{"id":1676,"date":"2021-11-10T17:49:23","date_gmt":"2021-11-10T17:49:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/?p=1676"},"modified":"2022-03-11T19:39:23","modified_gmt":"2022-03-11T19:39:23","slug":"nervo-acessorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/nervo-acessorio\/","title":{"rendered":"NERVO ACESS\u00d3RIO"},"content":{"rendered":"\n<p>Escrito por M\u00c1RCIO MASSAHIKO OGIDO, CEI<\/p>\n\n\n\n<p>O nervo acess\u00f3rio \u00e9 um dos nervos que fazem parte dos 12 pares cranianos, embora seja<br \/>motor para o m\u00fasculo esternocleidomast\u00f3ideo e trap\u00e9zio superior (fun\u00e7\u00e3o relativamente<br \/>simples quando comparado com outros pares), a abordagem sobre sua estrutura envolve<br \/>v\u00e1rios pontos anat\u00f4micos.<br \/>\u00c9 poss\u00edvel ter um acesso direto em suas emerg\u00eancias sobre o ECOM e o trap\u00e9zio superior<br \/>(figura 1), logo manobras neurais podem ser realizadas sobre esse local (figura 1)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"759\" height=\"304\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1677\" srcset=\"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image.png 759w, https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-600x240.png 600w\" sizes=\"(max-width: 759px) 100vw, 759px\" \/><figcaption>Figura 1: ramas perfurantes sobre o ECOM e trap\u00e9zio superior (respectivamente).<br \/><br \/><br \/><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O nervo deixa o cr\u00e2nio pelo forame jugular (junto com os nn. glossofar\u00edngeo, vago e veia jugular), este orif\u00edcio \u00e9 formado por uma<br \/>abertura entre os ossos temporal e occipital, logo manobras que favore\u00e7am a abertura dessa passagem, ou altera\u00e7\u00f5es de mobilidade, ou posicionamento envolvendo essas duas estruturas \u00f3sseas podem comprimir ou dificultar o deslizamento do nervo nesse local<br \/>(figura 3).<br \/>Disfun\u00e7\u00f5es em C1 a C4 podem interferir tamb\u00e9m nesse sistema pelo segmento facilitado, pois ao sair do cr\u00e2nio, os ramos saindo das al\u00e7as cervicais provenientes de C2 a C4 anastomosam com o 11o par (figura 2).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"245\" height=\"260\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1681\"\/><figcaption>Figura 2: anastomoses provenientes da cervical.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Dentro do canal vertebral, origina-se dos 6 segmentos medulares superiores da medula, e ascendem, entrando no cr\u00e2nio pelo forame magno, favorecer a sua abertura, maleabilidade e liberar estruturas envolvidas no local, podem facilitar a liberdade de movimentos dos tecidos que passa por ela (figura 3).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"248\" height=\"204\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-5.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1682\"\/><figcaption>Figura 3: 1- Nervo acess\u00f3rio, 2 forame magno e 3 fora-<br \/>me jugular.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>De maneira geral, um trabalho sobre a dura-m\u00e1ter favorece direta ou indiretamente os nervos cranianos, no caso do acess\u00f3rio, perfura essa capa fibrosa quando sai pelo forame jugular, mas considerando a continuidade desse tecido, uma restri\u00e7\u00e3o em qualquer ponto de fixa\u00e7\u00e3o da dura, seja intracraniano ou espinhal, pode repercutir sobre todo o sistema, inclusive na base do cr\u00e2nio de onde sai esse par (figura 4).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"246\" height=\"234\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/image-6.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1683\"\/><figcaption>Figura 4: 1- nervo acess\u00f3rio e 2 &#8211; dura-m\u00e1ter.<br \/><br \/><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>De forma indireta, uma libera\u00e7\u00e3o miofascial das estruturas que ele inerva pode melhorar a sua interface com as fibras musculares gerando maior liberdade. Ainda, manobras arteriais ou sobre os nervos das t\u00fanicas m\u00e9dias (m\u00fasculo liso) dos vasos podem aumentar o seu aporte nutricional.<br \/>Est\u00e3o citadas aqui apenas algumas possibilidades de acesso anat\u00f4mico sobre esse nervo, \u00e9 importante salientar que a complexidade do corpo vai muito al\u00e9m de uma simples vis\u00e3o anat\u00f4mica, o fator causal da disfun\u00e7\u00e3o pode estar oculto e \u00e0 dist\u00e2ncia do local sintom\u00e1tico, \u00e9 extremamente importante buscar entender as correla\u00e7\u00f5es anatomofisiol\u00f3gicas e biomec\u00e2nicas, mas quem guia o tratamento \u00e9 o pr\u00f3prio corpo do paciente e n\u00e3o o que o terapeuta \u201cacha que pode ser\u201d previamente.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrito por M\u00c1RCIO MASSAHIKO OGIDO, CEI O nervo acess\u00f3rio \u00e9 um dos nervos que fazem parte dos 12 pares cranianos, embora sejamotor para o m\u00fasculo esternocleidomast\u00f3ideo e trap\u00e9zio superior (fun\u00e7\u00e3o relativamentesimples quando comparado com outros pares), a abordagem sobre sua estrutura envolvev\u00e1rios pontos anat\u00f4micos.\u00c9 poss\u00edvel ter um acesso direto em suas emerg\u00eancias sobre o ECOM [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2102,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","inline_featured_image":false,"_mi_skip_tracking":false},"categories":[378],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1676"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1676"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1676\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1684,"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1676\/revisions\/1684"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2102"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1676"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1676"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1676"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}