{"id":342,"date":"2012-12-12T13:10:00","date_gmt":"2012-12-12T13:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/?p=342"},"modified":"2022-03-04T15:20:44","modified_gmt":"2022-03-04T15:20:44","slug":"a-manipulacao-visceral-mobilidade-e-motilidade-visceral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/a-manipulacao-visceral-mobilidade-e-motilidade-visceral\/","title":{"rendered":"A Manipula\u00e7\u00e3o Visceral: Mobilidade e Motilidade Visceral"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-353\" title=\"\" src=\"http:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/Fotolia_41932004_S.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/Fotolia_41932004_S.jpg 450w, https:\/\/www.idot.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/Fotolia_41932004_S-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Marcial Zanelli de Souza*<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>*Doutor em Ci\u00eancias da Motricidade Humana, docente da Universidade Metodista de Piracicaba e do IDOT. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos princ\u00edpios preconizados por Andrew Taylor Still, o criador da <a title=\"O que \u00e9 Osteopatia?\" href=\"http:\/\/www.idot.com.br\/osteopatia.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Osteopatia<\/strong><\/a>, que melhor representa sua base filos\u00f3fica talvez seja a lei da \u201cUnidade do Corpo\u201d. Segundo esse princ\u00edpio, o corpo humano comp\u00f5e-se de elementos e sistemas interligados e interdependentes, tanto do ponto de vista f\u00edsico quanto do ponto de vista mental e emocional. Sendo assim, qualquer altera\u00e7\u00e3o na composi\u00e7\u00e3o ou funcionamento de uma parte ou sistema corporal poder\u00e1, potencialmente, ser transmitida e gerar influ\u00eancias em outros sistemas org\u00e2nicos pr\u00f3ximos ou at\u00e9 mesmo \u00e0 dist\u00e2ncia do foco prim\u00e1rio do desequil\u00edbrio. Para todos os conhecedores da <strong>filosofia osteop\u00e1tica<\/strong>, esse entendimento foi sintetizado no conceito das cadeias lesionais e constitui-se, frequentemente, na linha de racioc\u00ednio terap\u00eautico estabelecida por seus seguidores. Se olharmos para a continuidade estrutural do <strong>sistema nervoso<\/strong>, do <strong>sistema circulat\u00f3rio<\/strong> e sobretudo do <strong>sistema conjuntivo fascial<\/strong>, n\u00e3o fica dif\u00edcil acreditar que tais influ\u00eancias s\u00e3o realmente poss\u00edveis, principalmente para aqueles que praticam esses conceitos em suas <strong>pr\u00e1ticas terap\u00eauticas<\/strong> di\u00e1rias e se encantam com os resultados alcan\u00e7ados a partir desse racioc\u00ednio cl\u00ednico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um fato ligado a este conceito despertou no Dr. Jean-Pierre Barral, um <strong>osteopata<\/strong> franc\u00eas, a import\u00e2ncia do <a title=\"O que \u00e9 Osteopatia Visceral?\" href=\"http:\/\/www.idot.com.br\/osteopatia\/osteopatia-visceral.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>sistema visceral<\/strong><\/a> nas repercuss\u00f5es sintom\u00e1ticas manifestadas localmente ou distantes. Durante o per\u00edodo de tratamento de um de seus pacientes que sofria de <strong>dores nas costas<\/strong>\u00a0e que n\u00e3o vinha evoluindo bem, apesar de suas manipula\u00e7\u00f5es, uma melhora consider\u00e1vel em seus sintomas \u00e1lgicos fora alcan\u00e7ado ap\u00f3s um curandeiro dos Alpes ter \u201cempurrado\u201d algo no abdome deste paciente. Tal hist\u00f3ria deixara o Dr. Barral bastante intrigado. Trabalhando em um Hospital especializado no <strong>tratamento de doen\u00e7as pulmonares<\/strong> junto ao Dr. Arnauld, uma autoridade neste tipo de doen\u00e7as e mestre em disseca\u00e7\u00f5es, o Dr. Barral pode acompanhar disseca\u00e7\u00f5es de antigos pacientes seus e correlacionar seu hist\u00f3rico cl\u00ednico com os achados internos. Notou que as v\u00edsceras de determinados pacientes apresentavam espessamentos conjuntivos que geravam tens\u00f5es mec\u00e2nicas nelas pr\u00f3prias e em regi\u00f5es distantes as quais mantinham rela\u00e7\u00f5es an\u00e1tomo funcionais. A partir destas constata\u00e7\u00f5es, o Dr. Barral iniciou estudos cl\u00ednicos e dissecativos cada vez mais intensos, surpreendendo-se com a rede intrincada do sistema conjuntivo <strong>v\u00edscero fascial<\/strong>, <strong>circulat\u00f3rio<\/strong> e <strong>neural<\/strong>, suas particularidades e potencialidades na gera\u00e7\u00e3o de desequil\u00edbrios e sintomas locais e distantes. Tais estudos resultaram na cria\u00e7\u00e3o de um modelo ou m\u00e9todo de avalia\u00e7\u00e3o e manipula\u00e7\u00e3o visceral que vem sendo desenvolvido por ele e por seu instituto a mais de 30 anos, sendo considerado hoje pela comunidade osteop\u00e1tica mundial como \u201co pai da <strong>manipula\u00e7\u00e3o visceral<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No aspecto avaliativo, o Dr. Barral destacou a import\u00e2ncia da liberdade dos <strong>movimentos fisiol\u00f3gicos viscerais<\/strong> na sa\u00fade global do indiv\u00edduo, descrevendo a <em>Mobilidade<\/em> e a <em>Motilidade<\/em> das v\u00edsceras. A <strong><em>Mobilidade <\/em>visceral<\/strong> se refere aos movimentos passivos de acomoda\u00e7\u00e3o que as v\u00edsceras sofrem principalmente em resposta aos movimentos respirat\u00f3rios, exig\u00eancias din\u00e2micas corporais e modifica\u00e7\u00f5es posturais. Estes movimentos est\u00e3o na depend\u00eancia da liberdade que o sistema viscerofascial proporciona. Este sistema interp\u00f5e as v\u00edsceras, formando camadas membranosas com l\u00edquido seroso que possibilita o deslizar <strong>intervisceral<\/strong>, o que o Dr. Barral chamou de \u201c<strong>articula\u00e7\u00f5es viscerais<\/strong>\u201d. As <strong>meninges<\/strong>, a <strong>pleura visceral<\/strong>, o <strong>perit\u00f4neo visceral<\/strong> e o <strong>peric\u00e1rdio<\/strong> s\u00e3o exemplos destas membranas onde a <strong>mobilidade visceral<\/strong> pode ocorrer. A dire\u00e7\u00e3o e amplitude destes movimentos est\u00e3o na depend\u00eancia tamb\u00e9m de seus sistemas de sustenta\u00e7\u00e3o e contato, composto pelo sistema de <strong>membranas duplas<\/strong>, <strong>sistema ligamentar<\/strong>, <strong>turgor<\/strong> e <strong>press\u00e3o intracavit\u00e1ria<\/strong>, <strong>sistema mesent\u00e9rico<\/strong> e <strong>sistema omental<\/strong>. Tais sistemas s\u00e3o respons\u00e1veis por manter as v\u00edsceras \u201cfixadas\u201d umas \u00e0s outras e\/ou ao sistema m\u00fasculo-esquel\u00e9tico, enquanto garante sua liberdade para acomoda\u00e7\u00e3o posicional. O sistema de camada dupla cria efeito de suc\u00e7\u00e3o entre as v\u00edsceras, sendo interposto por l\u00edquido seroso. O <strong>sistema ligamentar<\/strong>, formado por pregas pleurais ou peritoneais, faz liga\u00e7\u00e3o direta de uma v\u00edscera \u00e0 outra ou \u00e0 parede da cavidade. O turgor mant\u00e9m as v\u00edsceras ocas minimamente distendidas, gra\u00e7as \u00e0 press\u00e3o gasosa e tens\u00e3o vascular internas, criando um estado de equil\u00edbrio entre as press\u00f5es intra e extra cavit\u00e1rias. O sistema mesent\u00e9rico, formado por pregas peritoneais ricamente habitado por vasos e nervos, desempenha pouca fun\u00e7\u00e3o de conten\u00e7\u00e3o visceral, estando mais relacionado com fun\u00e7\u00f5es nutritivas, visto que envolve apenas os <strong>\u00f3rg\u00e3os do sistema digestivo<\/strong>. O sistema omental, tamb\u00e9m formado por pregas do perit\u00f4neo, articulam dois elementos do <strong>trato digestivo<\/strong> e tem fun\u00e7\u00f5es <strong>neurovasculares<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cont\u00ednua varia\u00e7\u00e3o de press\u00e3o intra tor\u00e1cica e intra-abdominal gerada pelo diafragma durante os ciclos respirat\u00f3rios, obriga as <strong>v\u00edsceras<\/strong> destas cavidades a mover-se nos tr\u00eas planos espaciais, sagital, frontal e transverso. Tais movimentos s\u00e3o importantes para a din\u00e2mica visceral global e sobretudo para o <strong><em>equil\u00edbrio das tens\u00f5es mec\u00e2nicas internas<\/em><\/strong>. Deve-se destacar que a press\u00e3o intra-abdominal \u00e9 maior que a <strong>press\u00e3o intra tor\u00e1cica<\/strong>, justificando o vetor ascendente que se verifica nas <strong>h\u00e9rnias hiatais<\/strong>. \u00a0As tens\u00f5es mec\u00e2nicas internas equilibradas s\u00e3o requisitos fundamentais para a boa sa\u00fade e longevidade do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <strong><em>Motilidade<\/em><\/strong> refere-se aos movimentos ativos e intr\u00ednsecos das v\u00edsceras. Cabe ressaltar que tais movimentos n\u00e3o se relacionam diretamente \u00e0 peristalse que ocorre nas v\u00edsceras ocas, mas de movimentos inerentes de todas as v\u00edsceras. \u00c9 fato que n\u00e3o se reconhece explica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica para o <strong>fen\u00f4meno da motilidade<\/strong>, mas a teoria da embriog\u00eanese sustenta que durante o desenvolvimento fetal, as c\u00e9lulas seguem padr\u00f5es de alinhamento e organiza\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica ditadas por mem\u00f3rias inscritas, pelo menos em parte, em suas mol\u00e9culas primordiais (DNA, RNA), que carregam a informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. Por esta teoria, os eixos e dire\u00e7\u00f5es da motilidade visceral s\u00e3o caracterizados pela oscila\u00e7\u00e3o entre a acentua\u00e7\u00e3o do movimento embriol\u00f3gico e o retorno \u00e0 posi\u00e7\u00e3o original da v\u00edscera em quest\u00e3o, sendo considerada como um indicador da sa\u00fade e vitalidade do \u00f3rg\u00e3o e de seus sistemas correlacionados. Estes ciclos alternantes da motilidade visceral foram denominados pelo Dr. Barral como <strong><em>Expir<\/em> <\/strong>e <em><strong>Inspir<\/strong> <\/em>respectivamente, n\u00e3o devendo ser confundidos com a <strong>mobilidade visceral<\/strong> que ocorre durante os ciclos respirat\u00f3rios. Tal diferen\u00e7a pode ser visualizada pelos movimentos contr\u00e1rios que ocorrem no f\u00edgado durante a respira\u00e7\u00e3o: Na fase inalat\u00f3ria, o f\u00edgado roda \u00c2ntero-inferiormente enquanto que em <em>Inspir<\/em>, seu movimento \u00e9 exatamente o contr\u00e1rio. Deve ficar claro que cada v\u00edscera apresenta sua motilidade pr\u00f3pria e o terapeuta deve conhec\u00ea-la para poder atuar sobre esses par\u00e2metros. Tais movimentos podem ser sentidos pelo terapeuta atrav\u00e9s do toque de m\u00e3os treinadas para o senso do toque, visando \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o da qualidade e amplitude destes movimentos para ent\u00e3o poder intervir terapeuticamente diante de altera\u00e7\u00f5es na ritmicidade deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Interessantemente, parece haver alguma similaridade dos movimentos da motilidade visceral (7 a8 ciclos por minuto) com os movimentos de flex\u00e3o e extens\u00e3o cr\u00e2nio sacros (8 a12 ciclos por minuto) descritos por John E. Upledger D.O., o pai da <strong>Terapia CranioSacra<\/strong><sup>\u00ae<\/sup>. No entanto, o relacionamento exato destes ritmos inerentes ainda permanece n\u00e3o plenamente compreendido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <strong>mobilidade normal<\/strong> \u00e9 requisito para a capacidade adaptativa visceral \u00e0s demandas din\u00e2micas e auton\u00f4micas, enquanto que a <strong>motilidade normal<\/strong>, como citado acima, confere o status de boa sa\u00fade e vitalidade ao \u00f3rg\u00e3o. O equil\u00edbrio dos movimentos fisiol\u00f3gicos das v\u00edsceras pode ser perdido em situa\u00e7\u00f5es que excede a capacidade adaptativa do organismo, resultando em comprometimento de sua fisiologia normal e desequil\u00edbrio das tens\u00f5es mec\u00e2nicas internas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>A PATOLOGIA DOS MOVIMENTOS VISCERAIS<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada \u00f3rg\u00e3o ou v\u00edscera movimenta-se em dire\u00e7\u00f5es e eixos espec\u00edficos. Altera\u00e7\u00f5es nestes movimentos podem resultar da varia\u00e7\u00e3o dos eixos e amplitudes, podendo envolver a <strong>motilidade inerente<\/strong> do \u00f3rg\u00e3o ou sua mobilidade determinada pelas <strong>articula\u00e7\u00f5es viscerais<\/strong>. Tais altera\u00e7\u00f5es podem gerar:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; uma patologia local com sintomas locais;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; uma patologia inicial com sintomas referidos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; uma sequela local de uma patologia antiga na qual o indiv\u00edduo est\u00e1 bem adaptado;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; uma patologia em outra v\u00edscera que apresenta rela\u00e7\u00f5es \u201carticulares\u201d;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; uma patologia em uma estrutura distante que apresenta rela\u00e7\u00f5es fasciais, neurais ou vasculares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode-se notar que, atrav\u00e9s da continuidade das rela\u00e7\u00f5es an\u00e1tomo-funcionais, for\u00e7as tensionais anormais oriundas do universo visceral podem ser transmitidas, ocasionando <strong>repercuss\u00f5es mec\u00e2nicas<\/strong>, <strong>neurais <\/strong>e<strong> vasculares,<\/strong> estabelecendo as chamadas <strong>cadeias lesionais<\/strong>. O perit\u00f4nio \u00e9 um elo comum entre as v\u00edsceras e estruturas relacionadas, atuando como uma verdadeira membrana de tens\u00e3o rec\u00edproca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A situa\u00e7\u00e3o mais comum de disfun\u00e7\u00e3o dos movimentos fisiol\u00f3gicos viscerais \u00e9 conhecida genericamente por <em>restri\u00e7\u00f5es viscerais<\/em>. \u00a0Neste contexto, as restri\u00e7\u00f5es podem ser classificadas em <em>restri\u00e7\u00f5es funcionais<\/em>, nas quais apenas a fun\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o est\u00e1 envolvida, estando preservada a rela\u00e7\u00e3o posicional e <em>restri\u00e7\u00f5es posicionais<\/em>, onde a fun\u00e7\u00e3o pode estar preservada apesar de uma varia\u00e7\u00e3o posicional importante. Mais especificamente, as restri\u00e7\u00f5es viscerais podem ser classificadas em:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1- <strong>Restri\u00e7\u00f5es Articulares<\/strong>: <\/em>as restri\u00e7\u00f5es do sistema articular visceral\u00a0 referem-se \u00e0 perda da mobilidade e\/ou motilidade de um \u00f3rg\u00e3o, devido a inefici\u00eancia das propriedades deslizantes deste \u00f3rg\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s estruturas ou \u00f3rg\u00e3os vizinhos. Quando a restri\u00e7\u00e3o articular caracteriza-se pela redu\u00e7\u00e3o da motilidade com preserva\u00e7\u00e3o da mobilidade, recebe o nome de <em>Ades\u00e3o Visceral<\/em>, enquanto que, se a restri\u00e7\u00e3o atingir conjuntamente a motilidade e a mobilidade, recebe o nome de <em>Fixa\u00e7\u00e3o Visceral.<\/em> Situa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas como infec\u00e7\u00f5es com forma\u00e7\u00f5es de abscessos e cicatriza\u00e7\u00f5es (pleurites, peritonites, etc) podem causar fixa\u00e7\u00f5es importantes. O processo natural de cicatriza\u00e7\u00e3o p\u00f3s interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica tamb\u00e9m pode resultar na deposi\u00e7\u00e3o de tecido granular inel\u00e1stico, originando um novo eixo de movimento da v\u00edscera gerando desequil\u00edbrio das tens\u00f5es mec\u00e2nicas internas, podendo comprometer sua capacidade din\u00e2mica adaptativa. Quando o perit\u00f4nio \u00e9 atingido, sua serosidade e viscosidade s\u00e3o afetadas, comprometendo suas propriedades deslizantes. Vale lembrar ainda que uma cicatriz cria um estado constante de irrita\u00e7\u00e3o, podendo ativar mecanorreceptores e produzir espasmos reflexos locais e globais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2 &#8211; <strong>Laxid\u00e3o Ligamentar<\/strong>: <\/em>a situa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica mais comum secund\u00e1ria \u00e0 laxid\u00e3o ligamentar visceral \u00e9 a <em>Ptose visceral<\/em>. Este termo refere-se \u00e0 perda da elasticidade do sistema de sustenta\u00e7\u00e3o visceral, normalmente secund\u00e1ria \u00e0 ades\u00f5es, pois os ligamentos, mesent\u00e9rio e omentos, n\u00e3o s\u00e3o contr\u00e1teis (com exce\u00e7\u00e3o do sistema de suporte urogenital). Alguns fatores constitucionais e emocionais foram relacionados com a ocorr\u00eancia das ptoses viscerais, sendo mais comum seu aparecimento em pessoas idosas devido \u00e0 prote\u00f3lise senil que compromete seu sistema de sustenta\u00e7\u00e3o, nos indiv\u00edduos obesos e em pessoas com perfis depressivos, pois nestes casos, uma perda global do t\u00f4nus tissular \u00e9 verificada, comprometendo tamb\u00e9m o sistema de sustenta\u00e7\u00e3o visceral. As ptoses viscerais podem ser encontradas ainda em mult\u00edparas, mas parece que o tipo de parto \u00e9 o fator mais importante na gera\u00e7\u00e3o das ptoses, como nos partos realizados atrav\u00e9s de f\u00f3rceps ou suc\u00e7\u00e3o pneum\u00e1tica, que s\u00e3o realizados no momento em que os tecidos est\u00e3o relaxados sobre forte influ\u00eancia hormonal. Interessantemente, \u00e9 poss\u00edvel que uma v\u00edscera mantenha uma boa condi\u00e7\u00e3o funcional apesar de uma modifica\u00e7\u00e3o em sua posi\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica original, desde que sua motilidade esteja normal ou pr\u00f3xima a isso.<em><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3 &#8211; <strong>Restri\u00e7\u00f5es Musculares<\/strong> (Visceroespasmos):<\/em> tais restri\u00e7\u00f5es afetam principalmente \u00f3rg\u00e3os ocos, pois s\u00e3o dotados de fibras musculares longitudinais e transversais que contraem alternadamente para garantir o tr\u00e2nsito intraluminal. Quando algum segmento muscular de uma v\u00edscera oca entra em espasmo, por diversas e diferentes causas, instala-se um visceroespasmo, gerando estase do conte\u00fadoem tr\u00e2nsito. Quando essa situa\u00e7\u00e3o perdura por um per\u00edodo de tempo maior, a mucosa v\u00edsceral pode sofrer ataques \u00e1cidos ou alcalinos comprometendo a sa\u00fade do \u00f3rg\u00e3o. Em situa\u00e7\u00f5es de visceroespasmo, a motilidade \u00e9 afetada inicialmente enquanto que a mobilidade somente \u00e9 influenciada se a estrutura do \u00f3rg\u00e3o (suas inser\u00e7\u00f5es) for atingida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>AVALIA\u00c7\u00c3O CL\u00cdNICA <\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V\u00e1rias escolas de osteopatia que ensinam as abordagens de avalia\u00e7\u00e3o e tratamento do sistema visceral apresentam m\u00e9todos pr\u00f3prios e \u00e0s vezes espec\u00edficos \u00e0 cada escola. De forma geral, o Dr. Barral baseia sua investiga\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica pelo exame f\u00edsico composto de uma an\u00e1lise dos tecidos miofasciais para identificar zonas de maior tens\u00e3o, o que ele chama de <strong><em>ausculta global<\/em><\/strong><em>, <\/em>seguida de uma avalia\u00e7\u00e3o das tens\u00f5es internas a partir de uma palpa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica sobre o abdome, o que ele chama de <strong><em>ausculta local<\/em><\/strong><em>.<\/em> \u00a0A partir da defini\u00e7\u00e3o da zona de disfun\u00e7\u00e3o, s\u00e3o realizados os <strong><em>testes de mobilidade <\/em><\/strong>que procuram avaliar o comportamento din\u00e2mico da v\u00edscera em rela\u00e7\u00e3o aos seus sistemas de sustenta\u00e7\u00e3o, informando sobre a elasticidade, frouxid\u00e3o, espasmos e les\u00f5es estruturais musculares ou ligamentares. A partir do conhecimento anat\u00f4mico, estes testes possibilitam estabelecer rela\u00e7\u00f5es an\u00e1tomo-funcionais com outras estruturas do mesmo sistema ou de outros sistemas interligados.\u00a0 A seguir, realiza-se os <strong><em>testes de motilidade,<\/em><\/strong> que s\u00e3o espec\u00edficos de cada v\u00edscera. Nestes testes, o examinador palpa delicadamente a regi\u00e3o avaliada para apreciar a frequ\u00eancia, amplitude e dire\u00e7\u00e3o da motilidade, sendo informado sobre a condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade e vitalidade do \u00f3rg\u00e3o. Estes testes tamb\u00e9m servem para identificar se a disfun\u00e7\u00e3o em uma v\u00edscera \u00e9 prim\u00e1ria ou secund\u00e1ria ao envolvimento de outra v\u00edscera, verificando se a motilidade de determinada v\u00edscera sofre ou n\u00e3o influ\u00eancia de uma inibi\u00e7\u00e3o realizada em outro \u00f3rg\u00e3o relacionado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na <strong>literatura osteop\u00e1tica<\/strong>, tamb\u00e9m s\u00e3o encontrados outros recursos para auxiliar na localiza\u00e7\u00e3o da <strong>disfun\u00e7\u00e3o visceral<\/strong>, como os testes de <em><strong>cinesiologia aplicada<\/strong>.<\/em> Tais testes, que derivam das escolas quirop\u00e1ticas, s\u00e3o baseados nas modifica\u00e7\u00f5es do padr\u00e3o de for\u00e7a muscular (fraco ou forte) verificados em provas de fun\u00e7\u00e3o muscular ao se realizar uma palpa\u00e7\u00e3o sobre uma v\u00edscera espec\u00edfica que participa do mesmo met\u00e2mero. Por exemplo, o colo sigm\u00f3ide estaria em disfun\u00e7\u00e3o se ocorresse uma modifica\u00e7\u00e3o sobre a for\u00e7a dos m\u00fasculos \u00edsquio tibiais em resposta a uma palpa\u00e7\u00e3o sobre essa v\u00edscera. S\u00e3o encontrados ainda o uso da reflexologia, dos meridianos da acupuntura e do perfil emocional na busca das disfun\u00e7\u00f5es viscerais. Neste \u00faltimo, o Dr. Barral d\u00e1 especial aten\u00e7\u00e3o, baseado no conceito que cada emo\u00e7\u00e3o ou sentimento provoca em padr\u00e3o vibracional que ir\u00e1 estar em conson\u00e2ncia com o <strong>padr\u00e3o vibracional<\/strong> de uma determinada v\u00edscera. Assim sendo, uma hist\u00f3ria de um paciente com epis\u00f3dios ligados a estados raivosos poder\u00e3o afetar especialmente o f\u00edgado. A explica\u00e7\u00e3o ou a tentativa dela parece derivar da origem embriol\u00f3gica dos tecidos que apresentam similaridades constitucionais originais e intr\u00ednsecas. \u00c9 evidente e ineg\u00e1vel que muito destas liga\u00e7\u00f5es e correla\u00e7\u00f5es ainda ir\u00e3o necessitar de comprova\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, devendo ficar para a comunidade cient\u00edfica, a tarefa de avan\u00e7ar seus m\u00e9todos sensoriais para que sejam capazes detectar e elucidar fen\u00f4menos comumente verificados na pr\u00e1tica cl\u00ednica. Albert Einstein criou sua teoria da relatividade imaginando-se viajando em um feixe de luz, algo impens\u00e1vel e insano para a comunidade cient\u00edfica da \u00e9poca. Nos dias atuais e com os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, verificamos que a ci\u00eancia conseguiu decifrar, explicar e comprovar o que Einstein j\u00e1 sabia muito antes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>A MANIPULA\u00c7\u00c3O VISCERAL<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como em todo m\u00e9todo terap\u00eautico, o diagn\u00f3stico e a restri\u00e7\u00e3o visceral deve ser localizada e classificada (ades\u00e3o, fixa\u00e7\u00e3o, ptoses e visceroespasmos) para a correta escolha da localiza\u00e7\u00e3o e t\u00e9cnica a ser empregada. Com o objetivo maior de devolver a mobilidade e motilidade visceral, as manipula\u00e7\u00f5es atuam como est\u00edmulo para eliminar fatores ocultos negativos e estimular que o corpo restabele\u00e7a suas fun\u00e7\u00f5es, conforme o princ\u00edpio da auto cura da filosofia osteop\u00e1tica. De forma geral, s\u00e3o descritas 03 t\u00e9cnicas de manipula\u00e7\u00e3o visceral;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>T\u00e9cnica Direta:<\/em><\/strong> s\u00e3o t\u00e9cnicas de alavancas curtas, indicada pra tratar disfun\u00e7\u00f5es da mobilidade visceral. Nas fixa\u00e7\u00f5es ou ades\u00f5es, o terapeuta faz contato perpendicular direto com a v\u00edscera (quando poss\u00edvel) colocando-a em um estado de pr\u00e9-tens\u00e3o. A partir deste ponto, ele inicia a mobiliza\u00e7\u00e3o paralela \u00e0 viscera, mantendo a tens\u00e3o inicial e acumula os par\u00e2metros nos 3 planos espaciais (isolados ou combinados), mobilizando-a no sentido da restri\u00e7\u00e3o (modalidade indireta ou funcional) ou no sentido contr\u00e1rio \u00e0 restri\u00e7\u00e3o (modalidade direta ou estrutural). Outro tipo de t\u00e9cnica direta \u00e9 chamada <em>Recoil<\/em>, na qual o terapeuta aplica uma press\u00e3o\/compress\u00e3o direta sobre a v\u00edscera por alguns poucos segundos liberando-a subitamente. Nas ptoses, a tra\u00e7\u00e3o progressiva \u00e9 aplicada no sentido contr\u00e1rio \u00e0 sua tend\u00eancia postural, normalmente no sentido cranial, com a mobiliza\u00e7\u00e3o suave realizada no eixo da mobilidade. Nos visceroespasmos com perda da mobilidade, ap\u00f3s a coloca\u00e7\u00e3o da v\u00edscera em pr\u00e9-tens\u00e3o, a mobiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 executada facilitando a dire\u00e7\u00e3o da maior mobilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>T\u00e9cnica Indireta:<\/em><\/strong> s\u00e3o t\u00e9cnicas de alavancas longas, tamb\u00e9m utilizadas para tratar as disfun\u00e7\u00f5es da mobilidade visceral. A principal caracter\u00edstica destas t\u00e9cnicas \u00e9 a associa\u00e7\u00e3o da tens\u00e3o previamente aplicada \u00e0 v\u00edscera com movimentos ou posicionamentos nos 3 planos de outras partes do corpo para mobilizar ou aumentar o efeito tensional sobre a regi\u00e3o tratada, procedimento conhecido por \u201cempilhamento\u201d. Quando s\u00e3o utilizadas juntamente com as t\u00e9cnicas diretas s\u00e3o chamadas de t\u00e9cnicas combinadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>T\u00e9cnicas de Indu\u00e7\u00e3o:<\/em><\/strong> s\u00e3o t\u00e9cnicas utilizadas para tratar a disfun\u00e7\u00e3o da motilidade visceral. A partir do conhecimento da dire\u00e7\u00e3o, amplitude e eixo da motilidade visceral e ap\u00f3s identificar manualmente eventuais assimetrias nestes par\u00e2metros, o terapeuta acompanha os ciclos de <em>inspir<\/em> e <em>expir<\/em>, fazendo a acentua\u00e7\u00e3o sutil e delicada do ciclo que demonstra maior amplitude, at\u00e9 a percep\u00e7\u00e3o de que a motilidade retornou a seu ponto de equil\u00edbrio. O terapeuta tamb\u00e9m pode atuar ampliando os 2 ciclos da motilidade, procurando proporcionar vitalidade ao \u00f3rg\u00e3o.\u00a0 As t\u00e9cnicas de indu\u00e7\u00e3o s\u00e3o as t\u00e9cnicas de escolha para o tratamento espec\u00edfico dos esfincters (Oddi, \u00cdlio-cecal, entre outros). Geralmente as t\u00e9cnicas de indu\u00e7\u00e3o ir\u00e3o produzir melhores resultados se as grandes restri\u00e7\u00f5es da mobilidade forem liberadas previamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De forma geral, o tratamento manual das v\u00edsceras busca alcan\u00e7ar a liberdade de seus movimentos e sua vitalidade para que estas possam ter suas capacidades adaptativas restauradas ou melhoradas, utilizando para isso t\u00e9cnicas que produzem a\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas e neurorreflexas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>CONTRA-INDICA\u00c7\u00d5ES E PRECAU\u00c7\u00d5ES<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As contra-indica\u00e7\u00f5es das t\u00e9cnicas viscerais devem ser sempre observadas e em caso de d\u00favidas, o paciente deve ser encaminhado para o m\u00e9dico especialista. De forma geral e baseado tamb\u00e9m no bom senso, devem ser observadas as seguintes situa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Um agravamento agudo de um processo inflamat\u00f3rio;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Aneurisma abdominal;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; \u00dalceras cruentas;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Tromboses;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Hemorragias ou fraturas;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Gravidez (pode-se trabalhar a motilidade e esfincters);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Tumores;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Deve-se utilizar toques mais delicados em pacientes que estiverem com os tecidos mais fragilizados como, por exemplo, aqueles fazendo uso de anticoagulantes ou corticoster\u00f3ides, ap\u00f3s radioterapia e quimioterapia, os diab\u00e9ticos e os portadores de varicoses. Deve-se ser cuidadoso tamb\u00e9m com as pessoas portadoras de \u201ccorpos estranhos\u201d como DIU (dispositivo intra-uterino), Marca-passos, Stents e outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De fato, a <strong>comunidade osteop\u00e1tica<\/strong> deve muito do conhecimento da <strong>terap\u00eautica visceral<\/strong> ao Dr. Barral e esperamos, atrav\u00e9s dos estudos de sua obra aliada \u00e0 viv\u00eancia cl\u00ednica, ampliar nossas possibilidades terap\u00eauticas para atingir o n\u00edvel de excel\u00eancia que a nossa profiss\u00e3o e a divindade de nossos pacientes exigem. Essa \u00e9 nossa miss\u00e3o&#8230;, essa \u00e9 a sua miss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Barral J.P.; Mercier P. <strong>Visceral Manipulation<\/strong>. Eastland Press, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Barral J.P. <strong>Visceral Manipulation II<\/strong>. Eastland Press, 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em>\u00a0\u00a0 \u00a0<em><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcial Zanelli de Souza* *Doutor em Ci\u00eancias da Motricidade Humana, docente da Universidade Metodista de Piracicaba e do IDOT. Um dos princ\u00edpios preconizados por Andrew Taylor Still, o criador da Osteopatia, que melhor representa sua base filos\u00f3fica talvez seja a lei da \u201cUnidade do Corpo\u201d. 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