{"id":291,"date":"2012-11-29T17:56:40","date_gmt":"2012-11-29T17:56:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/?p=291"},"modified":"2022-03-04T15:21:11","modified_gmt":"2022-03-04T15:21:11","slug":"tratamento-para-inibicao-reflexa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/tratamento-para-inibicao-reflexa\/","title":{"rendered":"Tratamento para inibi\u00e7\u00e3o reflexa &#8211; Prof\u00b0 Danilo Ninello"},"content":{"rendered":"<p>Antes de treinar <strong>resist\u00eancia, for\u00e7a e pot\u00eancia<\/strong>, devemos ativar as <strong>placas motoras<\/strong> presentes no <strong>m\u00fasculo esquel\u00e9tico<\/strong>. Dentro desse tratamento utilizamos s\u00e9ries com muitas repeti\u00e7\u00f5es e pouca resist\u00eancia (peso). \u00a0A justificativa para esse tratamento \u00e9 a necessidade de <strong>ativar as placas motoras<\/strong> que ficam inibidas ap\u00f3s a les\u00e3o. \u00c9 como se o m\u00fasculo esquecesse como contrair. Dai a justificativa de realizar um trabalho <strong>neuro coordenativo<\/strong>.<\/p>\n<p>Quando levamos um m\u00fasculo a fadiga &#8211; com baixa intensidade e alto volume(pouco peso e muitas repeti\u00e7\u00f5es), ativamos um grande n\u00famero de placas motoras do segmento muscular pois \u00e9 a maneira que o m\u00fasculo reage a repetidas contra\u00e7\u00f5es por um per\u00edodo longo de tempo.<\/p>\n<p>Buscamos ent\u00e3o, antes de treinarmos um m\u00fasculo, ativar todas as jun\u00e7\u00f5es <strong>neuromusculares<\/strong> com um gesto completo, coordenado, com pouco peso e muitas repeti\u00e7\u00f5es. As repeti\u00e7\u00f5es podem variar de 60 a 300. Isso acontece por causa do tempo de exerc\u00edcio. Entre 60 e 300 n\u00f3s pensamos em cerca de 45 segundos a 3 minutos de contra\u00e7\u00e3o, que \u00e9 um trabalho com uso de oxig\u00eanio e portanto leva a fadiga. Vale lembrar que como a carga \u00e9 baixa, \u00e9 interessante extrapolar o tempo de 20s, uma vez que n\u00e3o estamos em um trabalho de intensidade alta.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-292\" title=\"Osteopathische Behandlung\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/Fotolia_40642215_L.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"319\" srcset=\"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/Fotolia_40642215_L.jpg 800w, https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/Fotolia_40642215_L-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/p>\n<p>Nada impede que voc\u00ea fa\u00e7a s\u00e9ries de repeti\u00e7\u00f5es: ex: 3x 100\u00a0 ou 2x 150\u00a0 ou 4x 50. Tudo depende da adapta\u00e7\u00e3o do paciente a sobrecarga imposta. O peso utilizado geralmente \u00e9 muito baixo: 0,5, 1,2 kg, dependendo do segmento escolhido e \u00e9 aumentado de acordo com respostas adaptativas do paciente. Deve-se pedir para o paciente fazer contra\u00e7\u00f5es fortes, pois assim a qualidade neuro coordenativa do treinamento \u00e9 maior.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, percebemos que a carga, evolu\u00e7\u00e3o da carga ou de repeti\u00e7\u00f5es varia muito de acordo com o <em>felling <\/em>do <a title=\"Osteopatia - Terapia Manual\" href=\"http:\/\/www.idot.com.br\/osteopatia.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>terapeuta<\/strong><\/a>. Utilizamos sempre o princ\u00edpio de trabalho sem dor. Ex: Se o paciente sente dor com 50 repeti\u00e7\u00f5es com 1 kilo deve-se parar e repetir a s\u00e9rie sem carga. Se ele conseguiu 150 repeti\u00e7\u00f5es e come\u00e7ou a doer, pe\u00e7o para ele repetir em casa 1x ao dia at\u00e9 150 e caso ele consiga fazer mais sem dor ele pode continuar incrementando as repeti\u00e7\u00f5es at\u00e9 200. Nas pr\u00f3ximas sess\u00f5es evoluo para 300. Ao sentir que ele est\u00e1 bem come\u00e7o a incrementar carga. Ap\u00f3s isso entro com a resist\u00eancia ou encaminho para trabalhos em academia.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea usar um peso grande e poucas repeti\u00e7\u00f5es a tend\u00eancia \u00e9 ativar somente as <strong>placas motoras<\/strong> superficiais e portanto temos um <strong>m\u00fasculo<\/strong> <strong>ou grupo muscular<\/strong> mal preparado ou preparado em parte.<\/p>\n<p>Podemos trabalhar 4, 5, 7\u00a0dias de inibi\u00e7\u00e3o reflexa. Sendo assim n\u00e3o h\u00e1 um n\u00famero fixo de sess\u00f5es. Tudo depende da individualidade biol\u00f3gica de cada paciente. Alguns fatores devem ser considerados: <strong>tempo de les\u00e3o<\/strong>, <strong>condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica<\/strong>, <strong>forma de encarar o problema<\/strong>, <strong>aceita\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio<\/strong>, <strong>assiduidade dos treinos<\/strong>, entre outros.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica devemos sempre procurar o limite da dor do paciente e evoluir sempre pois o corpo reage de forma incr\u00edvel a est\u00edmulos corretos. Devemos por fim as s\u00e9ries de 3x de 10 repeti\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Devemos sempre estar atentos para diferenciar poss\u00edveis dores musculares tardias de quadros \u00e1lgicos relacionados a outros tecidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Prof\u00b0 Danilo Ninello<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes de treinar resist\u00eancia, for\u00e7a e pot\u00eancia, devemos ativar as placas motoras presentes no m\u00fasculo esquel\u00e9tico. 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