente com dor lombar associado a retrolistese, o tratamento osteop\u00e1tico possibilitou redu\u00e7\u00e3o clinicamente relevante da dor (8,3 pontos) na escala EVA, aumento da amplitude de movimento em extens\u00e3o, qualidade de vida e diminui\u00e7\u00e3o da incapacidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A retrolistese est\u00e1 comumente associada a problemas discais, dor nas costas, e problemas degenerativos na coluna, e o tratamento osteop\u00e1tico mostrou-se eficaz no tratamento de pacientes com lombalgia, como apresentado nesse caso cl\u00ednico<\/p>\n\n\n\n<p>Em estudo pr\u00e9vio, foi avaliado os efeitos da manipula\u00e7\u00e3o na coluna de forma global e especifica, e os autores n\u00e3o encontram diferen\u00e7a entre os grupos, por\u00e9m ambas as interven\u00e7\u00f5es promoveram redu\u00e7\u00e3o da dor<sup>5<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste caso cl\u00ednico em especial, observou-se que a t\u00e9cnica de reposicionamento de disco foi fundamental para a evolu\u00e7\u00e3o da queixa do paciente, favorecendo especialmente o ganho de mobilidade de extens\u00e3o do tronco. Ademais, as t\u00e9cnicas neurais apresentaram bons resultados ap\u00f3s sua execu\u00e7\u00e3o, com base no relacional funcional.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o as abordagens com t\u00e9cnicas viscerais em pacientes com dor lombar inespec\u00edfica, Tamer et al <sup>7 <\/sup>observaram melhora na qualidade de vida e redu\u00e7\u00e3o da dor, assim como em nosso estudo de caso. Esses resultados indicam que limita\u00e7\u00f5es fasciais viscerais devem ser levadas em considera\u00e7\u00e3o, pois podem repercutir sobre o segmento lombar. Al\u00e9m disso, o tratamento visceral, em especial o da ptose global e tend\u00e3o central apresentaram bons resultados no relacional funcional neste caso, o que corrobora com a rela\u00e7\u00e3o visceral e problemas na coluna lombar.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos resultados positivos, o estudo de caso apresenta algumas limita\u00e7\u00f5es. No in\u00edcio do tratamento, a paciente se mostrou resistente em perceber sua melhora al\u00e9m de em alguns momentos, ter ignorado algumas das orienta\u00e7\u00f5es que eram imprescind\u00edveis para a boa evolu\u00e7\u00e3o do tratamento. Ainda, a aus\u00eancia de imagens do relacional funcional do movimento de extens\u00e3o de tronco tamb\u00e9m foi um fator visualmente limitante, por\u00e9m o movimento foi mensurado com o flex\u00edmetro. Por fim a aus\u00eancia de estudos que mostrassem t\u00e9cnicas espec\u00edficas para este tratamento manual limitou uma discuss\u00e3o mais robusta sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Considera\u00e7\u00f5es sobre o Caso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foi poss\u00edvel compreender melhor sobre a import\u00e2ncia da hierarquia dos tecidos no tratamento. Tamb\u00e9m existe grande relev\u00e2ncia dos dados coletados nos diversos momentos associados aos testes, que se somam para uma boa conduta terap\u00eautica. Por fim, as orienta\u00e7\u00f5es ao paciente t\u00eam grande import\u00e2ncia no tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o deste caso cl\u00ednico, \u00e9 poss\u00edvel concluir que o tratamento Osteop\u00e1tico teve impacto positivo na melhora do paciente com lombalgia e espondiloistese, nos quesitos qualidade de vida, incapacidade, flexibilidade e dor.<\/p>\n\n\n\n<p>Sugere-se um estudo com tamanho amostral maior para que seja poss\u00edvel uma melhor caracteriza\u00e7\u00e3o do tratamento desses pacientes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h6>1-&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Schneider MJ, Brach J, Irrgang JJ, Abbott KV, Wisniewski SR, Delitto A. Mechanical vs manual manipulation for low back pain: an observational cohort study. J Manipulative Physiol Ther. 2010;33(3):193-200.<\/h6>\n\n\n\n<h6>2-&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Shenoy K,&nbsp;Stekas N,&nbsp;Donnally CJ ,&nbsp;Zhao W,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/?term=Kim%20YH%5BAuthor%5D&amp;cauthor=true&amp;cauthor_uid=30594668\">Kim YH<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/?term=Lurie%20JD%5BAuthor%5D&amp;cauthor=true&amp;cauthor_uid=30594668\">Lurie JD<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/?term=Razi%20AE%5BAuthor%5D&amp;cauthor=true&amp;cauthor_uid=30594668\">Razi AE<\/a>. Retrolisthesis&nbsp;and lumbar disc herniation: a postoperative assessment of outcomes at 8-year follow-up. Spine J.&nbsp;2019 Jun;19(6):995-1000. doi: 10.1016\/j.spinee.2018.12.010. Epub 2018 Dec 2.<\/h6>\n\n\n\n<h6>3-&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; McCarthy CJ,&nbsp;Potter L,&nbsp;Oldham JA. Comparing targeted thrust&nbsp;manipulation&nbsp;with general thrust&nbsp;manipulation&nbsp;in patients with&nbsp;low back pain. A general approach is as effective as a specific one. A randomised controlled trial. BMJ Open Sport Exerc Med.&nbsp;2019 Oct 5;5(1):e000514.<\/h6>\n\n\n\n<ul><li>Michael J. Schneider, DC, PhD, et al. Mechanical vs manual manipulation for low back pain: an observational cohort study. Journal of Manipulative and Physiological Therapeutics Manipulation for Low Back Pain March\/April 2010.<\/li><li>McCarthy CJ, Potter L, Oldham JA. Comparing targeted thrust manipulation with general thrust manipulation in patients with low back pain. A general approach is as effective as a specific one. A randomised controlled trial. BMJ Open Sp Ex Med 2019;5:e000514.<\/li><li>Lucas Villalta Santos, PT. Et al. Active Visceral Manipulation Associated With Conventional Physiotherapy in People With Chronic Low Back Pain and Visceral Dysfunction: A Preliminary, Randomized, Controlled, Double-Blind Clinical Trial. Journal of Chiropractic Medicine Visceral Manipulation and Physiotherapy June 2019.<\/li><li>Tamer S,&nbsp;Oz M,&nbsp;\u00dclger \u00d6. The effect of&nbsp;visceral&nbsp;osteopathic&nbsp;manual&nbsp;therapy&nbsp;applications on&nbsp;pain, quality of life and function in patients with chronic nonspecific&nbsp;low back pain. J&nbsp;Back&nbsp;Musculoskelet Rehabil.&nbsp;2017;30(3):419-425. doi: 10.3233\/BMR-150424.<\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aluno: Rafael Rossi do Nascimento, CEI Supervisor: Anna Claudia Lan\u00e7a, CEI Contextualiza\u00e7\u00e3o A lombalgia \u00e9 a causa mais comum de incapacidade laboral em pessoas abaixo de 45 anos, e a segunda raz\u00e3o de maior frequ\u00eancia para visitas nos consult\u00f3rios de osteopatia e quiropraxia1. 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