{"id":2210,"date":"2022-07-20T13:44:11","date_gmt":"2022-07-20T13:44:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/?p=2210"},"modified":"2022-07-20T14:07:48","modified_gmt":"2022-07-20T14:07:48","slug":"peitoral-maior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/peitoral-maior\/","title":{"rendered":"Peitoral Maior"},"content":{"rendered":"\n<p>M\u00e1rcio Ogido, CEI. <br \/><\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo especial do M\u00e1rcio Massahiko Ogido, CEI e docente IDOT, n\u00f3s vamos conhecer um pouco mais sobre o M\u00fasculo Peitoral Maior, que tem um formato de leque e est\u00e1 localizado \u00e2ntero-superior ao t\u00f3rax, cobrindo uma \u00e1rea grande desse local. Como ele \u00e9 uma estrutura superficial, frequentemente a sua palpa\u00e7\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e muitas vezes as suas fibras s\u00e3o vis\u00edveis em praticantes de atividades f\u00edsicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Possui anatomicamente e funcionalmente 2 feixes, o feixe clavicular e esternal. Cada parte possui uma inser\u00e7\u00e3o proximal diferente que convergem para um ponto distal \u00f3sseo em comum, a crista do tub\u00e9rculo maior do \u00famero. O feixe clavicular (mais superior) tem origem na superf\u00edcie \u00e2ntero-medial da clav\u00edcula e segue um trajeto lateral e inferior at\u00e9 a sua fixa\u00e7\u00e3o \u00f3ssea, j\u00e1 o esternal (mais inferior) fixa proximalmente na superf\u00edcie anterior do esterno e nas primeiras 6 cartilagens costais, seguindo um trajeto s\u00fapero-lateral at\u00e9 o seu final. As duas fibras se cruzam pr\u00f3ximo \u00e0 regi\u00e3o axilar anterior quando o ombro est\u00e1 em posi\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica e se \u2018\u2019descruzam\u201d quando se posiciona a articula\u00e7\u00e3o em 180\u00ba de flex\u00e3o. Possui anatomicamente e funcionalmente 2 feixes, o feixe clavicular e esternal. Cada parte possui uma inser\u00e7\u00e3o proximal diferente que convergem para um ponto distal \u00f3sseo em comum, a crista do tub\u00e9rculo maior do \u00famero. O feixe clavicular (mais superior) tem origem na superf\u00edcie \u00e2ntero-medial da clav\u00edcula e segue um trajeto lateral e inferior at\u00e9 a sua fixa\u00e7\u00e3o \u00f3ssea, j\u00e1 o esternal (mais inferior) fixa proximalmente na superf\u00edcie anterior do esterno e nas primeiras 6 cartilagens costais, seguindo um trajeto s\u00fapero&#8211;lateral at\u00e9 o seu final. As duas fibras se cruzam pr\u00f3ximo \u00e0 regi\u00e3o axilar anterior quando o ombro est\u00e1 em posi\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica e se \u2018\u2019descruzam\u201d quando se posiciona a articula\u00e7\u00e3o em 180\u00ba de flex\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o para baixo, o ramo superior atua como flexor de ombro j\u00e1 o inferior como um extensor, a a\u00e7\u00e3o conjunta dos dois geram uma rota\u00e7\u00e3o interna em posi\u00e7\u00e3o neutra e adu\u00e7\u00e3o horizontal, quando em flex\u00e3o de 90\u00ba do ombro. Um aumento no t\u00f4nus, encurtamento ou uma retra\u00e7\u00e3o fascial do m\u00fasculo podem gerar compensa\u00e7\u00f5es artrocinem\u00e1ticas que podem repercutir nos amplos movimentos osteocinem\u00e1ticos. Por exemplo, o feixe superior pode tracionar a clav\u00edcula \u00e2ntero-inferiormente limitando os movimentos de rota\u00e7\u00e3o externa e abdu\u00e7\u00e3o do ombro, j\u00e1 o feixe inferior pode arrastar as costelas em anterioridade limitando os movimentos de flex\u00e3o de tronco e expira\u00e7\u00e3o. As duas fibras atuando em conjunto ou isoladamente deslocam a cabe\u00e7a do \u00famero anteriormente na cavidade glen\u00f3ide, favorecendo o impacto dos tecidos moles da<\/p>\n\n\n\n<p>articula\u00e7\u00e3o subacromial. As causas das disfun\u00e7\u00f5es desse m\u00fasculo podem ser decorrentes da sua inerva\u00e7\u00e3o (nervo peitoral medial e lateral), dos segmentos de onde originam esses nervos (C5-T1), ou das v\u00edsceras que correspondem a esses met\u00e2meros, tens\u00f5es na dura-m\u00e1ter sobre esse met\u00e2mero, art\u00e9rias toracoacromial, tor\u00e1cica interna, tor\u00e1cica lateral e superior. Al\u00e9m disso, traumas sobre o local, contra\u00e7\u00f5es vigorosas ou ativa\u00e7\u00f5es das cadeias musculares em que esse m\u00fasculo esteja envolvido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e1rcio Ogido, CEI. Neste artigo especial do M\u00e1rcio Massahiko Ogido, CEI e docente IDOT, n\u00f3s vamos conhecer um pouco mais sobre o M\u00fasculo Peitoral Maior, que tem um formato de leque e est\u00e1 localizado \u00e2ntero-superior ao t\u00f3rax, cobrindo uma \u00e1rea grande desse local. 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Como ele \u00e9 uma estrutura superficial, frequentemente a sua palpa\u00e7\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e muitas vezes as suas fibras s\u00e3o vis\u00edveis em praticantes de atividades f\u00edsicas.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Possui anatomicamente e funcionalmente 2 feixes, o feixe clavicular e esternal. Cada parte possui uma inser\u00e7\u00e3o proximal diferente que convergem para um ponto distal \u00f3sseo em comum, a crista do tub\u00e9rculo maior do \u00famero. O feixe clavicular (mais superior) tem origem na superf\u00edcie \u00e2ntero-medial da clav\u00edcula e segue um trajeto lateral e inferior at\u00e9 a sua fixa\u00e7\u00e3o \u00f3ssea, j\u00e1 o esternal (mais inferior) fixa proximalmente na superf\u00edcie anterior do esterno e nas primeiras 6 cartilagens costais, seguindo um trajeto s\u00fapero-lateral at\u00e9 o seu final. As duas fibras se cruzam pr\u00f3ximo \u00e0 regi\u00e3o axilar anterior quando o ombro est\u00e1 em posi\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica e se \u2018\u2019descruzam\u201d quando se posiciona a articula\u00e7\u00e3o em 180\u00ba de flex\u00e3o. Possui anatomicamente e funcionalmente 2 feixes, o feixe clavicular e esternal. Cada parte possui uma inser\u00e7\u00e3o proximal diferente que convergem para um ponto distal \u00f3sseo em comum, a crista do tub\u00e9rculo maior do \u00famero. O feixe clavicular (mais superior) tem origem na superf\u00edcie \u00e2ntero-medial da clav\u00edcula e segue um trajeto lateral e inferior at\u00e9 a sua fixa\u00e7\u00e3o \u00f3ssea, j\u00e1 o esternal (mais inferior) fixa proximalmente na superf\u00edcie anterior do esterno e nas primeiras 6 cartilagens costais, seguindo um trajeto s\u00fapero--lateral at\u00e9 o seu final. As duas fibras se cruzam pr\u00f3ximo \u00e0 regi\u00e3o axilar anterior quando o ombro est\u00e1 em posi\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica e se \u2018\u2019descruzam\u201d quando se posiciona a articula\u00e7\u00e3o em 180\u00ba de flex\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Devido \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o para baixo, o ramo superior atua como flexor de ombro j\u00e1 o inferior como um extensor, a a\u00e7\u00e3o conjunta dos dois geram uma rota\u00e7\u00e3o interna em posi\u00e7\u00e3o neutra e adu\u00e7\u00e3o horizontal, quando em flex\u00e3o de 90\u00ba do ombro. Um aumento no t\u00f4nus, encurtamento ou uma retra\u00e7\u00e3o fascial do m\u00fasculo podem gerar compensa\u00e7\u00f5es artrocinem\u00e1ticas que podem repercutir nos amplos movimentos osteocinem\u00e1ticos. Por exemplo, o feixe superior pode tracionar a clav\u00edcula \u00e2ntero-inferiormente limitando os movimentos de rota\u00e7\u00e3o externa e abdu\u00e7\u00e3o do ombro, j\u00e1 o feixe inferior pode arrastar as costelas em anterioridade limitando os movimentos de flex\u00e3o de tronco e expira\u00e7\u00e3o. As duas fibras atuando em conjunto ou isoladamente deslocam a cabe\u00e7a do \u00famero anteriormente na cavidade glen\u00f3ide, favorecendo o impacto dos tecidos moles da<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>articula\u00e7\u00e3o subacromial. As causas das disfun\u00e7\u00f5es desse m\u00fasculo podem ser decorrentes da sua inerva\u00e7\u00e3o (nervo peitoral medial e lateral), dos segmentos de onde originam esses nervos (C5-T1), ou das v\u00edsceras que correspondem a esses met\u00e2meros, tens\u00f5es na dura-m\u00e1ter sobre esse met\u00e2mero, art\u00e9rias toracoacromial, tor\u00e1cica interna, tor\u00e1cica lateral e superior. 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